sábado, 10 de outubro de 2009

Ecologia: Plano europeu contra poluição visa a energia solar


A Comissão Europeia deve apresentar um plano de redução de emissões de gases do efeito estufa que direciona a maior parte dos 50 bilhões de euros disponíveis para pesquisa e desenvolvimento para a energia solar e para a captura e armazenamento das emissões de usinas de carvão.

O plano tem em parte a intenção de mostrar que a União Europeia está dando os passos adicionais necessários para cumprir metas ambiciosas de redução de gases do efeito estufa antes do encontro de cúpula em Copenhague de dezembro, que discutirá um novo acordo global para conter a mudança climática.

Mas o plano também sinaliza a necessidade de um reordenamento das prioridades industriais do bloco ao exigir que governos gastem quantias significativamente maiores em energia limpa, mesmo enquanto o mundo sai de uma profunda crise financeira. "Mercados e empresas energéticas agindo por conta própria provavelmente são incapazes de produzir os avanços tecnológicos necessários em um período de tempo curto o suficiente para cumprir as metas da UE para políticas climáticas e energéticas", disse a comissão em um rascunho do plano obtido pelo jornal The International Herald Tribune.

A introdução de tecnologias de baixo carbono também "representa um grande desafio no contexto da crise financeira, quando a aversão ao risco é maior e o investimento em tecnologias novas e mais arriscadas não está no topo das prioridades dos investidores", dizia o rascunho. Espera-se que os comissários da União Europeia cheguem a um acordo sobre as quantias finais a serem alocadas em usinas energéticas de baixo carbono durante um encontro.

Na regulação dos gases do efeito estufa, a UE já institui custosos limites de emissão e um sistema de trocas, enquanto alguns países taxam emissões de dióxido de carbono associadas a aquecimento doméstico e uso de carros.

Sob o plano, o setor solar receberia o valor maior, 16 bilhões de euros (US$ 23,5 bilhões), ao longo da próxima década. Ao alocar a segunda maior quantia, 13 bilhões de euros, para capturar carbono e armazenar emissões de gases do efeito estufa, a comissão disse ter a intenção de tornar a tecnologia viável comercialmente para todas as usinas de energia que entrarem em operação após 2020.

Outra proposta favorecida sob o esboço do plano seria a iniciativa "Cidades Inteligentes", que foca no aperfeiçoamento da eficiência urbana. O documento prevê 11 bilhões de euros para desenvolver uma nova geração de edifícios e sistemas de transporte.

Quer conhecer um pouco mais sobre os assuntos que movimenta a Biologia em termos de Ecologia, click no link: Aquecimento Global e protocolo de Kioto

Ecologia: Biocombustíveis e emissão de CO2

O cultivo de plantas para biocombustíveis pode gerar mais CO2 que evitar, diz estudo.

Cultivar vegetais para produção de biocombustíveis em terras que antes eram ocupadas por florestas ou pradarias gera muitas mais emissões de dióxido de carbono (CO2) que as que permite evitar a substituição de hidrocarbonetos, segundo um estudo da Agência do Meio Ambiente e do Controle da Energia da França (Ademe, na sigla em francês).

O balanço em termo de emissões de CO2 pode ser "catastrófico", de duas a quatro vezes mais que com o recurso aos carburantes de origem fóssil, sobretudo quando se destrói florestas tropicais para produzir óleo de palma, indicam os autores deste relatório dedicado à primeira geração de biocombustíveis. A razão é que para obter esse óleo de palma que se cultiva por exemplo na Indonésia, não só se geram gases do efeito estufa, mas previamente causou o desmatamento de uma mata que previamente contribuía para a absorção de CO2, com algo similar acontecendo com as pradarias.

Os autores deste estudo, que se tornou público com meses de atraso, submeteram a exame os principais biocombustíveis comercializados na França para, à margem do citado impacto da substituição de solos, estabelecer para cada um deles o saldo das emissões se for comparado com as geradas com hidrocarbonetos. O resultado é que o etanol obtido com cana-de-açúcar é o mais eficiente em termos ambientais, já que gera 90% menos de gases do efeito estufa que a gasolina. Sua elaboração, além disso, mobiliza em torno de 80% da energia que proporciona.

O bioetanol de milho, de trigo e de beterraba, assim como o biodiesel de colza e de soja apresentam um balanço correto, com uma redução de emissões em torno de 60%-80% em relação aos combustíveis fósseis que substituem e uma economia energética em sua elaboração entre 50% e 80%. No entanto, o ETBE, um etanol obtido da beterraba, do trigo ou do milho representa lucro energético de apenas 20%, abaixo dos requerimentos europeus.

De acordo com a direção europeia sobre as energias renováveis, para poder ser compatibilizado como útil em termos ambientais, um biocarburante deverá representar uma redução de CO2 de 35% em 2010 e de 50% em 2013. O relatório foi divulgado um dia depois que o Governo francês anunciou um plano impulsionado pela própria Ademe para o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração para 2015.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Fim do mundo adiado: colisão com o asteróide Apophis

Boas e más notícias chegam do espaço. Na verdade, da Universidade do Havaí. O fim do mundo foi adiado (mais uma vez) de 2036 para 2068. (Ao menos no que diz respeito ao asteroide Apophis…, o mundo deve acabar em 2012, segundo um e-mail que circula por aí.)
Há algum tempo atrás saiu uma previsão catastrófica que dizia que em 2036 as chances do asteroide Apophis acertar a Terra seriam de 1 em 45.000. Esse ainda é um valor bem baixo, mas comparando-se com as probailidades de asteroides de tamanho parecido acertarem a Terra (o Apophis tem algo em torno de 250 metros de comprimento), esse é um número “pouco confortável”.
O asteroide foi descoberto em 2004 e ficou famoso: o cálculo de sua órbita mostrava que havia uma chance em 37 de o Apophis acertar a Terra no dia 13 de abril de 2029 (por coincidência uma sexta-feira). Seis meses depois, ficou evidente que o risco não era tão grande assim. Mas esta sexta em 2029 ainda será especial: nesse dia o Apophis passará a menos de 30 mil km da superfície terrestre.
Então a previsão passou para 2036 com as tais uma chance em 45 mil. Mas agora saíram mais dados que ajudaram a refinar o cálculo da órbita do Apophis, jogando as chances para 1 em 250 mil. Na ocasião, este asteróide deve passar a 32 mil quilômetros da superfície terrestre. De qualquer maneira estamos salvos!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vacina de vírus comum pode ter efeito sobre H1N1, diz estudo

A vacina contra gripe comum pode oferecer "certa proteção" contra a influenza H1N1 (suína), contradizendo estudos anteriores, afirmam pesquisadores mexicanos. Eles descobriram que as pessoas vacinadas contra o vírus sazonal têm menos possibilidades de adoecer ou morrer por causa da gripe suína que aqueles que não foram imunizados.

"Estes resultados devem ser considerados prudentemente e de forma alguma indicam que a vacina contra a gripe comum deve substituir a vacinação contra a pandemia da gripe A/H1N1", escreveram Lourdes García-García e seus colegas do Instituto Nacional de Saúde Pública de Cuernavaca no British Medical Journal.

A equipe de García estudou 60 doentes confirmados de gripe suína e 180 pessoas semelhantes com outras doenças. Somente oito pessoas que tinham sido vacinadas contra a gripe comum estavam entre os casos de H1N1. O estudo descobriu que 29% das pessoas que não tinham sido vacinadas se infectaram com o vírus H1N1, contra 13% de infectados entre os vacinados.

Nenhum dos vacinados morreu, mas 35% dos pacientes de gripe suína que morreram não tinham sido vacinados contra a gripe comum.

Ação do ribossomo é fundamental para todos os organismos vivos

Entenda o processo que rendeu o Nobel de química deste ano.
Pesquisa pode gerar o desenvolvimento de novos antibióticos.

O Nobel de química deste ano, concedido nesta quarta-feira (7) a Venkatraman Ramakrishnan, Thomas A. Steitz e Ada E. Yonath, reconhece a importância da decodificação de um processo fundamental para a vida. Os cientistas mostraram a aparência e o funcionamento do ribossomo em nível atômico.

Os ribossomos produzem proteínas, que por sua vez controlam a química de todos os organismos vivos. Como os ribossomos são cruciais para a vida, também se tornaram um alvo preferencial para o desenvolvimento de novos antibióticos.
Os novos medicamentos funcionam bloqueando a função dos ribossomos nas células das bactérias, evitando que estas bactérias produzam novas proteínas que precisam para sobreviver.
No anúncio do prêmio, durante entrevista coletiva na Real Academia Sueca de Ciências, os três cientistas foram descritos como "guerreiros na luta contra o crescente número de infecções bacterianas incuráveis".

'Guerreiros' contra as bactérias
O ribossomo traduz o código genético para a produção de proteínas, que são os blocos que constroem todos os organismos vivos. Esta estrutura das células também é o principal alvo de novos antibióticos, que combatem variedades de bactérias que desenvolveram resistência aos antibióticos tradicionais.

Os novos medicamentos funcionam bloqueando a função dos ribossomos nas células das bactérias, evitando que estas bactérias produzam novas proteínas que precisam para sobreviver.

No anúncio do prêmio, durante entrevista coletiva na Real Academia Sueca de Ciências, os três cientistas foram descritos como "guerreiros na luta contra o crescente número de infecções bacterianas incuráveis".


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O que é efeito estufa?

Observada do espaço, nossa atmosfera nada mais é do que uma fina camada de gás ao redor de um enorme e volumoso planeta. Mas é esse anel gasoso externo e seu efeito enganosamente denominado efeito estufa que possibilitam a vida na Terra – e que poderão destruir a vida como a conhecemos.

O Sol é a principal fonte de energia da Terra, uma estrela flamejante tão quente que podemos sentir seu calor a 150 milhões de quilômetros de distância. Seus raios penetram em nossa atmosfera e se irradiam sobre nosso planeta. Cerca de um terço desta energia solar é refletida de volta ao universo por geleiras reluzentes, pela água e por outras superfícies brilhantes. Dois terços, entretanto, são absorvidos pela Terra, aquecendo terras, oceanos e a atmosfera.

Grande parte deste calor irradia-se de volta ao espaço, mas uma parte é armazenada na atmosfera. Este processo é denominado efeito estufa. Sem ele, a temperatura média da Terra seria de gelados -18º Celsius, mesmo com o fornecimento constante de energia pelo Sol.

Em um mundo como esse, a vida na Terra provavelmente jamais teria emergido do mar. Graças ao efeito estufa, todavia, o calor emitido pela Terra é capturado na atmosfera, proporcionando-nos uma temperatura média agradável, de 14ºC.

Os raios solares penetram no teto de vidro e nas paredes de uma estufa. Mas, uma vez que aquecem o solo, o que, por sua vez, aquece o ar no interior da estufa, os painéis de vidro capturam o ar quente e as temperaturas aumentam. Porém nosso planeta não tem paredes de vidro: a única coisa que se aproxima dessa ação é nossa atmosfera.
Como um radiador no espaço
Somente metade de toda a energia solar que alcança a Terra é radiação infravermelha e causa aquecimento imediato quando atravessa a atmosfera. A outra metade é de frequência mais alta, e somente se traduz em calor uma vez que atinge a Terra, sendo depois refletida de volta ao espaço na forma de ondas de radiação infravermelha.

Essa transformação da radiação solar em radiação infravermelha é crucial, uma vez que a radiação infravermelha pode ser absorvida pela atmosfera. Assim, em uma noite clara e fria, parte dessa radiação infravermelha, que normalmente se dissiparia no espaço, é capturada na atmosfera da Terra. E, como um radiador no meio de um quarto, nossa atmosfera irradia esse calor em todas as direções.

Parte desse calor retorna, finalmente, ao nada congelado do espaço. Parte é devolvida à Terra, onde ocasiona aumento das temperaturas globais. Já o nível de aquecimento aqui depende de quanta energia é absorvida lá em cima – e isso, por sua vez, depende da composição da atmosfera.
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Derretimento do Ártico.