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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fotógrafo captura mundo colorido e mortífero de louva-a-deus

O fotógrafo Jimmy Hoffman, especializado em retratar a vida selvagem, fez uma série de imagens de louva-a-deus, perto de sua casa em Costa Brava, na Espanha.

Depois de encontrar o inseto a ser fotografado, Hoffman pode passar até duas horas esperando pelo momento ideal.

O fotógrafo diz que os louva-a-deus são seus insetos favoritos por causa de seu comportamento predatório, suas formas e cores.

"Eu também gosto do fato de que eles conseguem rodar a cabeça em todas as direções e olham para você de uma maneira quase inteligente", diz Hoffman.

Flagrante

A foto favorita de Jimmy Hoffman é a que mostra um louva-a-deus prestes a atacar uma borboleta.

"Infelizmente para o louva-a-deus, a borboleta foi rápida demais e conseguiu voar antes de ser pega", diz o fotógrafo.

"Eu tirei a foto no momento certo e foi muito especial para mim, porque eu havia esperado por duas horas para que algo interessante acontecesse."

Depois disso, Hoffman batizou a foto de "paciência".

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Genoma do piolho decifrado

Sobrevivência do insecto depende do ser humano

Genoma  do piolho é o menor alguma vez decifrado em insectos
Genoma do piolho é o menor alguma vez decifrado em insectos

Uma equipa internacional de investigadores decifrou o genoma do piolho, companheiro inseparável do ser humano há milhões de anos, revela um estudo que traz novas informações sobre a biologia humana e a deste inseto.
De acordo com a Proceedings of the National Academy of Sciences, onde foi publicado o artigo, a sobrevivência deste parasita, que mede de dois a três milímetros de comprimento, é totalmente dependente dos humanos, sendo que o inseto desapareceria da Terra se estivesse separado dos homens por muito tempo.

O corpo do piolho apresenta "o menor número de enzimas de desintoxicação observadas em qualquer outro insecto", revelou John Clarck, investigador da Universidade de Massachusetts e um dos autores do estudo.
Este número reduzido de enzimas de desintoxicação faz com que o organismo do piolho seja potencialmente promissor para o estudo da resistência aos inseticidas e outros mecanismos de defesa.
Os autores do estudo decifraram, ainda, o genoma de uma bactéria que vive no corpo do piolho, a Candidatus riesia pedicullicola.







quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Animal revela como sobrevive sem sexo

Eles têm metade de um milímetro e eram considerados um escândalo da evolução biológica, pois não fazem sexo há cerca de 30 milhões de anos e os biólogos não conseguiam entender o motivo. Esses minúsculos animais aquáticos, os rotíferos da classe Bdelloidea, teoricamente deveriam estar extintos. Mas uma pesquisa revelou o engenhoso método que eles usam para sobreviver e passar a vida assexuadamente: eles se ressecam e conseguem escapar de parasitas ao serem levados pelo vento para zonas seguras.

Universidade Cornel
Rotífero bdelóide atacado por fungo; em amarelo, filamentos do fungo emergem do bicho morto; criaturas estão há cerca de 30 milhões de anos evoluindo sem trocar genes
Rotífero bdelóide atacado por fungo; em amarelo, filamentos do fungo emergem do bicho morto; criaturas evoluem sem trocar genes

Teoricamente, a reprodução sem sexo teria até vantagens. Como lembram Christopher Wilson e Paul Sherman, da Universidade Cornell (EUA), os autores da pesquisa relatada em artigo na revista "Science", "a reprodução sexual reduz a eficiência da transmissão de genes por até 50%, perturba combinações favoráveis de genes, espalha doenças e é energeticamente custosa".

Mas apesar de tudo isso, menos de 1% dos animais são totalmente assexuados.

Muitos biólogos explicam o triunfo do sexo na evolução usando a hipótese da Rainha Vermelha. O nome é uma alusão à personagem do livro de Lewis Carroll, "Alice Através do Espelho", que declara que "você precisa correr muito para ficar no mesmo lugar".

No caso da evolução, isso significa que um organismo precisa encontrar meios para evoluir conjuntamente com seus parasitas e predadores. Há uma constante corrida armamentista entre uns e outros, que têm que "correr" para se adaptar às novas armas do adversário.

As cerca de 450 espécies de rotíferos dessa classe não fazem sexo de jeito nenhum, como também foi mostrado por evidências moleculares.

Só que isso expõe os pequenos rotíferos ao ataque de fungos parasitas, capazes de rapidamente exterminar suas colônias. Sem a rápida recombinação de genes que o sexo proporciona, que pode produzir indivíduos mais resistentes ao fungo, os rotíferos não têm como desenvolver armas novas para sua defesa a tempo.

Na seca

"Mesmo organismos que não têm a troca genética sexual podem ainda evoluir. A única diferença é que a variação é gerada apenas por mutação, não por recombinação", disse Wilson.

A característica do rotífero que o tornou bem sucedido é essa raríssima capacidade de sobreviver durante anos sem nenhuma água no meio celular.

Wilson e Sherman fizeram experimentos que mostraram que os rotíferos da espécie Habrotrocha elusa conseguem escapar do fungo parasita Rotiferophthora angustispora ao se desidratarem totalmente e serem dispersos pelo vento.

A desidratação extrema mata os fungos e, ao cair de novo em ambiente úmido, o rotífero parasitado se regenera.
Quanto mais tempo o rotífero fica seco, maior a chance de ter se livrado da infecção pelo fungo. Nos testes de laboratório, se a desidratação durou apenas uma semana, alguns fungos conseguiram sobreviver, e voltaram a atacar os animais regenerados.

Mas quando a secura durou 21 dias, 60% das populações de rotíferos ficaram livres do fungo durante o resto do experimento (20 semanas). Com uma desidratação de 35 dias, o índice de colônias sem contaminação subiu para 90,5%.

A dupla de cientistas também estudou a dispersão pelo vento em uma câmara que simulava uma brisa leve. Uma colônia altamente infectada por fungos e ressecada foi colocada na câmara.

Depois de transportados pelo ar, os rotíferos estabeleceram novas colônias em placas vazias a 30 cm a 40 cm de distância. O experimento foi feito duas vezes, obtendo índices semelhantes, de 58,8% e 63,6% de colônias livres de fungos.

Esconde-esconde

"Esses animais estão basicamente fazendo um jogo de esconde-esconde evolutivo", disse Sherman. "Eles conseguem colonizar habitats livres de parasitas, onde se reproduzem rapidamente e de onde partem de novo, antes que seus inimigos consigam alcançá-los."

Embora a capacidade de se desidratar dos rotíferos já fosse conhecida, o estudo mostrar como ela pode ter ajudado na evolução do animal.

Um trabalho publicado em 2008 no periódico "PNAS" por cientistas do Laboratório de Biologia Marinha dos EUA, mostrou que, para se ressecar, os rotíferos lançam mão de um sistema ultraeficaz de reparo de DNA. Ele reconstrói o genoma danificado pela secura.

Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Peixe-boi migra para áreas sem alimento para fugir de predadores, diz estudo

Peixes-boi ficam sem comida para evitar predadores.(Foto: Daniel Jordano-Inpa/Divulgação)


Cientistas rastrearam mamífero aquático com equipamento de rádio. Animal sai de zona com alimento farto na época de seca.

Por meio de rastreamento por rádio, cientistas conseguiram acompanhar a migração sazonal de dez peixes-boi no Amazonas ao longo de 12 anos e mostraram que, na época de seca, a espécie muda de habitat para fugir de predadores, ainda que precise passar fome durante esse período.

Artigo publicado na revista “Journal of Zoology” mostra que no período de maio a junho, quando há mais chuvas e os rios amazônicos enchem, os peixes-bois preferem ficar nas lagoas de várzea, onde encontram mais plantas para comer.

Entre outubro e novembro, no entanto, as águas baixam tanto nessas lagoas que a espécie fica muito ameaçada pelos seus predadores – como os jacarés, as onças e os seres humanos.

Por isso, migra para áreas de água mais profundas praticamente sem vegetação aquática que possa comer, o que o leva a jejuar por cerca de metade do ano.

A pesquisa foi realizada nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá e Amanã, no oeste do Amazonas.

Os autores concluem que o peixe-boi pode estar mais ameaçado do que se pensava anteriormente, já que a migração regular e a eventual permanência em áreas de águas rasas em busca de comida o tornam vulnerável.

Ribeirinhos usam antena para rastrear localização de peixe-boi. (Foto: Divulgação)

A pesquisa é de autoria de Eduardo Arraut, José Eduardo Mantovani, Evlyn Moraes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Miriam Marmontel, do Instituto Mamirauá, David Macdonald, da Universidade de Oxford, e Robert Kenward, do Centro de Ecologia e Hidrologia de Wallingford, no Reino Unido.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Monstro aterroriza o leste da Australia

O governo do Estado australiano de Queensland, no leste do país, decidiu investir em um programa de controle de tubarões na costa local depois que surgiu a suspeita de que um tubarão gigante estaria nas redondezas.

Com base na análise de mordidas encontradas em um outro tubarão menor, que teriam sido feitas pelo tubarão gigante, especialistas acreditam que o predador possa ter mais de cinco metros. O ataque do tubarão gigante contra o menor, que foi encontrado morto, teria ocorrido na costa próxima a Brisbane, capital do Estado.

Segundo o anúncio do governo de Queensland, serão investidos 125 mil dólares australianos (cerca de US$ 114 mil) em um programa de cinco anos para monitorar tubarões tigre, branco e touro (também conhecido como tubarão-de-cabeça-chata) e coletar informações sobre o comportamento desses animais.

No momento, com a proximidade do verão - período no qual há aumento dos banhistas em Queensland -, as praias mais populares estão protegidas por redes e boias com anzóis e iscas para evitar os ataques dos predadores.

As redes e boias não garantem 100% de proteção contra tubarões, mas, desde o início do programa, houve apenas um ataque fatal em Queensland.

O investimento anunciado pelo governo local prevê também novos sistemas acústicos de alarmes para alertar baleias e golfinhos quanto à presença de redes contra tubarões. Nesse ano, cerca de cinco baleias foram estranguladas pelas redes.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um pouco menos de mistério na migração das enguias

A enguia europeia passa a maior parte de sua vida em rios e lagos, mas em algum momento ela ruma corrente abaixo, para o oceano.

Cientistas estão bastante certos de que as enguias, assim como suas parentes americanas, viajam ao Mar dos Sargaços no Atlântico para se reproduzirem, mas a verdade é que pouco se sabe a respeito da migração das enguias.

"Quando as enguias estão deixando as áreas costeiras, não sabemos nada", afirmou Kim Aarestrup, pesquisador sênior do Instituto Nacional de Recursos Marítimos da Universidade Técnica da Dinamarca. "Elas praticamente desaparecem".

As enguias deixam a costa no outono e supostamente chegam ao mar dos Sargaços na primavera. Assim, os pesquisadores ajustaram as etiquetas para se soltarem no primeiro dia de abril. Conforme relato publicado na Science, isso foi cedo demais: o mais longe que as enguias haviam chegado eram 1.287km.

Os dados também mostraram que as enguias nadam em profundidades de aproximadamente 198 metros durante a noite, mas submergem a 609 metros durante o dia. A descida a águas mais frias, segundo sugerem os pesquisadores, retarda a maturação sexual das enguias até que atinjam o Mar dos Sargaços – quando quer que seja.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Zoologia: Descoberto verme marinho que se acreditava extinto

Pesquisadores espanhóis descobriram nas águas do Parque Nacional das Ilhas Atlânticas, na Galícia, uma espécie de verme marinho que os cientistas acreditavam que estava extinta e que o único registro existente datava de 1913, anunciou nesta segunda-feira a Universidade de Alcalá de Henares, da Espanha.

A nova espécie trata-se de um nemertino chamado Lineus acutifrons, um verme marinho que possui uma tromba para capturar suas presas. O autor da descoberta, o pesquisador Juan Junoy, professor do Departamento de Zoologia da instituição, coletou 21 exemplares do animal, que pode alcançar 25 cm de comprimento e possui uma cor roxa brilhante.

"As únicas notícias que se tinham desta espécie partem da descrição em uma praia irlandesa por volta de 1913. Desde então, ela jamais havia sido capturada e o registro foi colocado em dúvida a ponto de ser considerada uma espécie extinta", informou o comunicado da universidade.

Segundo a instituição, o verme é cego e utiliza "receptores químicos para localizar e capturar suas presas". Os nemertinos, como o novo verme descoberto, são evolutivamente os primeiros invertebrados que apresentam um tubo digestivo completo.

Saiba mais sobre o Filo Nemertea, arquivo em pdf, 333.96 KB