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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Paludismo teve origem nos gorilas

Doença mata um milhão de pessoas e infecta 250 milhões por ano


Plasmodium falciparum, o agente responsável pela malária

O paludismo, que infecta anualmente 250 milhões de pessoas, tem origem nos gorilas, uma descoberta publicada na Nature e que poderá permitir lutar melhor contra a doença.

O estudo incide sobre o parasita Plasmodium falciparum, a espécie "mais mortal, virulenta e frequente" entre as cinco identificadas nos humanos, explicou um dos co-autores da investigação, Eric Delaporte, do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, com sede em Marselha, França.

A equipe de cientistas, coordenada por Beatrice Hahn, da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, analisou perto de três mil amostras de fezes de símios, recolhidas em 57 sítios da África Central, e concluiu que o parasita estendeu-se largamente, em 32 a 48 por cento das situações, aos gorilas do Oeste africano (Camarões, Gabão...) e a chimpanzés.

Usando a técnica sequencial de DNA, os investigadores descobriram que "os gorilas estavam infectados com diferentes estirpes de Plasmodium falciparum, sendo que uma era exactamente o antepassado da estirpe que se encontra no Homem", adiantou Eric Delaporte, sublinhando, por isso, que "são os gorilas que contaminaram os humanos e não o inverso".

O paludismo mata anualmente um milhão de pessoas, 90 por cento das quais na África Subsariana e na maioria crianças.

sábado, 17 de julho de 2010

Cientistas criam mosquito incapaz de transmitir malária

Todos os anos, 250 milhões de pessoas são infectadas com o parasita que provoca a doença

«Anopheles stephensi» responsável pela transmissão do parasita que provoca a malária
«Anopheles stephensi» responsável pela transmissão do parasita que provoca a malária
Uma equipa de cientistas da Universidade do Arizona, Estados Unidos, conseguiu criar em laboratório um mosquito incapaz de transmitir o parasita Plasmodium falciparum que provoca malária. O estudo agora publicado na «PLoS Pathogens» dá conta da importância do êxito das experiências.

Os investigadores conseguiram que a manipulação genética fosse transmitida à descendência dos insectos modificados, o que pode ter consequências positivas para futuro quebrar o ciclo de transmissão da doença.

Por ano, 250 milhões de pessoas contraem malária através de picadas de mosquitos. A maior parte delas são crianças africanas. Esta doença, para a qual ainda não se encontrou um tratamento eficaz, mata um milhão de crianças com menos de cinco anos todos os anos. Muitas outras conseguem sobreviver mas podem sofrer graves danos cerebrais.
Não é a primeira vez que os cientistas tentam criar um mosquito incapaz de transmitir a doença. Mas até agora nenhuma das tentativas para erradicar o ciclo tinha resultado. Agora, afirma Michael Riehle, o que se procura é “eficácia a cem por cento, que nenhum parasita sobreviva para infectar humanos”.
No mosquito geneticamente modificado, o parasita Plasmodium falciparum, não consegue crescer. Para já, os exemplares estão fechados num centro de segurança máximo. No entanto, pode ser que no futuro esta espécie incapaz de transmitir a doença seja inserida nas populações selvagens. Assim, os seus descendentes não conseguirão transmitir o parasita.
As experiências foram realizadas com a espécie Anopheles stephensi, o mosquito que mais transmite a doença no Médio Oriente e no sul da Ásia. Existem ainda mais de 20 espécies diferentes do género Anopheles que funcionam como veículo de transmissão.