segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

À mercê dos embriões?

Pesquisadora brasileira comenta estudo norte-americano que mostra que células adultas reprogramadas para um estágio em que sejam capazes de se diferenciar em diversos tecidos não são tão parecidas com as células-tronco embrionárias quanto se acreditava.

À mercê dos embriões?

Colônia de células-tronco embrionárias humanas. (foto: Nissim Benvenisty – CC BY NC SA 2.5)

Há quatro anos, nenhuma das células-tronco já descritas pela ciência tinha apresentado potencial terapêutico tão promissor quanto as embrionárias humanas, isoladas em 1998 pelo grupo do pesquisador norte-americano James Thomson. A característica que faz dessas células tão auspiciosas é a pluripotencialidade, ou seja, a capacidade de se transformar em todos os tipos celulares de um indivíduo adulto.

Assim, a mesma célula-tronco que poderia ajudar no tratamento de um infarto ao se transformar em uma célula do coração, serviria também para recuperar neurônios da medula de um paraplégico, dando-lhe a esperança de voltar a andar.

No entanto, apesar da versatilidade dessas células já ser comprovada, sua utilização clínica, que começou a ser testada no ano passado, ainda é um sonho para muitos pesquisadores e pacientes.

Em 2007, porém, o mesmo James Thomson conseguiu, concomitantemente ao grupo japonês do pesquisador Shinya Yamanaka, transformar células adultas de pele humana em células pluripotentes (reprogramação celular).

Além de não serem derivadas de embriões, como as células-tronco embrionárias, as células conhecidas pelo acrônimo iPS (do inglês, induced pluripotent stem cells) poderiam ser derivadas do próprio paciente que as receberia, evitando o risco de rejeição em uma terapia.

Resultados de estudos iniciais conferiram às células iPS o status de “alternativa perfeita” às células-tronco derivadas de embriões

Ou ainda, por possuírem o mesmo material genético do doador, se tornariam a ferramenta ideal para criar modelos de estudo de doenças, pois as células diferenciadas a partir das iPS seriam muito similares às encontradas nos pacientes.

Os primeiros estudos que comparavam as células-tronco embrionárias às células iPS analisavam tanto características fenotípicas – por exemplo, potencial de diferenciação –, quanto o padrão de metilação global do DNA, ou seja, a incorporação de grupamentos metil (radicais formados por um átomo de carbono ligado diretamente a três de hidrogênio) em regiões reguladoras de genes, o que dificulta, geralmente, a expressão dos mesmos.

A maioria desses estudos só confirmou a enorme semelhança que existe entre ambas as células pluripotentes, conferindo às células iPS o status de “alternativa perfeita” às células-tronco derivadas de embriões.

Células iPS
Colônias de células iPS reprogramadas a partir de células da pele apresentam morfologia muito semelhante à de células-tronco embrionárias. (foto: Bruna Paulsen e Renata Maciel/ LaNCE-UFRJ)

Mas teríamos de fato criado a máquina do tempo capaz de fazer uma célula adulta voltar a ser exatamente o que era quando fazia parte do embrião?Nem tão parecidas assim

Diferentemente do que vinha sendo proposto, estudos recentes apontam cada vez mais diferenças marcantes entre as células-tronco embrionárias e as iPS, levantando a questão de quão completa e variável pode ser a reprogramação das células adultas ao estágio pluripotente.

Pela primeira vez, o grupo norte-americano liderado pelo pesquisador Joseph Ecker – e do qual o mesmo James Thomson faz parte – mostrou, em trabalho publicado na revista científica Nature na semana passada, que as células iPS não são tão parecidas com as células-tronco embrionárias quanto se pensava.

Ao avaliar o padrão de metilação – não mais de forma global, mas fazendo uma análise minuciosa de todo o genoma –, o grupo observou que as células iPS apresentavam regiões do DNA com padrões aberrantes em relação às genuínas células-tronco embrionárias.

Estrutura do DNA
Estrutura em dupla hélice de um pedaço de DNA. (foto: Wikimedia Commons)

Além disso, os pesquisadores observaram que as células reprogramadas guardavam, sob alguns aspectos, uma memória epigenética (referente às modificações na estrutura do DNA que ocorrem independentemente de alterações na sequência de seus genes) da célula adulta de origem.

Essas diferenças devem-se, provavelmente, à dificuldade de acessar e remodelar algumas regiões do genoma devido à organização estrutural do DNA anterior à reprogramação.

Ainda não se sabe como esses “erros” poderiam ser evitados. Mas é fato que eles existem e parecem ser intrínsecos ao processo de reprogramação, uma vez que o grupo testou diferentes linhagens de células iPS produzidas, inclusive, em diferentes laboratórios.

Viabilidade das células reprogramadas

Como o processo de geração de células iPS não é um fenômeno que ocorre naturalmente, é de se esperar que ele seja suscetível a imperfeições e pequenas variações, o que certamente não o torna menos fascinante e promissor. Mas até que ponto essa diferença inviabilizaria a utilização das células iPS?

Caso o mesmo James Thomson ou, quem sabe, outro pesquisador não consiga encontrar a solução para evitar esse tipo de aberração, uma alternativa seria investigar as consequências desses “erros”, e se elas inviabilizariam o uso dessas células. Padrões de metilação aberrantes podem ter grandes implicações, sim. Ou não.

Estudos que comprovem a funcionalidade e a não malignidade dessas células são complementares a este e podem ajudar a responder a questão.

As pesquisas com células iPS ainda são muito recentes. Estudos como esses, que ajudam na caracterização das células, são de extrema importância conceitual e, obviamente, para a definição de sua aplicabilidade na pesquisa básica e clínica.

Por enquanto, as diferenças entre as iPS e as células-tronco embrionárias não são suficientes para embargar os estudos de reprogramação

Ainda é cedo para dizer se as células iPS se tornarão obsoletas. Por enquanto, as diferenças observadas entre as iPS e as células-tronco embrionárias não são suficientes para embargar os estudos de reprogramação.

No Brasil, ainda são poucos os grupos trabalhando com células iPS, apesar de o número de pesquisadores interessados em iniciar uma linha de pesquisa com essas células ser cada vez maior. Esperamos e acreditamos que trabalhos produzidos inteiramente no país sejam competitivos e possam colaborar para a geração de conhecimento na área.

Enquanto isso, uma prova de que as pesquisas com células iPS ainda são bastante promissoras e não perderam o encanto foi a publicação na revista Cell, no final do ano passado, do trabalho desenvolvido pelo pesquisador brasileiro Alysson Muotri na Califórnia.

O grupo do pesquisador utilizou as células iPS como ferramenta para modelar a Síndrome de Rett – um dos tipos mais graves de autismo –, recapitulando os estágios iniciais do desenvolvimento da doença e gerando um instrumento promissor para o rastreamento de fármacos, diagnósticos e tratamentos personalizados.

Em relação à aplicação clínica das células iPS, muito mais ainda precisa ser investigado. Foram necessários doze anos entre o isolamento das células-tronco embrionárias humanas e o início do primeiro estudo clínico com essas células. Certamente, nesse sentido, as iPS ainda estão só engatinhando.
Bruna Paulsen
Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Petrobras vira nome de titanossauro descoberto na Argentina

Sinal dos tempos: hoje em dia até dinossauro tem "naming rights" --termo que se usa quando uma empresa coloca o seu nome em um estádio de futebol ou em uma sala de cinema, por exemplo.

O caso de merchandising paleontológico mais recente é o de um titanossauro argentino herbívoro e quadrúpede com 85 milhões de anos de idade, 22 metros e até 35 toneladas que ganhou o nome da Petrobras, descoberto por pesquisadores de lá.


Editoria de Arte/Folhapress

Casos parecidos aconteceram recentemente com outras empresas do ramo da Petrobras. O dino Futalognkosaurus dukei, de 2007, por exemplo, tem esse nome por causa da Duke Energy. O Panamericansaurus, do ano passado, refere-se à Pan American Energy.

A homenagem dos hermanos não é, claro, só um gesto de camaradagem latino-americana: a Petrobras, que hoje tem vários poços pelo país, dá suporte logístico (como alojamento e alimentação) a paleontólogos do país que tentam encontrar fósseis perto das perfurações.

Segundo Leonardo Filippi, paleontólogo do Museo Municipal Argentino Urquiza e autor do artigo científico, não é bem, então, que a Petrobras tenha "comprado" o nome do bicho. Nas palavras dele, é um "reconhecimento da colaboração constante" da empresa brasileira.

Involuntariamente, os argentinos acabaram revivendo a crítica de que a Petrobras, supostamente gigante e lenta, seria um dinossauro. Ao menos não deram ao bicho o famigerado apelido de "Petrossauro", mas sim o nome de Petrobrasaurus puestohernandezi --o segundo nome por causa de Puesto Hernández, na Patagônia, local onde o animal foi achado.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

NOVA TÉCNICA CIRÚRGICA PARA HEMORROIDA

HEMORROIDAS
Uma nova técnica cirúrgica para acabar com a hemorroida chega ao país. Criada por médicos italianos, a Desarterialização Hemorroidária Transanal guiada por Doppler (THD) é realizada sem cortes, o que permite um pós-operatório praticamente indolor e uma recuperação bem mais veloz. Por enquanto, o único centro a utilizar o procedimento é o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Pelo menos metade da população vai sofrer de hemorroida em algum momento da vida. O problema é resultado da dilatação das artérias que ficam na região do ânus. Elas podem ser internas ou externas, causando dor, prurido e sangramento. Predisposição genética, dificuldades para evacuar e esforço físico excessivo podem deflagrar a doença.
Apesar do extremo incômodo, muita gente se recusa a procurar ajuda médica, por constrangimento ou por medo de ser operado. Nos casos mais simples, medicamentos, medidas ambulatoriais e mudanças na dieta são suficientes para conter o problema. Mas parte dos pacientes precisa ser submetida à operação. "A cirurgia convencional é realizada com a remoção dos vasos, o que causa dor no pós-operatório", diz o médico-cirurgião do Einstein Sidney Klajner.
O novo procedimento, indicado para hemorroidas internas, é feito com sedação ou anestesia raquidiana. Durante a cirurgia, um anuscópio é inserido no paciente e o Doppler (equipamento de ultrassom que mede o fluxo sanguíneo pelo som) identifica, pela pulsação, a artéria inchada. Com uma agulha que passa pelo interior do equipamento, o cirurgião costura a artéria em um ponto específico. Assim, o fluxo de sangue é reduzido e os sintomas desaparecem.
O paciente pode sair na manhã seguinte ou até no mesmo dia, retomando suas atividades. E não há necessidade de usar aquela almofada especial associada à hemorroida. A THD eleva em R$ 1.500 o custo da cirurgia, segundo Klajner.
Desde que a técnica foi registrada na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), dezesseis pacientes passaram pelo procedimento no Einstein. Mas a THD já é utilizada com sucesso, desde 2003, em países como Itália, Reino Unido e EUA. (Fonte: noticias.uol.com.br)

Câncer de pênis


PÊNIS COM FIMOSE
A doença responde por poucos casos de câncer nos homens. No entanto, torna-se muito grave porque atinge a camada da população de baixo nível econômico, que convive com a miséria e com a falta de informação sobre o assunto.
No Brasil, o tumor representa 2% de todos os casos de câncer no homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste. Entretanto, nas regiões de maior incidência, o câncer de pênis supera os casos de câncer de próstata e de bexiga. Maranhão, Ceará, Pernambuco, Bahia e Pará são os estados com maior concentração de casos de câncer de pênis no Brasil. A informação consta do estudo epidemiológico da doença no país, realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Assim, está diretamente relacionado às baixas condições sócio-econômicas e de instrução, à má higiene íntima e a indivíduos não circuncidados. O dado social mais triste é o de que a maioria dos casos só é descoberta em estágio avançado, quando o único tratamento possível é a retirada total do órgão.
A falta de higiene é um dos maiores fatores de risco para esse tipo de câncer. Faz parte da prevenção da doença lavar o o pênis diariamente com água e sabão, em especial debaixo do prepúcio, a pele que recobre a cabeça do genital (glande). Esse ato não só impede o surgimento de infecções, como leva o homem a observar se existe algum tipo de alteração ou ferida no órgão.
Outros fatores de risco são as lesões penianas crônicas, o comportamento sexual de risco, a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) e a fimose que ocorre quando a pele do prepúcio é estreita ou pouco elástica, impedindo a exposição da glande e a limpeza adequada.
A manifestação clínica mais comum do câncer de pênis é uma ferida persistente ou uma tumoração localizada na glande, no prepúcio ou no corpo do pênis. É preciso destacar que qualquer ferimento que não cicatriza, ou uma tumoração, independente de causarem dor devem ser examinados por um médico. Em alguns casos, o crescimento nos gânglios inguinais - íngua na virilha - pode ser uma manifestação inicial do câncer de pênis.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, (INCA), cerca de mais da metade dos pacientes com câncer de pênis demoram mais de um ano para procurar assistência médica, após o aparecimento das lesões iniciais. Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de pênis apresenta elevada taxa de cura.
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o crescimento local da doença e a posterior amputação do pênis, que traz conseqüências físicas, sexuais e psicológicas para o homem. Por isso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura. O tratamento depende da extensão local do tumor e do comprometimento dos gânglios inguinais. Cirurgia, radioterapia e quimioterapia são as alternativas terapêuticas.
Quando falamos em câncer de pênis, o mais importante é disseminar massivamente entre a população masculina noções básicas de higiene íntima. Além disto, a prevenção da doença pode ser feita se o cidadão tiver a noção da importância de fazer o auto-exame do pênis.
Ao realizar o autoexame, os homens devem estar atentos à: - perda de pigmentação ou manchas esbranquiçadas; - feridas e caroços no pênis que não desapareceram após tratamento médico, e que apresentam secreções e mau cheiro; - tumoração no pênis e/ou na virilha (íngua); - inflamações de longo período com vermelhidão e coceira, principalmente nos portadores de fimose. (Fonte: Urologista Dr Ricardo Felts de La Roca/minhavida.com.br)

Novo fármaco para a malária/malária-sintomas



Anopheles albitarsis
A Organização Mundial da Saúde considera a malária a doença tropical mais importante. Além de ser responsável por grande quantidade de mortes, ela também é hoje a enfermidade que mais gera problemas sócio-econômicos. A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium e é transmitida de homem para homem por mosquitos do gênero Anopheles. (http://www.fiocruz.br/)
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está desenvolvendo um novo produto farmacêutico para combater a malária.
O sal híbrido Mefas é um insumo farmacêutico ativo (IFA) resultante da combinação de duas substâncias: artesunato e mefloquina. O novo fármaco está sendo desenvolvido em colaboração com o Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR) em Minas Gerais.
Atualmente, o Farmanguinhos produz o ASMQ, formulação em dose fixa combinada de artesunato e mefloquina, que é indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o tratamento da malária.
Segundo a Fiocruz, o Mefas é mais eficaz contra a malária do que os medicamentos artesunato e mefloquina, tanto usados separadamente como sob a forma do ASMQ.
Outra vantagem é que o novo fármaco causa menos efeitos colaterais – o sal híbrido não apresentou toxicidade mesmo quando utilizado em dose 100 vezes superior à necessária. Nos testes feitos em animais, o Mefas conseguiu curar a malária com metade da dose do ASMQ.
A Fiocruz já começou a realizar o estudo comparativo da biodisponibilidade, teste que avalia o grau de absorção da substância pelo organismo e sua disponibilidade no local de ação.
O próximo passo será encontrar um parceiro (empresa farmacêutica ou entidade financiadora internacional) que viabilize a realização dos estudos finais para se chegar ao produto registrado.
Após essa etapa, o fármaco será disponibilizado à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e a outros países endêmicos, tal como ocorre com o ASMQ. Mais informações: http://www.fiocruz.br (Fonte: FAPESP)

Malária

Malária é uma doença prevalente nos países de clima tropical e subtropical. Também conhecida como sezão, paludismo, maleita, febre terçã e febre quartã, o vetor da doença é o anofelino (Anopheles), um mosquito parecido com o pernilongo que pica as pessoas, principalmente ao entardecer e à noite.

O ciclo da malária humana é homem-anofelino-homem. Geralmente é a fêmea que ataca porque precisa de sangue para garantir o amadurecimento e a postura dos ovos. Depois de picar um indivíduo infectado, o parasita desenvolve parte de seu ciclo no mosquito e, quando alcança as glândulas salivares do inseto, está pronto para ser transmitido para outra pessoa.

A Amazônia é a região do Brasil onde ocorrem 98% dos casos de malária.

Tipos de parasita

Existem mais de cem tipos de plasmódio, o parasita da malária. Dos que infectam o homem, quatro são os mais importantes: Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale. A doença provocada pelo vivax é a mais comum e a provocada pelo malariae, a menos grave. Já a provocada pelo ovale é típica da África.

Ciclo do parasita

O plasmódio desenvolve um ciclo sexuado dentro do organismo do mosquito e um assexuado no organismo humano. Depois de 30 minutos que entrou na circulação sangüínea do homem, alcança o fígado e vai-se multiplicando dentro das células hepáticas até que elas arrebentam. Então, eles se espalham no sangue e invadem os glóbulos vermelhos, onde se reproduzem a tal ponto que eles se rompem também.

Transmissão

A transmissão da malária pode ocorrer pela picada do mosquito, por transfusão de sangue contaminado, através da placenta (congênita) para o feto e por meio de seringas infectadas.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios intensos que se alternam com ondas de calor e sudorese abundante, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço. Dependendo do tipo de malária, esses sintomas se repetem a cada dois ou três dias.

Diagnóstico e período de incubação

O período de incubação depende do tipo de malária, mas varia de 7 a 28 dias a partir do momento da picada.
Caso a pessoa tenha febre depois de ter visitado áreas de risco, a possibilidade de ter contraído malária deve ser levada em consideração. Para confirmar o diagnóstico, existe um exame de lâmina, também chamado de gota espessa ou esfregaço, que consiste em puncionar a ponta de um dedo para obter uma gota de sangue e analisá-lo.

Tratamento

Não existe vacina contra a malaria, uma doença autolimitada, mas que pode levar à morte se não for tratada em determinados casos. O tratamento padronizado pelo Ministério da Saúde é feito por via oral e não deve ser interrompido para evitar o risco de recaídas.

O medicamento indicado para a malária vivax é bem tolerado e não provoca efeitos colaterais. O mesmo não acontece com os indicados para a malária falciparum, o que dificulta seu uso nesse caso.

Recomendações

* Use repelente no corpo todo, camisa de mangas compridas e mosquiteiro, quando estiver em zonas endêmicas;

* Evite banhos em igarapés e lagoas ou expor-se a águas paradas ao anoitecer e ao amanhecer, horários em que os mosquitos mais atacam, se estiver numa região endêmica;

* Procure um serviço especializado se for viajar para regiões onde a transmissão da doença é alta, para tomar medicamentos antes, durante e depois da viagem;

* Não faça prevenção por conta própria e, mesmo que tenha feito a quimioprofilaxia, se tiver febre, procure atendimento médico;

* Nunca se automedique.



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

You are my kind- santana