segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dieta rica em frutos secos, peixe e legumes pode prevenir Alzheimer

Frutos secos integram a dieta que pode prevenir o  Alzheimer
Frutos secos integram a dieta que pode prevenir o Alzheimer
Embora não tenha cura, a doença de Alzheimer pode ser prevenida através de uma alimentação rica em frutos secos, peixe e legumes, revela um estudo publicado na revista científica Archives of Neurology.

O investigador Yian Gu, juntamente com colegas da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, analisou detalhadamente, ao longo de quatro anos, as dietas alimentares de 2148 nova-iorquinos reformados, tendo verificado que aqueles que mantinham uma dieta padrão com estes alimentos e evitavam os lacticínios gordurosos e a carne vermelha apresentavam menos hipóteses de sofrer de Alzheimer.

Os investigadores acreditam que o “segredo” está nos diferentes níveis de nutrientes oferecidos por essa combinação de alimentos, pois dietas ricas em ácidos gordos como o ómega 3, vitamina E ou folatos, mas pobres em gorduras saturadas, tendem a ser melhores para o ser humano.
Já estudos anteriores demonstraram também que a vitamina E tem efeitos oxidantes e prolonga a vida de portadores de Alzheimer, assim como os folatos reduzem os níveis do aminoácido homocisteína (associada ao Alzheimer) na circulação sanguínea.

Rebecca  Wood
Rebecca Wood
Por outro lado, também já foi provado que as gorduras saturadas podem aumentar os riscos de demência na medida em que promovem a formação de coágulos no sangue, referem os investigadores.
Rebecca Wood, directora do Alzheimer's Research Trust, acredita que perceber a conexão entre a dieta alimentar e os riscos de demência pode ajudar a prevenir doenças como Alzheimer em algumas pessoas, pelo que é importante adoptar o estilo de vida à medida que se envelhece, ainda que isto não seja suficiente para eliminar por completo os riscos de se vir a sofrer desta doença neurodegenerativa.

Descoberto tapete microbiano do tamanho da Grécia

Censo da Vida Marinha garante que 50 a 90 por cento da biomassa dos oceanos são micróbios
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Os investigadores do Censo da Vida Marinha dão um grande impulso no estudo dos habitantes mais pequenos do oceano.

O reino do deus Neptuno é cada vez mais conhecido. Um grupo de mais de dois mil cientistas de 80 países acaba de terminar o maior inventário das espécies mais pequenas do oceano.Numa das maiores colaborações científicas mundiais, elaborou-se um censo histórico de micróbios, zooplâncton, larvas e seres microscópicos fundamentais para a alimentação e para o sistema respiratório da Terra.
Como exemplo, numa região oceânica da costa oeste da América do Sul encontrou-se um tapete microbiano do tamanho da Grécia.
Esta investigação será apresentada num simpósio internacional, em Outubro em Londres, e é o centro de quatro dos 14 projectos do Censo da Vida Marinha (COML).
A identificação destas espécies é muito complicada. Além da dificuldade em encontrá-las e classificá-las por grupos é também complexo saber em que quantidades existem. Estes dados são fundamentais para entender o tamanho, a dinâmica e a estabilidade da cadeia de alimentação da Terra, o ciclo de carbono e outros dados a nível do planeta.
A investigação, gravação e registo da vida matinha tem sido realizada nos últimos dez anos.

Biodiversidade marinha


Os micróbios marinhos são os mais pequenos e essenciais para o funcionamento do planeta e constituem de 50 a 90 por cento de toda a biomassa do oceano.

Mitch Sogin, responsável ICoMM
Mitch Sogin, responsável ICoMM
A tecnologia deste milénio (especialmente a sequenciação do DNA) permitiu revelar este surpreendente mundo microscópio, até ao momento desconhecido pelo ser humano.

“A magnitude da descoberta no mundo dos micróbios é extraordinária”, afirmou Mitch Sogin, responsável pelo Censo Internacional de Micróbios Marinhos (ICoMM) e investigador do Laboratório de Biologia Marinha em Woods Hole, em Massachusetts, nos Estados Unidos.

“Os cientistas estão a descobrir e a descrever um mundo assombroso de biodiversidade e abundância microbiana marinha, os seus padrões de distribuição e alterações estacionais”, afirmou Sogin.

A rara biosfera


Depois de extrair amostras do oceano de mais de 1 200 lugares em todo o mundo, os investigadores de COML incluíram numa base de dados 18 milhões de sequências de DNA da vida microbiana, que se ramificaram em mais de 100 grandes filos (tipo de organização taxonómica, onde se agrupam os organismos dentro do reino e classe dos seres vivos).
No mar podem existir mil milhões de espécies de  micróbios
No mar podem existir mil milhões de espécies de micróbios
As revelações sobre o mundo microbiano na última década levaram os investigadores a rever drasticamente as suas estimativas acerca da diversidade − pode ser que existam cem vezes mais géneros microbianos do que se pensava anteriormente.
Durante um estudo de 2007, sequenciaram-se os genes de mais de 180 mil espécies do lado britânico do Canal da Mancha. No entanto este nível amostragem “está longe de esgotar a diversidade actual”, explicaram os investigadores que garantiam que de uma em cada 25 leituras resultava um novo género de bactérias.
Os cientistas também se surpreenderam e denominaram esta descoberta como “a rara biosfera” de micróbios.

Bactérias aos milhões

John Baross da Universidade de Washington, que preside ao conselho científico do ICoMM, explica que com os métodos tradicionais os especialistas isolaram e caracterizaram apenas 20 mil micróbios marinhos.

Sequênciação permite catalogar dados
Sequênciação permite catalogar dados
Os investigadores do censo sugerem que, dentro de uns limites de tamanho determinado, mais de 20 milhões de tipos de bactérias vivem no oceano. No entanto, Baross alerta: “O número total de espécies de micróbios marinhos, incluindo tanto as bactérias como as arqueias (microrganismos unicelulares), baseado na caracterização molecular, aproxima-se dos mil milhões”.

O investigador de Washington prossegue: “O ICoMM estudou relativamente pouco os ambientes microbianos dos oceanos, e há bactérias associadas com cada um das centenas de milhares de grandes animais marinhos, os quais têm uma flora microbiana no intestino e na sua superfície exterior que evoluem conjuntamente com os animais. As centenas de milhões de espécies microbianas são consequência da fauna marinha, isto é uma enorme fronteira de investigação na próxima década. Por exemplo, um estudo de esponjas da Grande Barreira de Coral da Austrália descobriu uma que era anfitriã de quase três mil unidades operativas taxonómicas das bactérias". Endereço web
John A.  Baross, investigador
John A. Baross, investigador
“A monitorização e visualização de tais populações complexas eram impossíveis há dez anos”
, afirmou Baross. “A sequenciação permite-nos dar o equivalente a uma direção URL da Internet a milhões de micróbios, na qual podemos unir todo o tipo de informação, como a sua temperatura ideal e a quantidade de sal e luz”. A variedade de vírus marinhos pode rivalizar com a dos micróbios. “O primeiro censo dos vírus marinhos deveria ser um objectivo da próxima década”, afirma Baross.

Ácidos Nucléicos

Reino Fungi

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cientistas isolam molécula que afeta depressão e ansiedade

Localizada na região onde se formam neurônios
Uma equipe de investigadores descobriu uma molécula com impacto na formação dos neurônios e cuja ausência pode provocar estados de depressão e de ansiedade, anunciou, em 19 de abril de 2010, a Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, em comunicado.

A molécula, a MIF (Macrophage Migration Inhibitory Factor), tem um "impacto sobre o estado ansioso e/ou depressivo dos ratos, o que pode indicar uma mudança de comportamento", informou a instituição.

A equipa dirigida pela directora do Laboratório de Genética Comportamental do EPFL, Carmen Sandi, descobriu que a ausência da molécula inibe a produção de genes e "desencadeia um aumento de comportamentos ansiosos e depressivos".

Os cientistas descobriram que a MIF era encontrada em grandes quantidades nas células-tronco do hipocampo, uma região do cérebro importante para a formação da memória e um dos locais onde se geram novos neurónios.

Novos neurônios

Com base em estudos anteriores que comprovavam que a formação de novos neurônios era um fator importante para fazer reduzir a ansiedade, os cientistas tentaram manipular a presença da MIF no cérebro dos ratos, eliminando-a.

Carmen Sandi, investigadora principal
Carmen Sandi, investigadora principal
Constataram, então, que a ausência da molécula reduzia de forma significativa a produção de neurónios e aumentava, por consequência, a ansiedade.

A equipe ainda conseguiu provar que a ausência da MIF diminuía a capacidade dos antidepressivos de estimular a formação de neurônios.

Com esta descoberta, os cientistas da EPFL esperam agora desenvolver fármacos contra a depressão, que, segundo a Organização Mundial de Saúde, afeta 121 milhões de pessoas no mundo.

Perda gradual dos dentes pode levar a doença cardiovascular

Infecções bocais podem espalhar-se no sistema circulatório e criar inflamações crônicas.
Uma má saúde dentária pode aumentar o risco de ataques cardíacos, segundo um estudo sueco publicado hoje no «Journal of Periodontology». “As doenças cardiovasculares e em particular patologias coronárias estão fortemente ligadas ao número de dentes de uma determinada pessoa”, explicou Anders Holmlund, do Hospital de Gävle e um dos autores da investigação realizada em três instituições na Suécia.
Já vários estudos demonstraram que pode existir uma ligação entre a saúde bocal e doenças cardiovasculares, mas é a primeira vez que é estabelecida uma correlação directa entre o número de dentes e o risco cardíaco. Holmlund explica no trabalho que uma pessoa com menos de dez dentes tem sete vezes mais possibilidades de padecer deste problema do que outra com a mesma idade, mesmo sexo e com mais de 25 dentes.

A razão apresentada para tal é o facto de as infecções da boca e no contorno dos dentes poderem se espalhar no sistema circulatório e criar inflamações crónicas, ou acidentes cardiovasculares. Para a investigação, Holmlund e os seus colegas, Gunnar Holm e Lars Lind, seguiram 7.674 pessoas de ambos os sexos, a maior parte com problemas dentários, durante 12 anos e verificaram que, em pelo menos 299 pessoas, as causas de morte dos já falecidos foram principalmente devido a ataques cardíacos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, os acidentes cardiovasculares provocam por ano a morte de 17 milhões de pessoas.
Fonte: Ciência Hoje PT