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sexta-feira, 19 de março de 2010

Encontrados animais vivos a 180 metros debaixo do gelo

Cientistas não compreendem como estes animais – um anfípoda e uma espécie de medusa – conseguem sobreviver



Cientistas da NASA descobriram seres vivos a mais de 180 metros abaixo do gelo. Onde se pensava que apenas podiam viver alguns micróbios estavam, afinal, animais capazes de resistir a condições extremas: um anfípoda Lyssianasid, pequeno crustáceo marinho, parecido com um camarão, de oito centímetros de comprimento e cor de laranja e uma estranha espécie de medusa.

O achado que deixou os investigadores incrédulos aconteceu quando estes filmavam o interior de um bloco de gelo. De repente, uma pequena criatura aproximou-se e colocou-se sobre a câmara. Logo depois, os cientistas observaram um tentáculo que parecia o de uma medusa.


Robert Bindschadler, investigador da NASA, explica que não esperavam encontrar nada no bloco. O vídeo da descoberta será apresentado durante o encontro da União Geofísica Americana.

Esta descoberta levanta uma série de questões às quais os cientistas ainda não sabem responder. Como por exemplo, o que se encontra debaixo do gelo de planetas ou satélites.

A bióloga Stacy Kim, que colabora com a equipa da NASA, afirmou mesmo à comunicação social que não têm ideia do que se está a passar ali. Ela acredita que as criaturas encontradas habitavam mesmo aquele sítio, visto que estão a 19 quilómetros do mar aberto.

No entanto não se percebe como organismos tão complexos conseguem alimentar-se naquele lugar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Os desafios de um habitat sustentável: Novo projeto da NASA para habitat lunar.

Por Rejane Cardoso

O grande desafio do nosso tempo é criar comunidades sustentáveis em um planeta habitável com vantágens para a economia contemporânea. A falta de equilíbrio entre o homem, a natureza e a economia ultrapassou os limites. Após um longo período onde a resiliência foi posta à prova, ininterruptamente, aceleramos o rompimento do equilíbrio, até então existente, ao que se chama break point, com consequencias irreversíveis para o ecossistema.

Segundo um estudo feito pela ONU irão ocorrer mudanças climáticas no planeta nos próximos 100 anos e que são muito preocupantes.

Se vê muito falar em proteção das matas, dos rios e diminuição da poluição, mas na prática ocorre ao contrário. As matas estão sendo destruidas em rítimo galopante, a poluição dos rios e do ar continuam acelerados e, apesar de divulgações constantes sobre a fiscalização, parece que não esta adiantando também. Estamos em um mundo que caminha para o caos e quem vai pagar por isso serão os próprios homens que não tomam providências enérgicas e proibem de vez o corte das matas e punem de verdade tantas indústrias que poluem rios e águas e pior, tem certeza que nada irá acontecer.

O IPCC diz que as temperaturas têm grande chance de aumentar de 1,8ºC a 4ºC até 2060. Mas há também a possibilidade de que essa variação seja de 1,1ºC a 6,4ºC.

Os mapas acima mostram como três cenários de variações de temperatura podem afetar diferentes partes do planeta.

De acordo com a necessidade de preservação da espécie humana, o homem busca novas alternativas de habitação. A lua é a mais nova perspectiva de habit sustentável para o homem no futuro.

O projeto, escolhido pela Nasa (agência espacial americana) para que as missões possam ficar seis meses no ambiente lunar, foi do Argentino Pablo De Leon. O habitáculo lunar terá "um esqueleto metálico" que permitirá dividi-lo em diversas partes, "para diversas funções, e que concederão privacidade", afirmou De León,

"A intenção final do novo projeto lunar da Nasa é, na realidade, chegar a Marte", disse.

A viagem a Marte "durará cerca de um ano, portanto, é importante ter tudo testado, caso haja alguma emergência", acrescentou.

Para prevenir os danos à saúde causados pela forte radiação solar recebida na Lua, o habitáculo será coberto com poeira lunar, como isolante, disse De León.

"Como a Lua fica relativamente perto da Terra, o projeto permitirá colocar em prova todos os sistemas que depois serão usados na expedição tripulada a Marte", afirmou.