Trata-se do TM601, um peptídeo presente no "coquetel de neurotoxinas" do veneno desse escorpião, que vive no Oriente Médio.
A substância não é tóxica para os humanos e "se liga" a um receptor apenas encontrado em algumas células tumorais.
Nas experiências realizadas em laboratório, o TM601 "invadiu" as células tumorais presentes em tecidos da mama, da pele, do pulmão e do cérebro, e deixou "intactas as células saudáveis".
Para ver se o peptídeo poderia descarregar doses letais de radioatividade nas células tumorais, os pesquisadores acrescentaram isótopos de iodo radioativo à fórmula.
Em 2007, uma companhia de Massachusetts, nos Estados Unidos, injetou essa substância em 59 pacientes que sofrem de câncer cerebral terminal.
Embora todos tenham morrido, os que receberam as doses mais altas viveram em média três meses a mais que os outros.
Atualmente, a Universidade de Chicago está realizando uma experiência que consiste em injetar a substância no sangue de pessoas que possuem o tumor para descobrir se ela também é capaz de eliminar os cânceres secundários.
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