quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ciclos Biogeoquímicos

Este PPT apresenta os ciclos dos elementos químicos na natureza. Uma boa proposta para o estudo desta matéria para o vestibular!
Bons estudos!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cientistas descobrem rastros de formiga-zumbi em folha fossilizada

Uma folha fossilizada pode não parecer grande coisa, especialmente com um pedaço faltando. Porém, para os cientistas que a examinaram detalhadamente, ela contou a história de uma formiga de 48 milhões de anos, que foi infectada por um parasita e conduzida a sua própria morte – como um zumbi.

Em um artigo na revista “Biology Letters”, os pesquisadores reconstruíram o processo da seguinte forma: o fungo Ophiocordyceps unilateralis infecta a formiga e começa a controlar seu cérebro. A formiga-zumbi eventualmente abandona sua colônia e morde o veio central de uma folha. A mordida é tão intensa que trava a formiga no lugar – e faz com que ela morra ali, presa à folha.

Enquanto isso, o fungo prospera e cresce para fora do corpo da formiga.

O fenômeno ocorre atualmente com a formiga-de-cupim. A marca da mordida “aperto mortal” é tão singular que os pesquisadores conseguiram combinar amostras modernas com o fóssil da antiguidade.

“Graças à dramática mordida na folha e à cicatriz evidente, conseguimos provar isso”, disse o principal autor do estudo, Dr. David Hughes, biocientista da Universidade de Exeter.

O fóssil foi descoberto em Messel, na Alemanha. Segundo Hughes, trata-se da primeira demonstração de comportamento parasita nas eras antigas.

“Agora que descobrimos que isso ocorre há 50 milhões de ano”, acrescentou ele, “isso levanta as questões de quando surgiu esse tipo de manipulação, e quais são as forças seletivas que permitiram sua evolução”.

Astrônomos descobrem sistema planetário semelhante ao Solar

Astrônomos descobrem sistema planetário semelhante ao Sistema Solar

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul descobriram um sistema planetário com pelo menos cinco planetas que orbitam uma estrela semelhante ao Sol, chamada HD 10180, a 127 anos-luz de distância da Terra.

Os pesquisadores também têm a evidência da existência de mais dois planetas, um dos quais teria a menor massa já descoberta. Isso tornaria o sistema similar ao nosso Sistema Solar, em termos de número de planetas (sete em relação a oito do Sistema Solar). Além disso, a equipe também encontrou evidências de que as distâncias dos planetas da estrela seguem um padrão regular, como também é visto no nosso Sistema Solar.

"Nós descobrimos o que provavelmente é o sistema com mais planetas já descoberto", diz Christophe Lovis, autor do estudo. “Esta descoberta notável também destaca o fato de que agora estamos entrando em uma nova era na investigação de exoplanetas: o estudo dos sistemas complexos e não apenas dos planetas individualmente. Estudos dos movimentos planetários no novo sistema revelam complexas interações gravitacionais entre os planetas e nos dão pistas sobre a evolução a longo prazo do sistema."

A equipe de astrônomos usou o espectrógrafo Harps, ligado ao telescópio do ESO (Observatório Europeu do Sul) em La Silla, no Chile, em um estudo de seis anos da estrela HD 10.180, situada a 127 anos-luz de distância, ao sul da constelação de Hidra Macho.

Graças ao Harps, os astrônomos detectaram os minúsculos movimentos da estrela causados pelo complexo de atração gravitacional dos cinco ou mais planetas. Os cinco sinais mais fortes correspondem aos planetas com massas semelhantes a Netuno - entre 13 e 25 massas terrestres - que orbitam a estrela, com períodos que variam de cerca de 6 a 600 dias. Esses planetas estão situados entre 0,06 e 1,4 vezes a distância Terra-Sol de sua estrela.

"Também temos boas razões para acreditar que existam mais dois planetas", diz Lovis. Um deles seria um planeta como Saturno (com 65 massas terrestres) e órbita de 2.200 dias. O outro seria o exoplaneta menos massivo já descoberto até hoje, com uma massa de cerca de 1,4 vezes a da Terra. Ele estaria muito perto da sua estrela, a apenas 2% da distância Terra-Sol. Um ano neste planeta duraria apenas 1,18 dias terrestres.

"Este objeto teria um efeito na estrela de apenas 3 km/hora- mais lento que a velocidade de caminhada - e este movimento é muito difícil de medir", diz o membro da equipe Damien Ségransan. Se confirmado, este objeto seria um outro exemplo de um planeta rochoso quente, semelhante ao Corot-7b.

O sistema recentemente descoberto de planetas em torno de HD 10180 é único em vários aspectos, diz o ESO. Primeiro, com pelo menos cinco planetas como Netuno em uma órbita semelhante a de Marte, este sistema é mais povoado do que o nosso Sistema Solar e tem muito mais planetas massivos.

Além disso, o sistema provavelmente não tem nenhum planeta gigante gasoso semelhante a Júpiter e todos os planetas parecem ter órbitas quase circulares.

Até agora, os astrônomos conhecem quinze sistemas com pelo menos três planetas. O último detentor do recorde era de 55 Cancri, que contém cinco planetas, dois deles sendo planetas gigantes. "Sistemas de planetas de baixa massa como o da estrela HD 10180 parecem ser bastante comuns, mas a história de sua formação continua a ser um quebra-cabeça", declara Lovis.

sábado, 14 de agosto de 2010

Meteoro extinguiu mesmo dinossauros, diz maior estudo sobre o tema

Dinossauro

Os dinossauros teriam desaparecido ao lado de cerca de 70% das espécies

Cientistas responsáveis pela maior revisão dos estudos sobre a extinção dos dinossauros afirmam que podem confirmar que o impacto de um asteroide sobre a Terra, na região do México, teria sido responsável pelo desaparecimento dos animais, há 65 milhões de anos.

Há 30 anos, a teoria domina os estudos sobre os dinossauros, mas permanecia sem confirmação, com alguns especialistas afirmando que a extinção poderia ter sido causada por uma erupção vulcânica na Índia.

Mas uma revisão de 20 anos de estudos sobre o assunto realizada por um grupo de 41 cientistas de 12 países sugere que há provas suficientes não apenas para apoiar a teoria do asteroide, mas para descartar outras teorias vigentes sobre a extinção dos animais.

Impacto e destruição

A revisão, publicada na edição desta sexta-feira da revista científica Science, sugere que o asteroide tinha dez mil metros de diâmetro e atingiu a Terra a uma velocidade de cerca de 20 quilômetros por segundo.

O impacto teria ocorrido na região da península de Yucatán e teria liberado um milhão de vezes mais energia do que qualquer bomba atômica testada. Dados analisados de imagens de satélite indicam que a cratera de Chicxulub, que tem 200 quilômetros de diâmetro, seria o local exato do impacto.

Segundo os pesquisadores, o impacto liberou grandes quantidades de água, poeira, gases e partículas de carboneto e fuligem, o que teria causado um bloqueio da luz solar e o consequente esfriamento da Terra.

Ainda de acordo com os cientistas, a grande quantidade de enxofre liberada pela colisão contribuiu para a formação de chuvas ácidas na terra e nos oceanos e também teria tido um efeito na queda de temperatura.

"O impacto de Chicxulub foi uma perturbação extremamente rápida dos ecossistemas da Terra, numa escala maior do que qualquer outro impacto conhecido desde que a vida surgiu na Terra", disse Sean Gullick, um dos autores do estudo.

Além dessas consequências, os cientistas ainda fizeram simulações em laboratório e revisões de estudos anteriores para afirmar que o impacto do asteroide ainda teria causado terremotos, tsunamis e incêndios.

"O impacto causou um tsunami muitas vezes maior do que a onda que se formou no Oceano Índico e atingiu a Indonésia em dezembro de 2004", afirmou o geólogo marinho Tim Bralower, da Universidade de Penn, que participou do estudo.

"Essas ondas causaram uma destruição massiva no fundo do mar", afirmou.

De acordo com os cientistas, além de ter provocado a extinção dos dinossauros, a colisão causou o desaparecimento de cerca de 70% de todas as espécies que habitavam a Terra na época.

Camada de argila

O estudo sugere que um dos argumentos mais fortes que apóiam a teoria, além da escala do impacto do asteroide no solo terrestre, seria uma camada de argila encontrada em diversas amostras do solo do período Cretáceo e Paleogeno e estudada desde 1980 após ter sido descoberta pelo geofísico Luiz Alvarez.

Essa camada é rica em um elemento chamado de irídio, abundante em asteroides e cometas, mas dificilmente encontrado em grandes concentrações na superfície da Terra.

Além disso, a camada ainda possui uma faixa de cerca de um metro onde não há fósseis de dinossauros ou de outros animais, o que poderia indicar um desaparecimento repentino.

Segundo os cientistas, essa camada de argila é encontrada em todos os sítios com amostras da fronteira entre os períodos Cretáceo e Paleogeno no mundo, o que demonstra que o fenômeno foi "realmente global".

De acordo com o estudo, nenhuma outra teoria existente sobre o fim dos dinossauros remete à extinção em massa de espécies entre esses dois períodos de maneira tão global quanto a do impacto do asteroide ou apresenta mecanismos para explicar como houve uma mudança biótica tão abrupta.

"Combinando todos os dados disponíveis de diferentes disciplinas científicas nos levam a concluir que o impacto de um asteroide há 65 milhões de anos no que hoje é o México foi a principal causa de extinções massivas", disse Peter Schulte, que liderou o estudo.

Segundo ele, apesar das provas, dificilmente a discussão sobre o desaparecimento dos animais será interrompida pelo resultado dessa revisão.

"Nós desenvolvemos um caso forte, mas as discussões vão continuar. Eu acredito que isso é basicamente ciência e nunca podemos dizer nunca", afirmou.

Bombardeio de meteoritos pode ter estimulado vida na Terra, sugere estudo

Foto: NASA/JPL

Bombardeio de asteróides pode ter estimulado vida na Terra (Foto: NASA/JPL)

Quando meteoritos de vários tamanhos bombardearam a Terra há 3,9 bilhões de anos, aquecendo a superfície do planeta e provocando a evaporação de oceanos, elas podem, ao contrário do que muitos cientistas supunham, ter ajudado a estimular o surgimento de vida no planeta, de acordo com um novo estudo da Universidade de Colorado, nos Estados Unidos.

O novo estudo mostra que o bombardeio teria derretido menos de 25% da crosta terrestre, e que micróbios podem ter sobrevivido em um habitat subterrâneo, isolados da destruição.

E o intenso calor do impacto, segundo o estudo, criou um habitat que estimulou a reprodução de bactérias formadas por uma só célula que são termófilas e hipertermófilas - capazes de sobreviver a temperaturas de 50 a 80 graus Celsius ou de até 110 graus Celsius.

Simulação

A descoberta foi feita através de uma simulação de computador. Como as evidências físicas do bombardeio de asteroides foram apagadas pelo tempo e pela ação de placas tectônicas, os pesquisadores usaram dados das rochas lunares recolhidas pelas missões Apollo, e registro de impacto de meteoros na Lua, Marte e Mercúrio.

"Até sob as condições mais extremas que nós impusemos (na simulação), a Terra não teria sido completamente esterilizada pelo bombardeio", disse Oleg Abramov, um dos autores do estudo.

Ao invés disso, fissuras que expeliam água quente podem ter criado um santuário para esses micróbios que preferem ambientes de calor extremo.

O estudo, publicado na revista Nature, sugeriu também que a vida na Terra pode ter começado 500 milhões de anos mais cedo do que se pensava.

"Não é pouco razoável sugerir que havia vida na Terra há mais de 3,9 bilhões de anos", disse Stephen Mojzisis, que também participou do estudo. "Nós sabemos de registros geoquímicos que nosso planeta era habitável naquela época."

Fonte: BBC Brasil

Portugueses identificam células que combatem rejeição de órgãos

Estudo do Instituto de Medicina Molecular é publicado domingo no «Journal of Immunology»

“Tem havido um grande esforço para encontrar e estudar estas células que conseguem controlar a acção excessiva do sistema imunitário”
“Tem havido um grande esforço para encontrar e estudar estas células que conseguem controlar a acção excessiva do sistema imunitário”
Um grupo de investigadores portugueses identificou uma população de células capaz de controlar a acção excessiva do sistema imunitário. Esta descoberta pode ser aplicada no combate à rejeição de órgãos após transplante, sobretudo do fígado.

Luís Graça, director da Unidade de Imunologia Celular do Instituto de Medicina Molecular, explica que a aplicação destes linfócitos reguladores “pode ajudar a minimizar os efeitos crónicos da imunossupressão após transplante, que colocam em risco a vida dos transplantados”.


Os estudos realizados em ratinhos mostraram que estas células produzidas in vitro migram para o fígado. Por essa razão têm uma acção protectora, especialmente concentrada nesse órgão, evitando inflamações ou a rejeição do transplante”, esclarece.

Luís Graça, investigador do IMM
Luís Graça, investigador do IMM
Luís Graça refere que “nos últimos anos tem havido um grande esforço para encontrar e estudar estas células que conseguem controlar a acção excessiva do sistema imunitário. Aquilo que nós identificámos foi uma nova população tem essa propriedade”.

A acção desta população de células, que previne a rejeição é só localizada ao fígado. Assim, consegue evitar a rejeição do transplante, não afectando todas as defesas do organismo.

Os resultados do estudo da equipa de investigadores do IMM são publicados no dia 15 de Agosto na revista «Journal of Immunology».
Fonte: Ciência Hoje PT