sábado, 31 de outubro de 2009

Casca de abóbora protege contra infecções, diz estudo

As abóboras, tradicionalmente esculpidas e iluminadas para espantar os fantasmas e duendes no Halloween, ou Dia das Bruxas, feriado de origem pagã celebrado amanhã em toda a América do Norte, contêm uma substância que poderia assustar, na verdade, os micróbios que causam, a cada ano, milhões de casos de infecções fúngicas em adultos e crianças. Pelo menos, é o que sugere um novo estudo conduzido por cientistas coreanos e publicado na última edição da revista especializada Journal of Agricultural and Food Chemistry.

No estudo, um time de pesquisadores liderados por Kyung-Soo Hahm e Yoonkyung Park explica que alguns micróbios causadores das doenças fúngicas estão se tornando mais resistentes aos antibióticos existentes. Como resultado, cientistas em todo o mundo estão à procura de novos antibióticos com propriedades variadas. Estudos anteriores já haviam sugerido que a casca da abóbora, muito utilizada na medicina popular de países como o México, Cuba e Índia, pode impedir o crescimento de microorganismos.

Os cientistas extraíram proteínas de cascas de abóbora, para descobrir se estas inibem o crescimento de micróbios, incluindo o perigoso Candida albicans, uma espécie de fungo associado a alguns tipos de infecção oral e vaginal.

Resultado
Uma das proteínas estudadas, a Pr-2, teve efeitos potentes em inibir o crescimento do C. albicans em experimentos de cultura de células, sem efeitos tóxicos evidentes. O estudo sugere que a proteína da abóbora pode ser incorporada em remédios naturais para combater infecções fúngicas. A proteína também retardou o crescimento de vários fungos que atacam plantações e, assim, pode ser útil como uma fungicida agrícola, acrescenta o estudo.

Fonte: JB Online

mpacto do metano no clima é maior do que se pensava

O efeito do gás metano no processo do aquecimento global foi subestimado, segundo um estudo realizado por cientistas americanos que sugere que os modelos e os controles atuais das emissões deveriam ser revisados.

O professor Drew Shindell, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (agência espacial americana), dirigiu o estudo, cuja conclusão principal é que o impacto do metano na temperatura global é 30% maior do que se pensava até o momento.

O problema, segundo Shindell, é que as estimativas feitas até agora não levaram em conta a interação do metano com os aerossóis. Quando este efeito indireto é incluído, uma tonelada de metano multiplica por 33 - e não por 25 como se pensava - o efeito do aquecimento da atmosfera que tem uma tonelada de dióxido de carbono (CO2), em um período de 100 anos.

Em declarações ao jornal britânico The Times, o cientista ressaltou a importância de adotar medidas que permitam frear as emissões de metano, procedentes principalmente da pecuária, do cultivo de arroz e das explorações de carvão e de gás natural.

Calcula-se que o metano é o segundo gás que agrava o efeito estufa com maior impacto no aquecimento global, atrás do CO2, e responsável por um quinto do aumento das temperaturas.

A vantagem sobre as emissões de CO2 é que o metano se decompõe muito mais facilmente, por isso o efeito das medidas para combatê-lo seria notado com maior rapidez. Shindell ressaltou que este tema deve ter uma grande importância na cúpula das Nações Unidas sobre o clima, que será realizada em Copenhague em dezembro.

"Para as mudanças do clima a longo prazo, é impossível prever os efeitos do CO2. É o problema principal e dura centenas de anos, mas se tivéssemos um esforço voltado a fazer frente a outros gases poderíamos ter um impacto muito grande a curto prazo", disse o cientista da Nasa, ao The Times.

Shindell teve sua pesquisa publicada na revista Science, em um artigo no qual também sugere a possibilidade de que as previsões sobre os efeitos da mudança climática sejam otimistas demais. O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, publicado em 2007, estima que a temperatura do planeta aumentará entre 1,1 e 6,4 graus Celsius no século XXI.

Fonte: EFE

Estudo revela mistério de oxigênio marinho que desenvolveu a vida na Terra

Até agora, os cientistas supunham que há 2,4 bilhões de anos a atmosfera terrestre tinha sofrido uma brusca mudança que aumentou o conteúdo de oxigênio nos mares.

Conhecido como "O grande evento da oxidação", esse processo foi um marco na história do planeta porque a transformação abriu passagem para o desenvolvimento de formas biológicas com a passagem de milhões de anos.

No entanto, um estudo realizado por cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) constatou que, na realidade, a produção de oxigênio nos mares do planeta começou cerca de 100 milhões de anos antes do "grande evento".

"Seu descobrimento vai ainda além porque demonstra que até em pequenas concentrações o oxigênio pode ter profundos efeitos na química oceânica", disse Enriqueta Barrera, diretora da Fundação Nacional das Ciências que financiou a pesquisa.

Os cientistas analisaram argila esquistosa que se acumulou durante 2,5 bilhões de anos nos mares da Austrália para estudar a evolução da química oceânica.

Essas capas de argila revelaram o que os cientistas qualificam como "episódios" de acumulação de hidrossulfatos que são cruciais na produção fotossintética de oxigênio.

Segundo Timothy Lyons, bioquímico da Universidade da Califórnia que dirigiu a pesquisa, o surgimento desse tipo de fotossíntese antes do "grande evento" tinha sido até agora um tema de intenso debate.

"Agora descobrimos uma peça importante do quebra-cabeças que levaria a determinar quando apareceu a vida no planeta", assinalou.

"Nossos dados apontam para uma produção de oxigênio mediante fotossíntese muito antes que as concentrações desse elemento fossem uma pequena fração do que são hoje", explicou Chris Reinhard, membro da equipe.

Segundo os pesquisadores a presença de pequenas quantidades de oxigênio pôde ter estimulado a evolução das eucariotas, organismos com material hereditário fundamental cujas células têm um núcleo, milhões de anos antes do "grande evento".

"Esta produção inicial de oxigênio abriu caminho para o desenvolvimento dos animais quase dois mil milhões de anos depois.

Para isso, primeiro teve que ocorrer a aparição das eucariotas", acrescentou.

Fonte: EFE

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Pesquisa aponta o 'calcanhar de Aquiles' do vírus da nova gripe

Antioxidante pode ser a chave para prevenção de danos no pulmão.
Objetivo é que estudo facilite o desenvolvimento de medicamentos.

Enquanto os países lidam com a falta de vacinas contra o vírus da Influenza A (H1N1), pesquisadores encontraram o que dizem ser o 'calcanhar de Aquiles' de todas as cepas da gripe: os antioxidantes.

Em artigo publicado na edição de novembro da "FASEB Journal", revista da Federação Americana das Sociedades de Biologia Experimental, o grupo de pesquisadores mostra que os antioxidantes – as mesmas substâncias encontradas em plantas e comidas – podem ser a chave para a prevenção dos danos causados pelo vírus no pulmão.

“A recente epidemia da nova gripe e a rapidez com que o vírus se espalhou pelo mundo mostra a necessidade de entendermos melhor como o vírus ataca os pulmões e encontrarmos tratamentos”, diz Sadis Matalon, um dos autores do estudo. “Adicionalmente, nossos pesquisadores mostraram que os antioxidantes podem ser benéficos no tratamento da nova gripe.”

Os pesquisadores mostram no trabalho que o vírus danifica o pulmão por meio da proteína M2, que ataca as células. Especificamente, a M2 rompe as células epiteliais do pulmão, responsáveis pela retirada de líquido de dentro do órgão, abrindo caminho para a pneumonia e outras doenças.

Imagem de satélite mostra extensão da poluição sobre a China

Foto com 250 metros por pixel foi obtida pelo Aqua, da Nasa. Inversão térmica pode explicar concentração de poluentes.
Uma bruma de poluição cobre quase todo o território chinês na quarta-feira (28). A imagem, divulgada nesta sexta-feira (30) pela Nasa, foi obtida pelo Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS), um dos instrumentos embutidos no satélite Aqua. A resolução é de 250 metros por pixel. A névoa seca, ou nevoeiro fotoquímico (“haze” ou “smog”) é formada pela condensação de vapor d’água associada a poeira e outros poluentes. É daí que vem o aspecto acinzentado, visível na imagem flagrada pelo Aqua.
Uma inversão térmica deve ser a responsável pela intensificação da poluição no nordeste do país. Normalmente o ar esfria com a altitude, mas às vezes uma camada de ar frio fica aprisionada sob outra, de ar quente. Uma vez que o ar frio é mais denso do que o ar sobre ele, as duas camadas não se misturam e os poluentes se concentram na faixa fria, perto da superfície da Terra.
As inversões térmicas ocorrem com mais frequência durante o inverno, quando noites longas e frias resfriam o chão. A terra fria, por sua vez, esfria o ar próximo do solo.Uma bruma de poluição cobre quase todo o território chinês na quarta-feira (28). A imagem, divulgada nesta sexta-feira (30) pela Nasa, foi obtida pelo Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS), um dos instrumentos embutidos no satélite Aqua. A resolução é de 250 metros por pixel. A névoa seca, ou nevoeiro fotoquímico (“haze” ou “smog”) é formada pela condensação de vapor d’água associada a poeira e outros poluentes. É daí que vem o aspecto acinzentado, visível na imagem flagrada pelo Aqua.
Uma inversão térmica deve ser a responsável pela intensificação da poluição no nordeste do país. Normalmente o ar esfria com a altitude, mas às vezes uma camada de ar frio fica aprisionada sob outra, de ar quente. Uma vez que o ar frio é mais denso do que o ar sobre ele, as duas camadas não se misturam e os poluentes se concentram na faixa fria, perto da superfície da Terra.
As inversões térmicas ocorrem com mais frequência durante o inverno, quando noites longas e frias resfriam o chão. A terra fria, por sua vez, esfria o ar próximo do solo.

Uma ‘caixinha’ de joias e um asteroide espalhafatoso

Saiu ontem uma nova imagem de uma das maravilhas do céu, na minha opinião. Trata-se do aglomerado Kappa Crucis, ou NGC 4755, porém mais conhecido como “caixinha de joias”. Esse aglomerado aberto de estrelas tem esse apelido por causa da miríade de estrelas coloridas agrupadas. É um aglomerado fácil de se achar, fica um pouco à esquerda do braço esquerdo do Cruzeiro do Sul e pode ser visto em ambientes escuros como uma pequena mancha cinza, mesmo a olho nu. Em telescópios pequenos já se revela uma pequena joia dos céus. Em um telescópio de 8 metros, revela-se esta maravilha.

Aglomerados abertos são compostos por estrelas jovens (a caixinha de joias tem “apenas” 16 milhões de anos) e estão em processo de separação. Diferentemente dos aglomerados globulares, que são velhos (bilhões de anos de idade) e as estrelas estão todas ligadas gravitacionalmente.

Intruso sobre a Indonésia
No começo deste mês, sem nenhum “aviso prévio”, um asteroide de aproximadamente 10 metros de comprimento entrou na nossa atmosfera, sobre a Indonésia, e explodiu, sem causar nenhum dano. Não se trata da enganação da cratera na Letônia! Essa explosão teve pouca repercussão na mídia ocidental, mas foi certamente um caso digno de nota, pois o asteroide era completamente desconhecido e nos apanhou de surpresa.

Sua explosão foi equivalente a de uma bomba de 50 quilotons, entre duas ou três vezes o poder de uma bomba atômica da época da Segunda Guerra Mundial. Essa detonação gerou uma onda de choque que disparou os sensores de infrassom que monitoram o tratado que baniu os testes nucleares. De início, esse evento foi confundido com um teste nuclear, mas logo a hipótese foi descartada. Estatisticamente, uma explosão assim é esperada a cada 2-12 anos. Agora os astrônomos estão procurando dados de observatórios e radares que fazem o contínuo monitoramento dos céus para estudar melhor esse objeto.