Investigadores descobriram que são os cardiomiócitos que permitem a regeneraçãoCoração de peixe-zebra regenera-se no espaço de um mês
Os cientistas acreditam que os mamíferos não estão tão distantes desse processo. Os corações humanos são incapazes de se regenerar. Depois de um ataque cardíaco, o músculo saudável é substituído por tecido com cicatrizes que não volta a contrair-se. No entanto, antes da bomba cardíaca se esgotar, as células do coração entram num estado de hibernação para tentarem salvar-se.
Este comportamento sugere que a regeneração nos mamíferos pode não ser uma utopia, acredita Juan Carlos Izpisúa, um dos investigadores. Até agora, todas as tentativas de recuperar corações em humanos depois de um ataque cardíaco centram-se na utilização de células mãe provenientes da gordura, do músculo cardíaco ou da medula óssea.
A maneira pela qual a natureza trata o coração danificado parece ser muito mais simples. A ideia seria tentar imitar o que acontece no peixe-zebra. Evitar o implante de células exteriores e tentar ativar a regeneração endógena pela diferenciação dos cardiomiócitos já existentes. Isso poderia ser feito, por exemplo, utilizando compostos químicos.
A equipe de investigação começou já à procura de moléculas para um dia dar “impulso” à natureza e permitir o uso de medicação.
Fonte: Ciência Hoje PT
sábado, 27 de março de 2010
Corações de peixes-zebra que se auto-regeneram podem ser exemplo para mamíferos
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Marcadores: Farmacologia
sexta-feira, 26 de março de 2010
África: Origem do Homem
Na África, na região que atravessa a Etiópia, o Quênia e a Tanzânia, foram encontrados os mais antigos fósseis de ancestrais humanos, como diversos fósseis de Australopithecus, que viveu no continente desde pelo menos 7 milhões de anos, bem como da espécie mais evoluída do Homo habilis (desde antes de 3 milhões de anos) e do Homo erectus (desde 2 milhões de anos). Ali viveram, diversas linhagens paralelas de nossos ancestrais, que entrelaçaram até desembocarem no homem moderno. Existem fortes indícios de terem sido os descendentes do Homo erectus os primeiros e povoarem outros continentes, pois até agora, já foram encontrados fósseis dessa espécie em várias regiões da Europa, em Java, na China, no Iraque etc. Do Homo erectus teriam evoluído o homem de Neanderthal (denominação dos fósseis encontrados desde 1856 na gruta de Neanderthal, perto de Düsseldorf, Alemanha), o homem de Cro-Magnon (denominação dos fósseis encontrados em 1868 em Cro-Magnon, Dordogne, na França) e a espécie humana atual com todas as suas variações, em um processo ocorrido ao longo dos últimos 500 mil anos.
Fósseis do homem moderno conhecido como Homo sapiens sapiens, tem sido encontrados em diversas partes do mundo, mas alguns pesquisadores apontam como os mais antigos, os da África, que datam de 200 mil anos, ao passo que os de outros lugares teriam menos de 100 mil anos. Entre esses achados africanos destacam-se os da África do Sul (região de Klaisies River Mouth) e os de Kanjera, no Quênia. Adimitindo-se essa origem africana do homem moderno, acredita-se que, há cerca de 100 mil anos, indivíduos Homo sapiens sapiens empreenderam uma nova migração, dessa vez para todas as outras partes do mundo, suplantando ou incorporando outras linhagens. Colaborando com essa versão, certas pesquisas genéticas, apoiadas em estudos de DNA, ressaltam “que todos os indivíduos investigados descendem de um só ancestral – de uma única Eva –, que viveu na África entre 143 mil e 285 mil anos. As teorias da origem humana suscitam muitas divergências entre os estudiosos, assim como a determinação de rotas migratórias e datas – quanto a essa última polêmica, há os que defendem, com base em pesquisas genéticas, ser de aproximadamente 500 mil anos a origem da “Eva africana”.
Postado por Rejane Cardoso às 15:40 2 comentários
Marcadores: evolução e genética
Cientistas identificam novo ancestral do homem na Sibéria
Cientistas alemães identificaram o que pode ser um novo ancestral do homem a partir da análise genética de ossos encontrados em uma caverna na Sibéria, segundo um estudo publicado na edição desta quarta-feira da revista científica Nature.
O fóssil, encontrado na caverna Denisova, nas montanhas Altai, em 2008, seria de um dedo da mão de um hominídeo de cerca de seis anos que viveu na Ásia Central entre 30 mil e 48 mil anos atrás.
Os cientistas do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária de Leipzig, na Alamenha, fizeram uma análise do DNA mitocondrial do fóssil e compararam com o código genético de humanos modernos e do homem de Neandertal.
Os resultados sugerem que o material corresponde a uma migração procedente da África desconhecida até agora e distinta das protagonizadas a partir do continente africano pelos antepassados do homem de Neandertal e dos humanos modernos.
X-Woman
O DNA não é o mesmo dos seres humanos ou neandertais, duas espécies que viveram na área na mesma época. Testes sugerem que o DNA do fóssil siberiano pertence a uma nova espécie, não sendo igual ao de outros hominídeos conhecidos.
O material genético encontrado no fóssil seria muito novo para ser descendente do Homo erectus, que partiu da África em direção à Ásia há cerca de 2 milhões de anos ou muito antigo para descender do Homo heidelbergensis, que teria se originado há cerca de 650 mil anos.
"Quem quer que tenha carregado esse genoma mitochondrial para fora da África há cerca de um milhão de anos é alguma criatura nova que ainda não havia aparecido no nosso radar", disse o professor Svante Paabo, co-autor do estudo, ao lado do cientista Johannes Krause.
A pesquisa contribui para um cenário mais complexo da humanidade durante o final do período Pleistoceno, quando os humanos modernos deixaram a África para colonizar o restante do mundo.
Já é conhecido que os humanos podem ter vivido simultaneamente com os Neandertais na Europa, aparentemente por mais de 10 mil anos. Mas em 2004, pesquisadores descobriram que uma espécie anã dos humanos, conhecida como "Hobbit", viveu na ilha das Flores, na Indonésia, até 12 mil anos atrás - muito tempo depois de os humanos modernos terem colonizado a área.
Convivência
A pesquisa contribui para um cenário mais complexo do período Pleistoceno, quando os humanos modernos saíram da África para colonizar o restante do mundo.
O professor Clive Finlayson, diretor do Museu Gibraltar, já disse que havia "uma série de populações humanas espalhadas por partes da África, Eurásia e Oceania".
"Alguns teriam sido geneticamente relacionados, se comportando como subespécies, enquanto outras populações mais extremas podem ter se comportado como espécies com nenhum ou pouco cruzamento híbrido", disse.
Neandertais aparentemente viveram na caverna Okladnikov, nas montanhas Altai, há cerca de 40 mil anos. Uma equipe de pesquisadores liderada pelo professor Anatoli Derevianko, da Academia Russa de Ciências, também encontrou provas da presença de humanos modernos que viveram na região no mesmo período.
"Outra questão intrigante é se pode ter havido convivência e interação não apenas entre Neandertais e humanos modernos na Ásia, mas também, agora, entre essas linhagens e a recém descoberta", afirmou o professor Chris Stringer, pesquisador de origens humanas do Museu de História Natural de Londres.
"A distinção entre os padrões do DNA mitocondrial sugere, até agora, que houve pouco ou nenhum cruzamento entre espécies, mas serão necessárias mais dados de outras partes do genoma dos fósseis para que se chegue a conclusões definitivas", afirmou.
Segundo ele, o estudo é "um desenvolvimento instigante".
Fonte: BBC Brasil
Postado por Rejane Cardoso às 15:28 0 comentários
quarta-feira, 24 de março de 2010
Estudo ainda em fase experimental indica que algina reduz absorção de gordura
| Algas marinhas contêm algina |
Os investigadores esperam utilizar esta fibra em vários produtos no sentido de trazer benefícios para a saúde. A ideia é introduzi-la em alimentos de consumo diário, como pão, bolachas ou iogurtes.
No laboratório, os cientistas utilizaram um intestino artificial para as experiências. Testaram a eficácia de mais de 60 fibras naturais, medindo a quantidade de gordura absorvida.
O próximo passo será recrutar voluntários para estudarem se os resultados do laboratório podem ser reproduzidos em pessoas e se esse tipo de comida pode ser aceitável como parte da dieta comum. Os investigadores já experimentaram adicionar este ingrediente ao pão e os resultados foram animadores.
Esta investigação faz parte de um projecto de três anos do Conselho de Investigação de Ciências Biológicas e Biotecnológicas do Reino Unido. O projecto vai de encontro aos novos regulamentos da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar, que determinam que as informações contidas nos rótulos dos produtos devem ser comprovadas cientificamente.
Postado por Rejane Cardoso às 07:23 0 comentários
Genética humana influencia transmissão de Paludismo
Hemoglobina C aumenta três vezes mais risco de infecção
| Maioria de infectados são crianças africanas |
O ciclo de transmissão não é discreto. Aliás, o número de casos de óbitos declarados ascende os 70 por cento, entre 2000 e 2006 (segundo a ONU). O Paludismo é uma das doenças que mais mata no planeta e chega a um milhão de mortos no mundo, sendo que a maioria são crianças africanas.
A maleita é provocada por parasitas do tipo Plasmodium e transmitida por intermédio de picadas de mosquitos infectados. O ciclo de transferência é subtil já que os próprios insectos se infectam a eles quando atacam um ser humano já portador do vírus.
Quando a doença já está em desenvolvimento no organismo humano, o parasita multiplica-se no sangue. Alguns tipos de hemoglobina mutantes (HbC e HbS) podem proteger contra um Paludismo agravado. Tendo em conta este fenómeno, os investigadores do IRD em parceria com colegas africanos e italianos decidiram tentar perceber se estas variações de hemoglobina influenciam a transmissão do parasita do homem aos mosquitos vectores.
| Parasitas do tipo Plasmodium transmitidos através de picadas |
Neste contexto, quatro mil pessoas, habitantes no Oeste da África rural, foram alvos de um estudo parasitológico; assim como experiências de transmissão experimental com seis mil mosquitos ‘in vivo’ – que picam homens com diferentes tipos de hemoglobina – e ‘ex-vivo’ – que se alimentam através de uma membrana de sangue com variações genéticas.
Como resultado, os investigadores constataram que o risco de transmissão de Plasmodium falciparum, do ser humano para o insecto, aumenta três vezes mais quando o sangue infectado provém de indivíduos com hemoglobina C.
Fonte: Ciência Hoje PT
Embora ainda falte esclarecer alguns mecanismos, a conclusão do trabalho mostra que a variação genética influencia o tipo de resistência que cada indivíduo pode ter perante uma determinada doença infecciosa, mas a dinâmica de transmissão também tem o seu peso. Entretanto, a equipa de investigação irá prosseguir com mais estudos na outra extremidade do país africano.
Postado por Rejane Cardoso às 07:20 0 comentários
Marcadores: genética
Patos podem «salvar» outras aves da gripe
Investigadores querem transferir gene de resistência ao vírus das aves aquáticas para os galos
Uma equipe de investigadores do Hospital Infantil Saint Jude, em Memphis (EUA) identificou uma proteína que proporciona aos patos uma resistência natural à infecção pelo vírus da gripe.Investigadores identificam proteína que dá aos patos resistência natural à infecção pelo vírus da gripe
Os autores da descoberta, agora publicada na «Proceedings of the National Academy of Sciences» (PNAS), sugerem que a proteína poderá ser transferida para as células de galináceos para conseguirem produzir uma resposta imune semelhante.
Tanto os patos como outras aves aquáticas selvagens são portadores naturais de subtipos de vírus influenza, responsáveis por várias epidemias de gripe das aves no ser humano. As aves selvagens não costumam ficar doentes quando infectadas com gripe, mas as galinhas e outras aves domésticas podem morrer.
A equipe dirigida por Katherine Magor examinou o papel do sensor viral RIG-I, um receptor patogénico que detecta a gripe e desencadeia uma resposta imunitária anti-viral do organismo. Os investigadores demonstraram que enquanto os patos têm um receptor RIG-I intacto e funcional que se activa durante uma infecção do vírus da gripe A, os galos não.
Os autores descobriram que transferir RIG-I dos patos para células embrionárias dos galos permite que estas detectem uma infecção do vírus e possam induzir uma resposta anti-viral.
A descoberta deste gene de resistência natural à doença pode permitir que os investigadores criem frangos transgénicos com maior resistência à gripe.
Fonte: Ciência Hoje PT
Postado por Rejane Cardoso às 07:11 0 comentários
