&
Migração de células regulamentado é essencial para o desenvolvimento e homeostase do tecido, e aberrações podem levar a uma resposta imunitária diminuída e progressão do câncer.. Células germinativas primordiais (PGC), precursores de espermatozóides e óvulos, têm de migrar todo o embrião de alcançaras células somáticas precursoras das gônadas, onde exercem as suas funções.Estudos de organismos-modelo revelaram que, apesar de diferenças importantes, vários recursos de migração PGC são conservados. PGCs exigem um programa de mobilidade intrínseco e pistas de orientação externa para sobreviver e com êxito de migrar. Orientação adequada envolve pistas tanto a atração e repulsão e é mediada por proteínas e lipídios de sinalização.
Fonte: Nature
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Mecanismos orientadores migração celular germinativas primordiais: estratégias a partir de organismos diferentes
Postado por Rejane Cardoso às 07:27 0 comentários Links para esta postagem
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Estudo aponta nova herança viral no genoma humano e no de outros mamíferos
O material genético herdado de um novo tipo de vírus foi descoberto no genoma do homem e no de outros mamíferos, o que pode permitir uma maior compreensão da evolução no passado e até doenças mentais atuais, indicou nesta quarta-feira a revista Nature.
Até hoje, apenas um grupo de vírus - o dos retrovírus - era conhecido por deixar rastros no genoma dos mamíferos. Segundo o cientista Keizo Tomonaga, da Universidade de Osaka (Japão), que junto com seus colegas publicou esta pesquisa na prestigiada revista científica, aproximadamente 8% do genoma humano é constituído por elementos de antigos retrovírus.
A equipe de Tomonaga descobriu que o vírus da doença de Borna, que pode infectar as células do cérebro do homem e de outros mamíferos, integrava uma parte de seu material genético há pelo menos 40 milhões de anos.
Este vírus é responsável pela meningoencefalite animal (cavalos e carneiros). Elementos genéticos semelhantes aos destes vírus foram encontrados no genoma do homem e no de outros primatas (chimpanzé, gorila, orangotango, macaco), assim como em marsupiais, roedores e elefantes, segundo os resultados da pesquisa.
Dois dos genes encontrados no genoma do homem podem ser funcionais, mas ainda não se sabe qual seria sua função. Estudos anteriores já haviam demonstrado que elementos genéticos herdados de antigos retrovírus poderiam desempenhar um papel protetor contra certas infecções em carneiros e ratos, indicou Cedric Feschotte, da Universidade do Texas em Arlington.
Nos primatas, dois genes derivados de dois antigos retrovírus "produzem agora proteínas essenciais para a formação da placenta", explicou Feschotte à AFP.
Os retrovírus - entre os quais está o vírus da aids - precisam integrar seu material genético ao DNA da célula que infectam para modificar o funcionamento celular em benefício próprio. Este, no entanto, não é o caso do vírus da doença de Borna, motivo pelo qual encontrar traços de seus genes no genoma de mamíferos é bastante surpreendente.
A inserção de genes do vírus da doença de Borna no genoma de mamíferos (que continua sendo possível atualmente nos neurônios que contamina, segundo verificaram os cientistas) fornece uma nova fonte de mutação genética que pode explicar evoluções do passado, além da variedade de sintomas de doenças mentais atuais, acrescentou Feschotte.
Embora reconheça que tudo isso está sujeito a controvérsias, o cientista lembra que uma associação entre infecção com o vírus da doença de Borna e alguns trastornos psiquiátricos já havia sido mencionada pelos especialistas.
Postado por Rejane Cardoso às 13:13 0 comentários Links para esta postagem
Nasa descobre planetas gigantes fora do Sistema Solar
O telescópio Kepler, da Nasa, detectou pela primeira vez desde que entrou em operação cinco planetas fora do nosso Sistema Solar. O tamanho dos planetas varia de um raio quatro vezes maior do que o da Terra até planetas muito maiores do que Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.
O telescópio, que foi lançado no ano passado para procurar planetas com características semelhantes às da Terra, fez as descobertas poucas semanas depois de entrar em funcionamento.
A agência espacial americana afirma que as descobertas mostram que o telescópio está funcionando bem e tem alta sensibilidade.
Os novos planetas receberam os nomes Kepler 4b, 5b, 6b, 7b e 8b e foram anunciados em um encontro da Sociedade Astronômica Americana (AAS, na sigla em inglês), em Washington, a capital dos Estados Unidos.
Todos os planetas circulam muito proximamente às suas estrelas principais – seu sol – seguindo órbitas que variam ente 3.2 até 4.9 dias.
Esta proximidade e o fato de suas estrelas principais serem muito mais quentes do que o nosso sol significa que os novos planetas tem temperaturas extremamente elevadas, estimadas entre 1.200ºC e 1.650º C.
Densidade intrigante
“Os planetas encontrados são todos mais quentes do que lava derretida; eles simplesmente brilham de tão quentes”, disse Bill Borucki, o cientista da Nasa que lidera a missão do Kepler no centro de pesquisas Ames, em Moffett Field, Califórnia.
“De fato, os dois maiores são mais quentes do que ferro fundido e olhar para eles é como olhar para uma fornalha. Eles são muito brilhantes por si só e, certamente, não são lugares para procurarmos vida.”
O Kepler 7b vai intrigar muitos cientistas. Este é um dos planetas de mais baixa densidade já encontrado fora do sistema solar (cerca de 0,17 gramas por centímetro cúbico) já descoberto.
Segundo Borucki, a densidade média deste planeta é equivalente a do isopor, e os cientistas devem se deliciar em estudá-la para tentar entender sua estrutura.
O Kepler foi lançado da estação espacial de Cabo Canaveral em 6 de março do ano passado. Ele está equipado com a maior câmera já lançada ao espaço.
A missão do telescópio é observar mais de 100 mil estrelas de forma contínua e simultânea.
Ele percebe a presença de planetas ao observar variações de sombra quando um desses planetas passa em frente ao seu sol.
'Mundos de água'
Os detectores do Kepler têm sensibilidade extraordinária – segundo a Nasa, se o telescópio fosse voltado para uma pequena cidade na Terra, à noite, seria capaz de detectar a luz automática na entrada de uma casa quando alguém passa por ela.
A Nasa espera que tamanha sensibilidade leve à descoberta de planetas não apenas de tamanho semelhante ao da Terra, mas que orbitem em torno de seus sóis a uma distância mais favorável à existência de vida, onde haja também potencial existência de água em sua superfície.
Os cientistas da missão disseram no encontro da AAS que o Kepler mediu a existência de centenas de possíveis planetas, mas são necessárias mais investigações para estabelecer sua real natureza.
Os cientistas advertiram ainda que podem se passar anos até que seja confirmada a existência de planetas semelhantes à Terra, mas enquanto isso, as descobertas do Kepler vão ajudá-los a melhorar suas estatísticas sobre as distribuições dos tamanhos dos planetas e períodos de órbita.
A existência dos planetas identificados primariamente pelo telescópio Kepler foi confirmada por telescópios baseados na Terra, entre eles o Keck I, no Havaí.
Postado por Rejane Cardoso às 13:06 0 comentários Links para esta postagem
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Cientistas descobrem causa de tumor que ameaça diabo-da-Tasmânia
Cientistas na Austrália anunciaram a descoberta da fonte uma doença fatal que ameaça acabar com a população de diabos-da-Tasmânia.

O diabo-da-Tasmânia só é encontrado na ilha australiana
Em artigo na revista Science, a equipe de pesquisadores sugere que a chamada doença tumoral facial que atinge os animais teria origem em células que protegem os nervos.
A doença é um tipo raro de câncer que é transmitido por contato físico e pode matar rapidamente os diabos-da-tasmânia.
Por causa dela, a população desses marsupiais na ilha australiana caiu 60% na última década.
Genes
"Para examinar melhor a origem dos tumores, fizemos o sequenciamento do genes que aparecem neste câncer e os comparamos com genes que aparecem em outros tecidos do animal", explicou Elizabeth Murchison, da Universidade Nacional da Austrália em Canberra, e a principal autora do estudo.

Doença tumoral pode matar em até nove semanas
"Descobrimos que os tumores apresentavam genes que normalmente só aparecem em células que são encontradas no sistema nervoso periférico, que protege os nervos", disse.
Os pesquisadores colheram amostras de 25 tumores diferentes de animais em toda a Tasmânia - o único lugar do mundo onde se pode encontrar esse animal.
Os cientistas descobriram que as deformações eram geneticamente diferentes do lugar onde apareciam, mas eram iguais entre si.
Segundo Murchison, as descobertas já levaram ao desenvolvimento de um exame de diagnóstico para a doença e podem ajudar na criação de vacinas e tratamentos.
"Os diabos-da-Tasmânia são suscetíveis à vários tipos de câncer, assim como os seres humanos: mama, leucemia e outros, principalmente quando envelhecem", explicou a cientista. "Às vezes é difícil diferenciar esses tipos de câncer do tipo transmissível."
Nove semanas
A doença tumoral facial dos diabos começou a chamar a atenção dos cientistas em meados dos anos 90, quando foram encontrados vários animais com tumores faciais no nordeste da Tasmânia.
Até o fim de 2008, a doença já havia sido confirmada em 64 localidades.
Segundo os cientistas, ela se transmite através de mordidas.
O mal é altamente letal, podendo levar á morte dos animais infectados em menos de nove semanas.
O diabo-da-Tasmânia é o maior marsupial carnívoro do mundo, e tem um ciclo de vida de até cinco anos em seu habitat natural.
Postado por Rejane Cardoso às 04:34 0 comentários Links para esta postagem
Reciclagem: Papel feito de fezes de marsupial vira atração na Austrália
As fezes dos wombats - um marsupial parente do coala e que só existe na Austrália - estão ajudando uma cidade industrial a combater os efeitos da crise global financeira.
A cidade, Burnie, no noroeste da Tasmânia, testemunhou o fechamento de vários postos de emprego, mas uma atividade local vai muito bem: a produção e venda do papel feito das fezes do animal e que se tornou um sucesso entre os turistas da área.
Nos últimos anos, a empresa Creative Paper vinha experimentando com papel feito a base de fezes de cangurus, mas sua popularidade foi ofuscada pelos produtos dos wombats - bichinhos peludos e gordinhos, um dos símbolos do país.
O gerente da Creative Paper, Darren Simpson, disse que o processo de manufatura pode ser bem desagradável.
"Quando estamos fervendo (as fezes), o cheiro é horrível, mas uma vez esterilizado e lavado propriamente, não sobra nenhum odor. Se tem qualquer cheiro, é um agradável cheiro orgânico", disse ele.
Ele acrescentou que foram os próprios turistas que sugeriram o uso das fezes dos wombats.
"Quando as pessoas vinham aqui e nós mostrávamos a elas as amostras de nossos papéis, elas faziam perguntas como: ‘você pode fazer o papel com fezes de coalas ou ovelhas?'. E o bicho que mais aparecia nas perguntas era o wombat."
Todo o papel é feito das fezes de apenas um wombat, chamado Nugget, que vive em um parque de vida selvagem perto de Cradle Mountain, um dos destinos turísticos mais populares da Tasmânia.
Todos os dias, as fezes de Nugget são coletadas e enviadas para a fábrica.
Os wombats são herbívoros e sua dieta cheia de fibras alimentares torna suas fezes ideais para fabricar um dos papéis mais incomuns da Austrália.
Postado por Rejane Cardoso às 04:28 0 comentários Links para esta postagem
domingo, 3 de janeiro de 2010
Especialista em desastres naturais da ONU critica o Brasil
Não há vontade política no Brasil para preparar o País para lidar com os desastres naturais. O alerta é de Debarati Guha-Sapir, uma das principais especialistas sobre desastres no mundo. Ela dirige o Centro de Pesquisa sobre a Epidemiologia dos Desastres, entidade que fornece à ONU os dados anuais sobre as vítimas no mundo e é o centro de referência hoje sobre o tema.
A ONU alerta que os desastres naturais cada vez mais devastadores são já alguns dos efeitos das mudanças climáticas, com o aumento de tormentas e eventos climáticos extremos. Em 2008, o número de vítimas foi um dos mais altos da história. No ano passado, o Brasil foi o 13º país mais afetado por desastres naturais. Pelo menos 2 milhões de pessoas foram afetadas pelos desastres, principalmente pelas chuvas. Só as chuvas em Santa Catarina em novembro atingiram 1,5 milhão de pessoas.
Segundo a especialista, a realidade é que as vítimas poderiam ter sido poupadas. "O Brasil tem dinheiro suficiente para lidar com o problema dos desastres naturais e há anos já poderia ter colocado em funcionamento um sistema de prevenção. Mas a grande realidade é que falta vontade política", afirmou a especialista, em uma conferência de imprensa na ONU para a apresentação dos novos números de vítimas de desastres naturais no planeta.
Ela cita o exemplo dos mortos em Santa Catarina em 2008, por causa das chuvas. "Isso poderia ter sido evitado há anos", afirmou, lembrando que o fenômeno na região sul não é novo. "Há anos o Brasil vive a mesma situação", atacou. 2008, segundo a ONU, registrou um dos maiores índices de mortes por desastres naturais na história. Foram 235 mil mortos e só ano do tsunami, em 2004, superou a marca, com 241 mil mortos.
No mundo, os mais afetados no ano passado foram os chineses, com 26 desastres e mais de 87 mil mortos. O ciclone Nargis, que atingiu Mianmar, deixou 138 mil mortos.
As perdas financeiras para o mundo chegam a US$ 181 bilhões. Em 2005, as perdas foram de US$ 214 bilhões. Na década, as perdas já chegam a US$ 835 bilhões. Tanto os números de mortos como as perdas econômicas em 2008 estiveram entre as mais altas já registradas. 211 milhões de pessoas no total foram afetadas no mundo. O impacto ficou bem acima da média da última década.
"O aumento dramático de perdas humanas e econômicas em 2008 por causa de desastres é alarmante", afirmou Salvano Briceno, diretor da divisão na ONU que se ocupa de formular uma estratégia para reduzir desastres. Para ele, um sistema de prevenção mais robusto em países emergentes poderia ter salvado vidas. (Fonte: Jamil Chade/ Estadão Online)
Postado por Rejane Cardoso às 11:08 0 comentários Links para esta postagem



