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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ecologia: Populações


PPT explicativo sobre populações. características, taxa de natalidade e mortalidade, fatores que proporcionam o crescimento ou diminuição de uma população e etc.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Introdução à Ecologia

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Lodo de esgoto pode substituir adubo na cana-de-açúcar

Adubação da cana-de-açúcar com lodo, em área de produção comercial
Adubação da cana-de-açúcar com lodo, em área de produção comercial
Estudo desenvolvido pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura
A utilização de lodo de esgoto na adubação de cana-de-açúcar pode substituir, em 100 por cento, o uso do adubo mineral nitrogenado necessário para a cultura das plantas. Além dos benefícios ambientais e ecológicos, a técnica pode aumentar a produtividade e diminuir custos. Essas são as conclusões de uma investigação coordenada por Cassio Hamilton Abreu Junior, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da Universidade de São Paulo (Brasil).
Por ter a vantagem de eliminar ou minimizar o uso de adubos minerais, a utilização do lodo de esgoto no solo brasileiro para fins agrícolas é já estudada há quase 30 anos. “O assunto é relativamente recente no Brasil quando comparado com EUA, Europa e Ásia, onde a prática é mais antiga”, informou o investigador. Porém, a preocupação de Cassio Junior ultrapassa o processo de produção agrícola e salta para a contaminação do solo, dos lençóis freáticos e dos próprios alimentos.
Segundo o professor, a actividade humana nas cidades leva a dois importantes resíduos: lixo urbano e lodo de esgoto (do tratamento dos esgotos domésticos). “Os solos brasileiros são pobres em matéria orgânica, a utilização de composto do lixo para fins agrícolas vem sendo difundida por estudos académicos porque, além de rica fonte de matéria orgânica, elimina ou minimiza o uso de adubos minerais”, destacou. No caso do uso agrícola do lodo de esgoto doméstico, sua aplicação é controlada por autorização da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). “Apesar de o lodo possuir matéria orgânica e nutrientes importantes para o crescimento das plantas como nitrogénio e fósforo, também pode conter metais pesados e compostos orgânicos”, disse ainda.
Outra vantagem ambiental é o prolongamento da vida útil dos aterros sanitários, destino dos resíduos domésticos. O investigador questiona os altos custos de implantação de aterros controlados e referiu que “apesar do impacto ambiental causado por estes locais, que são males necessários, mas ninguém quer um aterro perto de casa”.
Os estudos do Cena são conduzidos em plantações de eucalipto em parceria com uma empresa ligada ao papel e celulose. Na cultura de cana-de-açúcar, os testes são em áreas cultivadas do Grupo Cosan. Dados já confirmados nessas culturas dão como certa a capacidade de o lodo substituir o adubo mineral que contém nitrogénio e fósforo.
Lodo aumentou produtividade da cana-de-açúcar em 12 por  cento
Lodo aumentou produtividade da cana-de-açúcar em 12 por cento
“Os testes com cana estão mais adiantados em comparação ao ciclo do eucalipto, que dura sete anos. Na cana, há o aumento de 12 por cento da produtividade nos locais que receberam o lodo aplicado como substituto do nitrogénio e complementado com adubo contendo potássio (o lodo é pobre nesse nutriente), conforme a norma do Conselho Nacional do Meio Ambiente, órgão do Ministério do Meio Ambiente”
, esclareceu.
“Com relação à cana, podemos afirmar que 100 % adubo mineral nitrogenado que deveria ser aplicado pode ser substituído pelo lodo de esgoto”, afirmou, acrescentando que as doses de fósforo são supridas em até 30 por cento.
Efeitos da adubação
Os estudos também indicam outros números promissores quando verificados os efeitos da adubação com a utilização de lodo de esgoto no plantio das árvores. Em eucalipto, esse tipo de adubação substitui totalmente o uso de nitrogénio e supre 66 por cento do fósforo necessário. O investigador alerta que os resultados devem ser interpretados com cautela. “Apesar do volume crescente de estações de tratamento de esgoto, que significa farta abundância deste produto, o lodo deve ser aplicado seguindo os critérios exigidos”.
Outro subproduto gerado pelas estações de tratamento de esgoto e que pode ser muito utilizado na agricultura é a água residual, por conter nutrientes. “O lodo e a água provenientes de estações de tratamento, quando gerados de forma correta, têm uso agrícola interessante. Basta tratá-los de forma adequada. O mais importante é que o esgoto seja urbano e não industrial”, alerta Cassio Junior.
A investigação remete para diferentes alternativas para a substituição do fósforo na adubação, material que está se tornando escasso. “Como as reservas naturais de fósforo tendem a acabar, o estudo visa buscar alternativas ambientais e ecológicas para retornar o nutriente em solos pobres”, concluiu.
Fonte: Ciência Hoje PT

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Com disfarces, insetos assustam predadores que não podem vencer

Pesquisadores descobriram centenas de espécies que exibem padrões  falsos de olhos e faces que imitam cobras, lagartos e outros animais  Foto: The New York Times

Pesquisadores descobriram centenas de espécies que exibem padrões falsos de olhos e faces que imitam cobras, lagartos e outros animais
Foto: The New York Times

Imagine que você seja um pássaro de 15 gramas de peso e cinco centímetros de altura que se alimenta de insetos, e que esteja ciscando em busca de alimento na penumbra da floresta tropical da Costa Rica. De repente, avista um par de olhos esbugalhados, e faz uma pausa momentânea para avaliar do que se trata.

Se aqueles olhos pertencessem a uma cobra, a curta pausa para estudo significaria que o pássaro teria virado jantar. Mas a face que ele está contemplando não é a de uma cobra, e sim a crisálida de uma borboleta xadrez. A semelhança pode parecer quase sobrenatural - mas, como os fatos indicam, o disfarce está longe de ser único.

Em determinada área da Costa Rica, uma equipe de pesquisadores comandada por Daniel Janzen e Winnie Hallwachs, da Universidade da Pensilvânia, e John Burns, do Museu Nacional Smithsonian de História Natural, descobriu centenas de espécies de mariposas e borboletas cujas lagartas ou crisálidas exibem padrões falsos de olhos e faces que imitam cobras, lagartos e outros animais.

Em estudo publicado esta semana pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores propõem que essa pletora de padrões falsificados tenha evoluído a fim de explorar o instinto inato dos pássaros a evitar possíveis predadores.

A ideia representa uma nova reviravolta nos estudos quanto ao bem conhecido fenômeno da imitação e camuflagem animal. Inicialmente descrito pelo estudioso britânico Henry Walter Bates na década de 1860, o conceito original sobre essa característica era o de que espécies inofensivas e que costumam servir de comida a agressores desenvolviam a capacidade de se proteger contra os predadores ao ganhar a aparência de outras espécies, de sabor nocivo ou desagradável.

Bates presumiu que para que esse mecanismo pudesse funcionar da maneira necessária, os potenciais predadores precisavam aprender que presas, em sua área de atuação, deveriam ser evitadas. E as potenciais presas -digamos, por exemplo, uma grande e colorida borboleta adulta - precisavam ganhar semelhança estreita com a espécie inedível que estão imitando. Mas quando surgem encontros mortíferos com outras espécies, pode não haver segunda chance, ou qualquer oportunidade de aprendizado.

Portanto, a seleção natural tenderia a favorecer o reconhecimento instantâneo e respostas rápidas e instintivas, em caso de encontros diretos com potenciais perigos. Criaturas inofensivas que tenham desenvolvido uma forma genérica de semelhança para com uma variedade qualquer de criaturas a serem evitadas (olhos, padrões de escama) ganhariam, com isso, alguma proteção.

Janzen e seus colegas catalogaram uma deliciosa variedade de padrões oculares notáveis e falsos, reproduzidos nas extremidades traseiras de lagartas e dianteiras de crisálidas.

Os resultados de seu trabalho e as avaliações que ele permitiu são produto de um estudo em longo prazo, mas iniciado um tanto ao acaso, quanto aos animais que ocupam a Area de Conservación Guanacaste, ou AGC, uma reserva natural no noroeste de 1978.

Tudo começou em 1978, quando Janzen quebrou algumas costelas ao cair em uma ravina enquanto conduzia estudos de campo na região. A estrada para o hospital era difícil demais para que pudesse percorrê-la com as suas fraturas, e por isso ele imobilizou a região afetada e se restringiu a uma cadeira no acampamento por um mês.

Já que não podia explorar a floresta tropical, o pesquisador não demorou muito a se irritar com a inatividade forçada. A estação de campo do projeto só contava com duas horas de eletricidade a cada noite, e a energia oferecida bastava apenas para acionar uma lâmpada de 25 watts. Felizmente para Janzen, 1978 foi um ano excelente para as mariposas, e a luz fraca da lâmpada as atraía em grande número. Por isso, ele decidiu dedicar a pausa forçada à criação de uma coleção de mariposas.

Quando se recuperou o bastante para retomar suas caminhadas pela floresta tropical, descobriu que o ano também era muito propício às lagartas. O desafio era identificar quais das múltiplas espécies diferentes de lagartas se referia a que espécie de mariposa ou borboleta. Agora aos 71 anos, Janzen me contou, da mesma estação de trabalho de campo 32 anos mais tarde, que "minha insanidade privada era a de identificar todas as espécies antes que eu morresse".

Para realizar esse objetivo, ele teve de estabelecer um sistema para a coleta de lagartas, sob o qual cada espécime era fotografado e se desenvolvia até a vida adulta sob observação, o que permitia identificar cada espécie - metade das quais não haviam sido descritas cientificamente até ali. Janzen deu início ao trabalho sozinho, mas logo recebeu a adesão de sua mulher, Hallwachs, cuja especialidade inicial eram os roedores mas passou a concentrar seu trabalho nas lagartas. A operação continua ativa até hoje, 365 dias por ano, com a ajuda de 33 assistentes costarriquenhos treinados.

Em uma área de 197 quilômetros quadrados, a equipe estudou mais de 450 mil lagartas. Até alguns poucos anos atrás, eles haviam conseguido identificar mais de 12 mil espécies. Nos últimos anos, o total disparou para 15 mil espécies, quando a equipe descobriu, por meio da tipificação de DNA, ou "código de barras genético", que muitas das espécies na verdade eram compostas por múltiplas espécies distintas - em um caso específico, 11 delas. O número total de espécies identificado apenas nessa região equivale ao total de espécies de mariposas e borboletas estimado para a América do Norte.

Com a chegada de lagartas e crisálidas à estação de campo em número superior a 100 ao dia, Janzen começou a discernir uma tendência. Nas espécies pertencentes a muitos grupos diferentes, ele via que lagartas e crisálidas portavam toda espécie de marcas em forma de olhos, em esquemas de cor variados, com pupilas redondas ou em fenda. A variedade de padrões sugeria que os insetos não precisam reproduzir exatamente a aparência de um predador específico, para que a artimanha funcione.

Além disso, os comportamentos distintos das muitas lagartas, quando manuseadas, sublinham que o objetivo básico do jogo era assustar as diversas espécies de pássaros devoradores de insetos que se alimentam nas florestas enevoadas da área de conservação. Alguns dos padrões oculares se tornam visíveis apenas quando as lagartas são incomodadas e se expandem por porções maiores de seus corpos, e alguns espécimes maiores rebolavam e deslizavam como cascaveis.

Janzen e seus colegas estimam que um pássaro típico em busca de alimentação na área deve encontrar dezenas de insetos que apresentam padrões oculares falsos a cada dia. É improvável que um pássaro que venha a encontrar espectro tão diversificado de padrões seja capaz e discernir que padrões específicos podem ser atacados de forma seguro e que padrões representam ameaça real, especialmente porque basta um erro para que ele termine devorado. O melhor, portanto, é ignorar os espécimes suspeitos e continuar à caça.

Por dois séculos, os naturalistas vêm tentando catalogar e compreender a deslumbrante diversidade da vida, especialmente na forma encontrada em regiões tropicais. E novas percepções importantes muitas vezes surgem da proposição de perguntas simples - por exemplo, "por que uma das pontas dessa pequena lagarta leva jeito de cobra?"

Mas a resposta a esse tipo de pergunta requer identificar muito mais criaturas, e compreender onde e de que maneira vivem. E isso, por sua vez, requer um tipo especial de ser humano, disposto a viver longe do conforto de casa e ávido por passar 32 anos contemplando 450 mil insetos.

Fonte: Portal Terra

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Invasão de rãs causa pânico em localidade na China

Uma invasão de cerca de 10 mil rãs em uma localidade do sudoeste da China causou o pânico entre a população, que relacionou a praga com a chegada de um possível terremoto.

Os animais chegaram na última terça-feira, no começo da manhã, à localidade de Taiping, na província de Sichuan, informou o jornal Xin Beijing.

Segundo uma testemunha de sobrenome Yang, "milhares de pequenas rãs apareceram por uma pequena estrada da localidade e formavam uma fila de 200 metros de comprimento e 50 centímetros de largura".

Especialistas em meio ambiente tentaram acalmar a população, garantindo que a invasão das rãs aconteceu devido ao calor. "As rãs se juntam pela manhã ou ao entardecer para migrarem a outros lugares, pois buscam ambientes mais frescos", explicou Zhao.

Além disso, Wang Li, subdiretor da Administração de Terremotos de Sichuan, acrescentou que "este fenômeno é normal e não tem relação com terremotos".

Em 2008, a província de Sichuan sofreu um terremoto de magnitude 8 na escala Richter, causando 90 mil mortes e desaparecimentos.

Fonte: EFE

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Morte de peixes teria sido causada por aumento de algas, diz secretária

Segundo ela, mudança nas condições climáticas favoreceu proliferação.

Ela estima que quantidade de peixes mortos seja de 500 quilos.

A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, afirmou em 26/02/10) que a causa da mortandade de peixes na Lagoa, Zona Sul do Rio, pode ter sido o aumento de uma espécie de alga existente na água. Segundo ela, a mudança nas condições climáticas favoreceu a proliferação dessas algas, que não foram identificadas.

A secretária estimou em 500 quilos a quantidade de peixes que morreram, contrariando uma estimativa da Comlurb, que informou que o total chegaria a 3 toneladas.
A gerente de qualidade de água da secretaria, Fátima Freitas, descartou o aumento de esgoto na lagoa. Segundo ela, não houve diminuição no nível de oxigenação da água. Marilene também descartou qualquer ligação entre a abertura do canal do Leblon e a mortandade. "Com certeza não tem conexão com o caso do Leblon, porque a medição indicou que o nível de oxigênio na água está normal. Se houvesse entrada de esgoto, o (nível de) oxigênio teria caído", afirmou.
A Rio-Águas, órgão da prefeitura do Rio, teria aberto as comportas do canal do Leblon depois que a tubulação que devia o esgoto no bairro para o emissário de Ipanema se rompeu. Por causa disso, a água do mar na altura do Leblon ficou poluída.
Fátima explicou que a secretaria acredita que o aumento da quantidade de alga possa ser o responsável pela morte dos peixes. Numa medição feita na segunda-feira, já havia sido constado um nível alto do micro-organismo, cerca de 400 mil. Nesta sexta, foi constadado um nível quatro vezes maior do que o de segunda.
Segundo ela, um possível aumento de esgoto na água não seria a causa para o aumento da proliferação das algas.
Biólogo contesta

Já o biólogo Mário Moscatelli contesta uma das hipóteses de técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para justificar a morte de peixes. Segundo os técnicos, o choque térmico - a água fria da chuva de quinta-feira (25) em contato com a água quente da lagoa - pode ter causado a morte dos peixes.
"Em dezembro choveu com mais intensidade e não houve nada parecido com isso. Quando a gente encontra bagre, que vive no fundo da lagoa, e tilápia, que é um peixe resistente, morrendo é por que algo diferente ocorreu", disse o biólogo, em entrevista ao RJTV.

Biólogo descarta choque térmico para a morte de peixes na Lagoa

Moscatelli lembrou que há poucos dias houve um incidente nas praias de Ipanema e Leblon, na Zona Sul, o que pode ter afetado as águas da lagoa. Ele lembrou que, há dez anos, a Lagoa Rodrigo de Freitas estava muito poluída, mas diz que a Cedae cumpriu o prometido de despoluir o local.
"A Rio Águas tem de explicar o que houve. Há um claro indicativo de que algo consumiu o oxigênio da água abruptamente, o que fez com que os peixes tivessem de vir à torna para respirar", disse Moscatelli.
Amostras de água recolhidas

Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) coletaram amostras da água da nesta manhã.
Moradores teriam informado que as comportas do canal que faz a renovação da água da lagoa com água do mar estariam fechadas.
A secretária de Ambiente, Marilene Ramos, e o presidente do Inea, Luiz Firmino Martins, vão divulgar o laudo das análises nesta tarde.

Comlurb recolhe peixes

A Comlurb informou que 51 garis trabalham no recolhimento dos peixes mortos na Lagoa. Seis garis estão num catamarã e os demais estão no entorno do espelho d'água. Entre as espécies recolhidas estão savelhas, corvinas, tilápias, bagres e baranas (um tipo de robalo).

Camisa da Copa é feita com garrafas PET

A Nike apresentou hoje as novas camisas para a Copa do Mundo 2010, na África do Sul

Nova camisa da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2010
Nova camisa da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2010

Em um evento em Londres, a empresa escolheu o jogador brasileiro Alexandre Pato, do Milan, para mostrar a nova camisa oficial amarela da Seleção Brasileira.

Assim como a camisa azul, já anunciada, a amarela é feita com novo tecido Dri-Fit a partir de garrafas PET.

São necessárias até oito garrafas para produzir uma camisa e, segundo a Nike, o processo de fabricação diminui em até 30% o consumo de energia se comparado ao uso de poliéster novo.

Além do Brasil, Portugal, Holanda, Coréia do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Sérvia e Eslovênia também devem usar uniformes mais verdes no mundial.

Outra novidade anunciada é que as camisas oficiais, que eram desenvolvidas exclusivamente para os jogadores, também passam a ser vendidas em lojas.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Inseticida feito de bactéria


O Bacillus thuringiensis
Em 1901 ocorreu uma epidemia de mortalidade em larvas do bicho-da-seda no Japão. Pesquisadores descobriram que ela foi provocada por uma bactéria até então desconhecida.

Em 1911, na Alemanha, o pesquisador Berliner conseguiu isolar e caracterizar essa bactéria, batizando-a de Bacillus (por sua forma cilíndrica) thuringiensis (em homenagem à região alemã da Turíngia). Em 1938, na França, formulações contendo colônias desta bactéria foram vendidas como inseticidas e, em 1954, seu modo de ação foi descoberto.

O Bacillus thuringiensis é uma bactéria de solo presente nos mais diversos continentes, gram-positiva, aeróbica, isto é, necessita de oxigênio para sobreviver e, quando as condições ambientais se tornam adversas, pode esporular para sobreviver a estas condições.

Tanto na sua fase vegetativa quanto na esporulação, estas bactérias produzem proteínas que têm efeito inseticida. Destas proteínas, as mais conhecidas são chamadas de proteínas cristal (com a denominação Cry), que são produzidas durante a fase de esporulação. Já foram identificadas diversas proteínas que atuam em diferentes ordens de insetos e até já foram descritas proteínas com potencial de controlar nematóides.

São mais de 50 diferentes famílias descobertas e organizadas por um código numérico. Como exemplo tem a família Cry1, que atua sobre lepidópteros (borboletas); a Cry3, que atua sobre coleópteros (besouros); e a Cry4, que atua sobre dípteros (moscas e mosquitos), inclusive utilizada no controle biológico de mosquitos vetores de doenças como a dengue.
Modo de ação das proteínas do Bacillus thuringiensis O que torna as proteínas do Bacillus thuringiensis eficientes e seguras para uso é o seu modo de ação altamente específico, onde cada proteína atua de maneira singular em uma determinada ordem de insetos. Da forma como são produzidas pelas bactérias, estas proteínas são inócuas porque a parte inseticida está fechada por duas cadeias protéicas.
Para liberar o núcleo inseticida é necessário que a proteína, em forma de cristal, seja primeiramente ingerida para depois, em ambiente alcalino, ser quebrada em pontos específicos que liberam este núcleo ativo.
No sistema digestivo de humanos e animais superiores o ambiente é ácido e a proteína é completamente degradada em minutos. Desta forma, a proteína não apresenta nenhum efeito em animais superiores ou humanos.
Após o núcleo ativo ser liberado, este deve se ligar a receptores específicos na parede do intestino do inseto-alvo. É, por isto, que diferentes proteínas têm diferentes especificidades devido à variação destes receptores através das diferentes espécies, ordens e classes de insetos. Uma vez ligada, a proteína, na forma de cristal, inicialmente inibe a absorção de alimentos e depois provoca poros nas membranas do intestino, destruindo-o por completo e provocando a morte do inseto.
Em resumo, são três os passos para que a proteína cristal funcione como inseticida: ingestão, quebra nos lugares corretos e ligação em receptores específicos. Somente com estas três condições presentes é que ocorre o potencial inseticida da proteína.
Uso comercial de formulações de Bacillus thuringiensis Existem formulações de inseticidas à base de Bacillus thuringiensis registradas para uso agrícola no Brasil junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Segundo o AGROFIT (Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários do MAPA), são nove produtos diferentes, mas apenas um com registro para controle de lagartas na cultura do milho.

Surge uma pergunta lógica quando se analisa este cenário: se o Bacillus thuringiensis é eficiente no controle de insetos e se as proteínas de Bt são eficazes e seguras, por que não há mais produtos na forma de inseticidas no mercado, ao invés de plantas transgênicas contendo gene deste bacilo?

A resposta a esta pergunta é muito simples. São dois os motivos básicos. O primeiro é pelo fato de que é difícil a fixação das proteínas nas folhas. Uma vez que elas precisam ser ingeridas para atuar como inseticida, a lavagem pela chuva ou irrigação reduz a eficiência. O segundo motivo é devido à sua degradação pela luz solar.

Por estas razões a solução encontrada foi inserir genes específicos de Bacillus thuringiensis nas plantas de milho por meio da aplicação de técnicas de Engenharia Genética de Plantas e, assim, desenvolver o milho Bt.


Bactérias nova arma contra a dengue
Nada de inseticidas, os pesquisadores estudam através da biotecnologia formas de combate ao mosquito Aedes aegypti transmissor da dengue e febre amarela, usando de controle biológico, cientistas pesquisam a bactéria Wolbachia que é capaz de deixar o “mosquito doente” diminuindo sua expectativa de vida e fertilidade.

Morrendo antes o Aedes tem menos tempo para transmitir as doenças, dizem os pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, que publicaram na revista americana “Science” um artigo sobre estes estudos. Eles infectaram mosquitos com o micróbio e o resultado foi diminuição de meia vida do inseto, com isso o virus transmitido pelo mosquito não consegue completar a fase de aclimatação que depende de um certo tempo no interior do A.egypti, com sua morte prematura não há tempo para a transmissão e com menos mosquito menos chance de proliferação da doença.

Na natureza a bactéria infecta diversas espécies de insetos, mas, o Aedes não fazia parte do cardápio sendo introduzida neles pelos cientistas.
Os pesquisadores acreditam que seria possível infectar populações de insetos na natureza, porém todo trabalho científico que envolve controle biológico precisa ser estudado muito bem, devido aos grandes impactos que podem surgir a partir da indrodução de organismos ou bactérias na natureza, já que trata=se de espécies exóticas que não pertencem aquele habitat, não possuindo predador ou controle natural para este intruso, podendo se tornar outra ameaça.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pegada ecológica

Cada ser vivo necessita de uma quantidade mínima de espaço natural produtivo para sobreviver. A Pegada Ecológica permite calcular a área de terreno produtivo necessária para sustentar o nosso estilo de vida e quanto maior for, mais recursos são consumidos e assim consequentemente, desde o tipo de alimentação, lixo produzido, energia utilizada, etc.

Segundo o Relatório Brundtland, na Pegada Ecológica está implícita a ideia de que dividimos o espaço com outros seres vivos e um compromisso geracional, isto é, “capacidade de uma geração transmitir à outra um planeta com tantos recursos como os que encontrou”. Este documento foi elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, faz parte de uma série de iniciativas, que reafirmam uma visão crítica do modelo de desenvolvimento adoptado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento, e que ressaltam os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas.

Existem actividades diárias simples que podem contribuir para a diminuição da nossa Pegada Ecológica, como: reciclar, utilizar aparelhos eléctricos e electrónicos de baixo consumo, reduzir o uso de sistemas de climatização, investindo em bons isolamentos na habitação, preferir produtos produzidos localmente e especialmente ecológicos, pois consomem menos combustível no seu transporte, produzindo menos emissões e contribuem para a manutenção do emprego e para o desenvolvimento da economia regional, entre outros hábitos.

Se adotarmos comportamentos mais amigos do ambiente que, direta ou indiretamente, permitem reduzir a quantidade de recursos necessários às nossas actividades diárias, reduzir emissões de dióxido de carbono, isso poderá implicar salvar a vida de algumas espécies, além da nossa "Humanidade".

domingo, 24 de janeiro de 2010

Biodiversidade

"O mundo está cheio de coisas mágicas pacientemente esperando nossos olhos para crescerem mais nítidas ", Eden Phillpotts

Biodiversidade ou diversidade biológica (grego bios, vida) é a diversidade da natureza viva. Desde 1986, o termo e conceito tem adquirido largo uso entre biólogos, ambientalistas, líderes políticos e cidadãos consciencializados no mundo todo. Este uso coincidiu com o aumento da preocupação com a extinção, observado nas últimas décadas do Século XX.
Refere-se à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.
A BIODIVERSIDADE refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitabilidade) dessas categorias. E inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementariedade biológica entre hábitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Ela inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes.
A espécie humana depende da BIODIVERSIDADE para a sua sobrevivência.
O termo diversidade biológica foi criado por Thomas Lovejoy em 1980, ao passo que a palavra Biodiversidade foi usada pela primeira vez pelo entomologista E. O. Wilson em 1986, num relatório apresentado ao primeiro Fórum Americano sobre a diversidade biológica, organizado pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA (National Research Council, NRC). A palavra "Biodiversidade" foi sugerida a Wilson pelo pessoal do NRC a fim de substituir diversidade biológica, expressão considerada menos eficaz em termos de comunicação.
Não há uma definição consensual de Biodiversidade. Uma definição é: "medida da diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas". Esta definição inclui diversidade dentro da espécie, entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas.
Outra definição, mais desafiante, é "totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma região". Esta definição unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:
* diversidade genética - diversidade dos genes em uma espécie.
* diversidade de espécies - diversidade entre espécies.
* diversidade de ecossistemas - diversidade em um nível mais alto de organização, incluindo todos os níveis de variação desde o genético.
A diversidade de espécies é a mais fácil de estudar, mas há uma tendência da ciência oficial em reduzir toda a diversidade ao estudo dos genes.
Abordagens da biodiversidade
* Para os biólogos geneticistas, a BIODIVERSIDADE é a diversidade de genes e organismos. Eles estudam processos como mutação, troca de genes e a dinâmica do genoma, que ocorrem ao nível do DNA e constituem, talvez, a evolução.
* Para os biólogos zoólogos ou botânicos, a BIODIVERSIDADE não é só apenas a diversidade de populações de organismos e espécies, mas também a forma como estes organismos funcionam. Organismos surgem e desaparecem. Locais são colonizados por organismos da mesma espécie ou de outra. Algumas espécies desenvolvem organização social ou outras adaptações com vantagem evolutiva. As estratégias de reprodução dos organismos dependem do ambiente.
* Para os ecólogos, a BIODIVERSIDADE é também a diversidade de interações duradouras entre espécies. Isto se aplica também ao biótopo, seu ambiente imediato, e à ecorregião em que os organismos vivem. Em cada ecossistema os organismos são parte de um todo, interagem uns com os outros mas também com o ar, a água e o solo que os envolvem.
A cultura humana tem sido determinada pela Biodiversidade, e ao mesmo tempo as comunidades humanas têm dado forma à diversidade da natureza nos níveis genético, das espécies e ecológico.
É fonte primária de recursos para a vida diária, fornecendo comida (colheitas, animais domésticos, recursos florestais e peixes), fibras para roupas, madeira para construções, remédios e energia. Esta "diversidade de colheitas" é também chamada Agrobiodiversidade.
Os ecossistemas também nos fornecem "suportes de produção" (fertilidade do solo, polinizadores, decompositores de resíduos, etc.) e "serviços" como purificação do ar e da água, moderação do clima, controle de inundações, secas e outros desastres ambientais.
Se os recursos naturais são de interesse econômico para a comunidade, sua importância econômica é também crescente. Novos produtos são desenvolvidos graças a biotecnologias, criando novos mercados. Para a sociedade, a biodiversidade é também um campo de trabalho e lucro. É necessário estabelecer um manejo sustentável destes recursos.
Finalmente, o papel da BIODIVERSIDADE é "ser um espelho das nossas relações com as outras espécies de seres vivos", uma visão ética dos direitos, deveres, e educação.
Fonte: http://www.tiosam.com

Com 150 espécies extintas todo dia, 2010 discute biodiversidade

Apesar de 2010 ser o Ano Internacional da Biodiversidade, não há muito o que comemorar. Pesquisadores estimam que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo.

Segundo o secretário da Convenção sobre a Diversidade Biológica da ONU, Oliver Hillel, o lançamento das atividades pelas Nações Unidas (10/01/10), em Berlim, na Alemanha, e no Brasil, também na última semana, em Curitiba, servem para colocar o tema no foco das discussões.

Ele reforça que, junto com a questão das mudanças climáticas, a perda da biodiversidade é o maior desafio para a humanidade atualmente. Por isso, durante este ano, serão promovidas atividades em todo o mundo para conscientizar a população.

"Estamos perdendo essa biodiversidade a uma taxa mil vezes maior do que a taxa normal na história da terra", diz Hillel. "Então, de acordo com as previsões dos cientistas, até 2030 poderemos estar com 75% das espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção. Hoje esse número é de 36%."

Poucos objetivos cumpridos

Hillel faz um alerta sobre a estimativa de que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo. E lembra que, dos objetivos traçados por vários países em 2002, durante o lançamento da Convenção da Biodiversidade, poucos foram cumpridos.

"Um que foi cumprido e é bom, porque nos encoraja, é a proteção legal em unidades de conservação de 10% dos ecossistemas da terra. O Brasil, por exemplo, é um líder", ressalta ele, explicando que o país estaria com 16% da terra em categorias de proteção, nas três esferas do governo. O mundo inteiro, em termos de ambiente terrestre, estaria com por volta de 12%.

O diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, afirma que, no Brasil, um calendário de eventos deverá ser divulgado nesta semana pelo ministério para debater o tema.

"É importante neste ano ampliar a discussão com a sociedade pra refletir sobre a importância da biodiversidade", salienta o diretor.

Fonte: Folha Online

sábado, 23 de janeiro de 2010

Guerra microbiana

Estudo brasileiro usa lactobacilos existentes no ambiente vaginal sadio para desenvolver um produto que reforçaria o ecossistema da vagina e impediria o surgimento de infecções causadas por outros micro-organismos.

Guerra microbiana

Lactobacilos presentes no ambiente vaginal sadio podem ser usados para combater infecções. Na imagem, lactobacilos aumentados em mil vezes (foto: Fabio Carvalho).

á diz o ditado que fogo se combate com fogo. E por que não usar bactérias, como os lactobacilos normalmente presentes em nosso corpo, contra outras bactérias ou leveduras patogênicas? É o que pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão fazendo. Eles isolaram quatro linhagens da bactéria Lactobacillus crispatus existentes no ambiente vaginal sadio e com alta capacidade de combater agentes infecciosos. Junto com uma empresa gaúcha, a Geyer Medicamentos, os cientistas pretendem usar essa bactéria para desenvolver um produto baseado em uma defesa natural, que reforçaria o ecossistema vaginal e impediria o surgimento de infecções.

A pesquisa surgiu de uma colaboração entre os departamentos de Microbiologia da UFMG e de Ginecologia do Hospital das Clínicas da mesma universidade para estudar a relação entre o aparecimento de infecções e distúrbios da microbiota vaginal. “Antigamente, se dizia flora vaginal, mas como as bactérias não são animais nem vegetais, possuindo seu próprio domínio, a palavra correta, no caso dos Lactobacillus, é microbiota”, explica Jacques Nicoli, biólogo da UFMG e coordenador do estudo.

Segundo ele, o trabalho comparou, por meio de exames clínicos e microbiológicos, mulheres sadias e com infecção vaginal para identificar e contar quais espécies de lactobacilos eram parte do ecossistema normal e quais do infectado. Nicoli relata que, em situação de normalidade, o ecossistema é totalmente dominado por essas bactérias em forma de bastonete, conhecidas como Flora de Doderleïn. “No entanto, quando há um distúrbio – seja causado por mudança hormonal, condições higiênicas, roupas íntimas sintéticas ou mesmo antibióticos –, os lactobacilos diminuem, permitindo que outros micro-organismos se alojem no ambiente, o que pode gerar um processo infeccioso”, diz o biólogo.

Mecanismo de defesa ecológica

Nicoli e sua equipe identificaram as espécies de lactobacilos que, além de estarem sempre presentes em mulheres sadias, apresentavam maior capacidade de inibir o crescimento de um amplo espectro de patógenos vaginais. “O L. crispatus se mostrou o melhor candidato e selecionamos quatro linhagens dessa espécie particularmente eficientes na proteção”, conta, acrescentando que essa bactéria usa a produção de água oxigenada e de bacteriocinas, entre outros mecanismos, como arma contra os invasores.

" O medicamento só estará pronto para comercialização, se tudo correr bem, daqui a oito anos"

Nessa etapa, os pesquisadores foram contatados pela empresa Geyer Medicamentos, de Porto Alegre, que estava à procura de um novo produto na linha dos chamados probióticos. O produto, sob a forma de pomada ou supositório, introduziria essas novas linhagens de L. crispatus, ajudando a recompor a microbiota original e combater a infecção. “Atualmente, há alguns produtos que seguem essa linha, mas contendo micro-organismos que não vêm do ecossistema vaginal sadio”, observa o biólogo.

Após a mediação do Centro de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG, o laboratório transferiu as linhagens selecionadas de lactobacilos à empresa e agora as duas equipes, em colaboração com a microbiologista Célia Alencar de Moraes, da Universidade Federal de Viçosa, estão desenvolvendo a formulação do produto, que deve levar cerca de dois anos até ficar pronto. “Depois disso, teremos mais dois anos de testes em animais, dois anos e meio testando em humanos e um ano e meio para aprovação na Agência de Vigilância Sanitária [Anvisa]. Ou seja, creio que o medicamento só estará pronto para comercialização, se tudo correr bem, daqui a oito anos”, prevê Nicoli.

Fonte: Ciência Hoje

domingo, 3 de janeiro de 2010

Dieta saudável pode ajudar a reduzir o consumo de energia e de alimentos nos EUA

Estudo constata que uma dieta saudável e um regresso à agricultura tradicional podem ajudar a reduzir o consumo de energia e de alimentos nos EUA.

Estima-se que 19 por cento do total da energia utilizada nos EUA é consumida na produção e distribuição de alimentos. A energia norte-americana é, majoritariamente, de origem fóssil, cada vez mais cara e escassa, além de ser a principal fonte de emissão de carbono nos Estados Unidos.
No estudo “Reducing energy inputs in the US food system“, publicado na revista Human Ecology, David Pimentel e seus colegas da Universidade de Cornell, em Nova York, apresentam uma série de estratégias que poderiam cortar o consumo de energia fóssil utilização na produção e distribuição de alimentos em 50 por cento .
O primeiro argumento é que as pessoas comam menos, especialmente considerando que o americano médio consome um número estimado de 3747 calorias por dia, contra um consumo recomendado de 1200-1500 calorias. A alimentação do americano médio, é, tradicionalmente, baseada em dietas com quantidades elevadas de produtos de origem animal e de alimentos processados, que, pela sua natureza, utilizam mais energia do que a necessária para a produção de alimentos, como a batata, arroz, frutas e legumes.
Só pela redução de consumo de produtos de origem animal já teria um enorme impacto sobre o consumo de combustível, bem resultaria na melhora da sua saúde.
Outras economias são possíveis na produção de alimentos. Os autores sugerem que se produzam no sentido mais tradicional, a agricultura biológica ou agroecológica, métodos mais convencionais, que demandam menos energia. A seleção de culturas mais eficientes também reduziria a utilização de adubos e pesticidas, aumentando da utilização de estrume e observando as rotações de cultura, para a melhoria da eficiência energética.
Por último, as alterações dos métodos de processamento de alimentos, embalagem e distribuição também poderão ajudar a reduzir o consumo de combustível. Um produto processado, do campo ao consumo, percorre uma média de 2400 km antes de ser consumido.
Este estudo defende veementemente que o consumidor está na posição central para uma redução da utilização de energia. Como indivíduos, ao abraçar um estilo de vida “ecológico” , com a tomada de consciência das suas escolhas alimentares, podemos influenciar os recursos energéticos. Para isto basta comprar produtos locais e evitar alimentos processados, embalados e de qualidade nutricional inferior. Isto levaria a um ambiente mais limpo e a uma saúde melhor.

Amizade colorida

Unidos por uma aliança de benefício mútuo, o peixe-palhaço e sua anêmona hospedeira são as joias da coroa dos recifes de coral.


Ao decidir fazer um filme de animação infantil ambientado no mar e fiel às "verdadeiras leis da natureza", Andrew Stanton tratou de procurar o peixe perfeito para ser seu personagem principal. Vasculhando livros de fotos da vida marinha, ele bateu os olhos numa imagem de dois peixes espiando de dentro de uma anêmona. "Fiquei impressionado", conta ele. "Não fazia a menor ideia de que tipo de peixe eram eles, mas não conseguia tirar os olhos deles." A imagem dos peixes em seu esconderijo natural captava com perfeição o mistério dos oceanos que ele desejava retratar. "E, já que o objetivo era entretenimento, o fato de serem chamados de peixes-palhaço não podia ser melhor! Quer coisa mais simpática do que esses peixinhos brincando de esconde-esconde com você?"

Assim nasceu uma estrela. Procurando Nemo, o filme da Pixar que Stanton escreveu e dirigiu, ganhou o Oscar de melhor filme de animação em 2003 e continua a ter um dos maiores faturamentos do cinema, com receitas que já superaram os 850 milhões de dólares. Nemo, um peixe-palhaço da espécie Amphiprion percula, apresentou às crianças do mundo um fabuloso sistema tropical: os recifes de coral e seus habitantes.

O peixe-palhaço deve seu nome às cores chamativas de seu corpo, em geral divididas por nítidas linhas brancas ou pretas, como a maquiagem de um palhaço de circo. Ver o dardejante vaivém de peixes-palhaço na touceira de tentáculos de uma anêmona é como ver borboletas esvoaçando em torno de um arbusto florido num prado arejado pela brisa: fascinante.

Vinte e nove espécies dele vivem em recifes do leste da África à Polinésia Francesa e do Japão ao leste da Austrália. A maior diversidade está concentrada na costa setentrional de Nova Guiné, no mar de Bismarck (em que é possível ver sete espécies em um único recife). Em uma viagem recente a Fiji, o pesquisador Gerald Allen descobriu a 29ª espécie, Amphiprion barberi. Foi a sétima que descobriu na vida, somando-se às quase 500 de peixes de coral já descritas por ele. "Ainda fico empolgado quando encontro algo novo", diz. "O A. barberi é um belíssimo palhaço laranja e vermelho, como uma brasa no recife."

Os cientistas e aquaristas também chamam o palhaço de peixe-da-anêmona, pois ele não pode sobreviver sem uma anêmona hospedeira, cujos tentáculos urticantes protegem o peixe e suas ovas dos intrusos. Das quase mil espécies de anêmona, apenas dez abrigam peixes-palhaço. Como eles evitam as ferroadas da anêmona é um mistério, mas uma camada de muco - que o peixe deve adquirir depois de tocar pela primeira vez nos tentáculos de uma anêmona - talvez lhes ofereça proteção. "É uma substância viscosa que inibe o disparo de células urticantes pela anêmona", explica Allen. "Se você observar um peixe-da-anêmona se aproximar de uma, verá que vai tocando nela bem de leve. Eles precisam fazer contato para desencadear o processo químico." Assim protegido, o palhaço torna-se, na prática, uma extensão da anêmona: uma camada adicional de defesa contra peixes comedores de anêmonas. O que é bom para o peixe-palhaço é bom para a anêmona. E vice-versa.

O palhaço passa a vida inteira com sua anêmona hospedeira e é raro que se afaste dela mais que alguns metros. Ele desova duas vezes por mês na superfície dura mais próxima, oculta pela base carnosa da anêmona, e protege agressivamente os embriões em desenvolvimento. Pouco depois de eclodir do ovo, ele deixa-se levar pela água até a superfície, onde permanece por uma ou duas semanas como uma minúscula larva transparente. Metamorfoseia-se então em um peixe com menos de 1 centímetro de comprimento e desce até o recife. Se o jovem não encontrar nenhuma anêmona e não se aclimatizar à nova vida em um ou dois dias, morrerá.

Dez ou mais peixes-palhaço da mesma espécie, de juvenis a adultos maduros com até 15 centímetros de comprimento, podem ocupar a mesma anêmona - Allen já viu até 30 espécimes de Stichodactyla haddoni. Eles comem plâncton, algas e criaturas minúsculas, como os copépodes. Na natureza, em que são predados por garoupas ou moreias, raramente vivem além de sete a dez anos, mas na segurança do cativeiro podem chegar a idades muito mais avançadas. Meu vizinho tem um Nemo de 25 anos ainda bem espertinho, que vinha morder meu dedo quando eu era menino e limpava seu aquário.

Nem todos os peixes-palhaço se tornam adultos sexualmente maduros. Existe uma hierarquia estrita entre os ocupantes de cada anêmona, que abriga apenas um par dominante por vez. A fêmea é a maior da "família", seguida pelo macho e pelos adolescentes. Um par maduro assegura sua dominância perseguindo os juvenis, estressando-os e reduzindo sua energia para procurar comida. "Especialmente no período da corte ocorrem muitas perseguições pelo par dominante", diz Allen. A fêmea, para lembrar ao macho quem é que manda, de vez em quando lhe aplica umas mordidas nas nadadeiras.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O uso do amido na produção de Bioplásticos

Devido ao seu baixo custo e alta disponibilidade, o amido tem sido bastante estudado no sentido de ser modificado ou misturado com outras substâncias químicas para melhoramento de sua processabilidade, formando uma familia bastante versátil de bioplásticos.
O amido tem sido extrudado em extrusoras simples ou de dupla rosca com plastificantes.A temperatura e o cisalhamento imprimidos à massa produzem uma desestruturação das cadeias de amido, um rearranjo intermolecular ocorre, dando origem a um material termoplástico denominado amido desestruturado ou gelatinizado.
Para melhoramentos de suas propriedades, os amidos também tem sido modificados por métodos químicos, no sentido de se substituir parte das -OH das cadeias de amilose e amilopectina por grupos de eter ou éster, produzindo amidos modificados.
A Novamont da Itália e o maior produtor de bioplásticos que utiliza o amido como matéria-prima, tendo a capacidade instalaa de 50.000t/ano, produzindo diversas grades de polimeros para várias aplicações sob o nome comercial de Mater-Bi.Muitas outras empresas utilizam-se também desta tecnologia oferecendo vários tipos de produtos destacando-se os filmes de recobrimentos

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Brasil desperdiça potencial econômico da biodiversidade


O Brasil se orgulha de ter a maior biodiversidade do planeta. Somadas as riquezas biológicas da Amazônia, cerrado, mata atlântica, Pantanal e caatinga, o País abriga mais espécies de plantas, animais, fungos e bactérias do que qualquer outro. Ótimo. Mas e daí? Para que serve essa biodiversidade? Quanto dessa riqueza biológica está sendo convertida em riqueza econômica e desenvolvimento para o País - além de render belas fotografias?
"Muito pouco" até agora, segundo especialistas consultados pelo Estado às vésperas da 61ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que começa hoje à noite em Manaus. As estatísticas mostram que o tão alardeado e cobiçado potencial econômico da biodiversidade brasileira ainda está longe de ser capitalizado a contento.
O Estado que serve de anfitrião para o evento ilustra bem isso - com um território gigantesco e 98% de sua cobertura vegetal original preservada, o Amazonas tem mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados de floresta tropical intacta, habitada por uma riqueza incalculável de espécies. Mas qual é a importância dessa biodiversidade na economia do Estado?
"Não tenho um número exato para te passar, mas é próximo de zero", diz o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Odenildo Sena. O Estado com a maior área de floresta tropical do mundo sobrevive da produção de motocicletas e aparelhos eletrônicos na Zona Franca de Manaus.
A importância da biodiversidade na pauta de exportações brasileira também é pequena e fragmentada. Muitos dos principais produtos do agronegócio não têm raízes na biodiversidade nacional. Soja, café, cana-de-açúcar, laranja, gado zebuíno - todas espécies exóticas, trazidas de outros continentes e adaptadas pelo esforço de cientistas e produtores rurais.
Entre os produtos "nativos" do Brasil, o que mais pesa na balança comercial é a madeira, com um efeito colateral gravíssimo, que é a destruição da floresta. Quebrar esse paradigma - encontrar maneiras de transformar riqueza biológica em riqueza econômica sem acabar com a biodiversidade no processo - é um dos maiores desafios da ciência na Amazônia. "Não queremos manter um santuário ecológico. Temos 25 milhões de pessoas na região que precisam sobreviver", argumenta Sena. "Precisamos tirar proveito dessa biodiversidade, e para isso precisamos pesquisá-la, gerar conhecimento sobre ela."
POTENCIAL IGNORADO
O primeiro desafio é simplesmente saber o que existe na floresta. Mais de 50 mil espécies de plantas e animais já foram catalogadas na Amazônia brasileira, mas os próprios cientistas estimam que isso representa, no máximo, 10% da biodiversidade real do bioma. Sem contar os microrganismos, de grande interesse para a indústria de biotecnologia, cuja variabilidade está na casa dos milhões.
Além de investir na descoberta de novos produtos - que podem ser desde uma molécula até uma fibra, uma essência, uma bactéria, um peixe ou uma árvore inteira -, é preciso focar esforços nas espécies já conhecidas, diz o pesquisador Alfredo Homma, economista da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém. "Há muitos produtos com potencial econômico na Amazônia que não recebem a devida atenção", diz ele. "Biodiversidade não é só madeira, não é só a cura do câncer. Também é borracha, açaí, castanha, palmito, cacau."
Os mercados da Amazônia estão abarrotados de produtos oriundos da natureza - frutas, fibras, óleos, ervas, peixes e uma infinidade de sabores e odores típicos da cultura regional. Mas são poucos os que atingem escala industrial. Mesmo exemplos de sucesso internacional, como o açaí e a castanha-do-pará, permanecem associados a sistemas extrativistas de baixo rendimento e pouco valor agregado. Na falta de tecnologia e de cadeias produtivas bem estruturadas, a região tem dificuldade para ir além do fornecimento de matéria-prima.
"Não é catando castanha e cortando seringa no meio do mato que vamos resolver o problema. Isso só funciona enquanto o mercado é pequeno. Precisamos de escala", completa Homma, que será um dos 300 palestrantes da reunião da SBPC. "Vai chegar um momento em que a demanda do mercado vai superar o que a cadeia extrativista pode oferecer", reforça Peter Mann de Toledo, presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). "O que não pode acontecer é crescer achando que o extrativismo vai suprir a demanda do mundo. O crescimento tem de ser planejado, organizado, se não as pessoas vão começar a devastar a floresta para plantar açaí."
A solução, segundo os pesquisadores, passa por um esforço intensivo de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial para agregar valor e qualidade aos produtos da floresta - de modo que possam ser explorados de forma não só sustentável, mas lucrativa.
"Várias vezes já descobrimos uma substância com potencial de uso mas abortamos o projeto porque a exploração não era sustentável. Precisávamos de muita planta para obter a quantidade de matéria-prima necessária", conta Marcos Vaz, diretor de sustentabilidade da empresa de cosméticos Natura. É nessas situações que a ciência precisa entrar em cena - em parceria com a indústria - para entender a ecologia das espécies, desenvolver métodos de cultivo ou até sintetizar as moléculas desejadas. "A pesquisa tem de ir além de descobrir o uso para alguma coisa, tem de ir até o manejo", afirma Vaz.
O mesmo esforço que foi feito para desenvolver as indústrias da soja, da cana e de outras espécies exóticas precisa ser feito para os produtos nativos da Amazônia, dizem os pesquisadores. "Temos um desafio técnico-científico que é inescapável", diz Antônio Galvão, diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

sábado, 31 de outubro de 2009

mpacto do metano no clima é maior do que se pensava

O efeito do gás metano no processo do aquecimento global foi subestimado, segundo um estudo realizado por cientistas americanos que sugere que os modelos e os controles atuais das emissões deveriam ser revisados.

O professor Drew Shindell, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (agência espacial americana), dirigiu o estudo, cuja conclusão principal é que o impacto do metano na temperatura global é 30% maior do que se pensava até o momento.

O problema, segundo Shindell, é que as estimativas feitas até agora não levaram em conta a interação do metano com os aerossóis. Quando este efeito indireto é incluído, uma tonelada de metano multiplica por 33 - e não por 25 como se pensava - o efeito do aquecimento da atmosfera que tem uma tonelada de dióxido de carbono (CO2), em um período de 100 anos.

Em declarações ao jornal britânico The Times, o cientista ressaltou a importância de adotar medidas que permitam frear as emissões de metano, procedentes principalmente da pecuária, do cultivo de arroz e das explorações de carvão e de gás natural.

Calcula-se que o metano é o segundo gás que agrava o efeito estufa com maior impacto no aquecimento global, atrás do CO2, e responsável por um quinto do aumento das temperaturas.

A vantagem sobre as emissões de CO2 é que o metano se decompõe muito mais facilmente, por isso o efeito das medidas para combatê-lo seria notado com maior rapidez. Shindell ressaltou que este tema deve ter uma grande importância na cúpula das Nações Unidas sobre o clima, que será realizada em Copenhague em dezembro.

"Para as mudanças do clima a longo prazo, é impossível prever os efeitos do CO2. É o problema principal e dura centenas de anos, mas se tivéssemos um esforço voltado a fazer frente a outros gases poderíamos ter um impacto muito grande a curto prazo", disse o cientista da Nasa, ao The Times.

Shindell teve sua pesquisa publicada na revista Science, em um artigo no qual também sugere a possibilidade de que as previsões sobre os efeitos da mudança climática sejam otimistas demais. O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, publicado em 2007, estima que a temperatura do planeta aumentará entre 1,1 e 6,4 graus Celsius no século XXI.

Fonte: EFE

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Descoberto fungo que faz biodegradação de garrafas PET

A aluna da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Kethlen Rose Inácio da Silva desenvolveu um processo para a degradação de garrafas à base de polietileno tereftalato (PET) por meio de fungos.

Fungos da degradação

O trabalho de pesquisa sobre a biodegradabilidade de polímeros sintéticos por ação de microorganismos conhecidos como "basidiomicetos de podridão branca", cultivados em resíduos agroindustriais com diferentes fermentações está condensado na tese de Mestrada da estudante.

Esses fungos têm sido objeto de diversos estudos, por conta de sua capacidade de degradação de materiais.

"Foram utilizadas duas linhagens de fungos Pleurotus sp, que são encontrados naturalmente nas matas brasileiras crescendo sobre madeiras, da qual retiram nutrientes", disse Kethlen à Agência FAPESP. "Os fungos Pleurotus sp estão também amplamente distribuídos pelo sul e pela área central da Europa e também pelo norte da África."

Biodegradação de polímeros

A bióloga utilizou uma técnica conhecida como planejamento experimental com o objetivo de chegar a uma condição adequada para a biodegradação dos polímeros. O estudo foi orientado pela professora Lúcia Regina Durrant, do Departamento de Ciências de Alimentos da FEA.

"O planejamento experimental, utilizado pela primeira vez em laboratório para esse fim, possibilitou a realização de um estudo preliminar em que foi possível avaliar a interferência de diversas variáveis no processo de biodegradação dos polímeros, como os níveis de fermentação, tempo de reação e temperatura ideal, levando assim às melhores condições para a biodegradação do PET", explicou Kethlen.

"A maioria dos pesquisadores que estuda o assunto utiliza a técnica de tentativa e erro. A utilização do planejamento experimental e a análise de fatores que poderiam interferir no processo foram o grande diferencial desse estudo", conta Kethlen, que iniciará doutoramento no Laboratório de Sistemática e Fisiologia Microbiana da Unicamp.

Biodegradação das garrafas PET

Para chegar à condição ótima para a degradação dos polímeros, ela teve que descobrir ainda detalhes sobre as atividades enzimáticas ligninolíticas dos fungos e quantificar a sua perda de massa, além de analisar as taxas de biodegradação do PET.

Segundo a bióloga, um resultado relevante do trabalho é que, dentre todas as condições estudadas, a fermentação semi-sólida foi a mais adequada para a biodegradação desses polímeros usados desde a década de 1970, especialmente em embalagens.

"Os microorganismos cresceram em condições muito semelhantes ao seu habitat natural, tornando-os capazes de produzir enzimas e metabólitos que não seriam produzidos em outros tipos de fermentação", explicou.

Fungos comedores de plástico

Foram realizados mais de 600 ensaios para verificar a interferência dos fungos na biodegradação dos polímeros. "A fermentação semi-sólida apresentou bons resultados durante a maioria dos ensaios estudados, com expressiva produção de enzimas lignocelulolíticas e de biosurfactantes, além de alterações na estrutura e na viscosidade dos polímeros", apontou.

"Além disso, as duas linhagens lignocelulolíticas utilizadas no estudo demonstraram ter capacidade de se desenvolver em meios contendo fontes de carbono sintético e de difícil degradação", disse Kethlen. As duas linhagens fúngicas de Pleurotus sp foram cultivadas juntamente com polímeros de garrafa PET sob fermentação semi-sólida e incubados em estufa a 30 ºC durante até 90 dias.

O problema das garrafas PET

Os resultados do trabalho de pesquisa representam nova contribuição para problemas envolvendo o PET, uma vez que sua reciclagem demanda grande consumo de água e energia, além de promover a geração de resíduos sólidos, emissões atmosféricas e efluentes líquidos.

"Estudamos uma nova metodologia em laboratório e conseguimos definir uma condição adequada para a biodegradação das garrafas PET, que, quando depositadas no ambiente, entopem os sistemas de coleta de esgoto gerando inundações locais, além de apresentar riscos pela queima indevida que resulta em emanações tóxicas na atmosfera", disse Kethlen.

"É importante destacar que outros estudos são necessários para atestar a eficiência desse processo que acaba de ser desenvolvido", destacou. A bióloga ressalta que na cidade de São Paulo os plásticos são o segundo elemento mais encontrado no lixo, correspondendo a cerca de 23% do peso total dos resíduos encaminhados para os aterros sanitários, parcela importante considerando-se que o plástico é um elemento leve e de grande volume.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Uso sustentável da energia


Os prejuízos ambientais provocados por ações humanas tornaram-se uma das principais preocupações da sociedade atual. Com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância desse tema, a Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS) lançou, em setembro último, o projeto denominado Uso Sustentável de Energia (USE), que envolverá campanha de conscientização, capacitação de técnicos-administrativos e professores de todas as unidades acadêmicas, elaboração do Manual de economia de energia e de uma página virtual. A iniciativa inclui também uma série de projetos, como o do telhado verde, em que as tradicionais telhas para cobrir casas e edificações são substituídas por uma camada de vegetação.
O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e membro da USE Márcio D’Avila adverte que determinar qual o melhor modelo de telhado a ser usado exige a análise de vários aspectos. “Estamos pesquisando diversas espécies de plantas”, conta. “É importante que elas resistam bem aos períodos de estiagem. As flores também são interessantes para atrair a fauna, como os insetos polinizadores (que aumentam a capacidade das plantas de se reproduzir com mais eficiência)”, diz, lembrando que o substrato (composição da terra), o nível de retenção da água da chuva e o peso que cada estrutura arquitetônica precisa suportar são outros itens a serem considerados.
Da telha para o telhado verde
Para mostrar quais os benefícios de substituir a telha comum pelo telhado verde, a Prefeitura Universitária, a Divisão de Obras, a FAU e o Museu de Ciências e Tecnologia (MCT) da PUCRS desenvolveram três protótipos, cada um deles com diferentes tipos de telhado: o verde, o de fibrocimento e o de zinco.
Segundo D’Avila, com o telhado verde, a temperatura interna da casa permaneceu mais constante. “A cobertura vegetal evita, por exemplo, o surgimento de ilhas de calor nos centros urbanos. Em dias quentes, geralmente evitamos permanecer em locais onde a superfície é composta por materiais que retêm o calor gerado pelos raios solares, como o asfalto, o concreto, entre outros. Já o telhado verde diminui essa retenção de calor”, compara.
Redução dos gastos de energia
Um dos objetivos do USE é reduzir os gastos com a energia elétrica no campus central da universidade. Para isso, o comitê responsável pelo projeto – formado pelas faculdades de Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia, além da Prefeitura Universitária e da Divisão de Obras – verifica o consumo em todos os prédios. O diretor do MCT, professor Emilio Jeckel Neto, lembra que o telhado verde reduziu os gastos com o ar-condicionado, pela maior eficiência do equipamento em um ambiente com temperatura estável.
A pesquisa, iniciada em novembro do ano passado, envolve hoje um grande número de unidades acadêmicas. A previsão do comitê é que, nos próximos seis meses, as primeiras experiências com o telhado verde sejam estendidas a todos os prédios do campus. Os prejuízos ambientais provocados por ações humanas tornaram-se uma das principais preocupações da sociedade atual. Com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância desse tema, a Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS) lançou, em setembro último, o projeto denominado Uso Sustentável de Energia (USE), que envolverá campanha de conscientização, capacitação de técnicos-administrativos e professores de todas as unidades acadêmicas, elaboração do Manual de economia de energia e de uma página virtual. A iniciativa inclui também uma série de projetos, como o do telhado verde, em que as tradicionais telhas para cobrir casas e edificações são substituídas por uma camada de vegetação.

O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e membro da USE Márcio D’Avila adverte que determinar qual o melhor modelo de telhado a ser usado exige a análise de vários aspectos. “Estamos pesquisando diversas espécies de plantas”, conta. “É importante que elas resistam bem aos períodos de estiagem. As flores também são interessantes para atrair a fauna, como os insetos polinizadores (que aumentam a capacidade das plantas de se reproduzir com mais eficiência)”, diz, lembrando que o substrato (composição da terra), o nível de retenção da água da chuva e o peso que cada estrutura arquitetônica precisa suportar são outros itens a serem considerados.
Da telha para o telhado verde
Para mostrar quais os benefícios de substituir a telha comum pelo telhado verde, a Prefeitura Universitária, a Divisão de Obras, a FAU e o Museu de Ciências e Tecnologia (MCT) da PUCRS desenvolveram três protótipos, cada um deles com diferentes tipos de telhado: o verde, o de fibrocimento e o de zinco.
Segundo D’Avila, com o telhado verde, a temperatura interna da casa permaneceu mais constante. “A cobertura vegetal evita, por exemplo, o surgimento de ilhas de calor nos centros urbanos. Em dias quentes, geralmente evitamos permanecer em locais onde a superfície é composta por materiais que retêm o calor gerado pelos raios solares, como o asfalto, o concreto, entre outros. Já o telhado verde diminui essa retenção de calor”, compara.
Redução dos gastos de energia
Um dos objetivos do USE é reduzir os gastos com a energia elétrica no campus central da universidade. Para isso, o comitê responsável pelo projeto – formado pelas faculdades de Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia, além da Prefeitura Universitária e da Divisão de Obras – verifica o consumo em todos os prédios. O diretor do MCT, professor Emilio Jeckel Neto, lembra que o telhado verde reduziu os gastos com o ar-condicionado, pela maior eficiência do equipamento em um ambiente com temperatura estável.
A pesquisa, iniciada em novembro do ano passado, envolve hoje um grande número de unidades acadêmicas. A previsão do comitê é que, nos próximos seis meses, as primeiras experiências com o telhado verde sejam estendidas a todos os prédios do campus.
Fonte: Ciência Hoje- Outubro

domingo, 25 de outubro de 2009

O que é Sustentabilidade?

Segundo a Wikipédia, sustentabilidade é é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. Mas afinal de contas; O que é sustentabilidade? e o que isso quer dizer?
Sustentabilidade nos dicionários estará definida como a capacidade de ser sustentável Mesmo parecendo uma redundância; esse conceito quando aplicado em relação à atuação humana frente ao meio ambiente em que vive é plenamente compreendido e se assenta como uma luva. Nesse contexto, entendemos que sustentabilidade é a capacidade de um indivíduo, grupo de indivíduos ou empresas e aglomerados produtivos em geral; têm de manterem-se inseridos num determinado ambiente sem, contudo, impactar violentamente esse maio. Assim, pode-se entender como a capacidade de usar os recursos naturais e, de alguma forma, devolvê-los ao planeta através de práticas ou técnicas desenvolvidas para esse fim.
Desta forma, pode-se dizer que um empreendimento sustentável devolve ao meio ambiente todo ou parte dos recursos que processou e garante uma boa qualidade de vida as populações que nele atuam ou que vivam nas imediações ou na área afetada pelo projeto. Garantindo assim, uma longa vitalidade e um baixo impacto naquela região durante gerações. Muito além das definições, o ideal de sustentabilidade total onde toda a influência provocada, por um agrupamento humano ou em empreendimentos; é anulado através dos procedimentos adotados ainda é muito difícil. Mesmo assim, é importante ter em mente que adotar as práticas que transformem nossa presença em determinado lugar o mais sustentável possível é a única saída para determos a degradação ambiental que estamos experimentando nos últimos anos e as graves alterações climáticas que vemos causar grandes desastres em diversas partes do planeta.
É necessário entender o que é sustentabilidade é muito mais conhecer seu significado bonito e orientado para empresas e organizações ligadas ao meio ambiente. É muito importante entender e saber que a adoção de práticas sustentáveis na vida de cada indivíduo é um fator decisivo para possibilitar a sobrevivência da raça humana e a continuidade da disponibilidade dos recursos naturais. Ao atuarmos de forma irresponsável e queimarmos indiscriminadamente nossos recursos naturais, sem dar tempo ao planeta para se recuperar, estamos provocando a escassez de recursos necessários a nossa sobrevivência e dificultando a vida de milhões de pessoas. Um exemplo clássico disso é a falta de água potável que muitas comunidades vem enfrentando em alguns países e que, se uma forma mais grave de escassez se manifestar, acabará causando guerras pela posse e conquista das fontes de água potável remanescente.
Se todos entendessem a importância da adoção de práticas de sustentabilidade desde muito cedo; todas essas alterações climáticas poderiam ser evitadas ou retardadas ao máximo e os recursos naturais estariam disponíveis e fartos por muito mais tempo. O que daria tempo para a humanidade buscar formas mais eficientes para resolver esses problemas em longo prazo.
Ações aparentemente simples e de pouco impacto, quando tomadas por um grande número de pessoas, tornará a sustentabilidade uma realidade palpável e real em qualquer parte onde haja a presença humana e garantirá a sobrevivência de nossa espécie por muito mais tempo.