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sábado, 17 de julho de 2010

Cientistas criam mosquito incapaz de transmitir malária

Todos os anos, 250 milhões de pessoas são infectadas com o parasita que provoca a doença

«Anopheles stephensi» responsável pela transmissão do parasita que provoca a malária
«Anopheles stephensi» responsável pela transmissão do parasita que provoca a malária
Uma equipa de cientistas da Universidade do Arizona, Estados Unidos, conseguiu criar em laboratório um mosquito incapaz de transmitir o parasita Plasmodium falciparum que provoca malária. O estudo agora publicado na «PLoS Pathogens» dá conta da importância do êxito das experiências.

Os investigadores conseguiram que a manipulação genética fosse transmitida à descendência dos insectos modificados, o que pode ter consequências positivas para futuro quebrar o ciclo de transmissão da doença.

Por ano, 250 milhões de pessoas contraem malária através de picadas de mosquitos. A maior parte delas são crianças africanas. Esta doença, para a qual ainda não se encontrou um tratamento eficaz, mata um milhão de crianças com menos de cinco anos todos os anos. Muitas outras conseguem sobreviver mas podem sofrer graves danos cerebrais.
Não é a primeira vez que os cientistas tentam criar um mosquito incapaz de transmitir a doença. Mas até agora nenhuma das tentativas para erradicar o ciclo tinha resultado. Agora, afirma Michael Riehle, o que se procura é “eficácia a cem por cento, que nenhum parasita sobreviva para infectar humanos”.
No mosquito geneticamente modificado, o parasita Plasmodium falciparum, não consegue crescer. Para já, os exemplares estão fechados num centro de segurança máximo. No entanto, pode ser que no futuro esta espécie incapaz de transmitir a doença seja inserida nas populações selvagens. Assim, os seus descendentes não conseguirão transmitir o parasita.
As experiências foram realizadas com a espécie Anopheles stephensi, o mosquito que mais transmite a doença no Médio Oriente e no sul da Ásia. Existem ainda mais de 20 espécies diferentes do género Anopheles que funcionam como veículo de transmissão.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Níveis elevados de colesterol afectam mobilização de células a partir da medula óssea

Estudo pode ter implicações para transplantes de órgãos e compreensão do início do câncer.
Níveis elevados de colesterol são reconhecidos como fatores de risco para o início e progressão de vários cânceres. Agora, investigadores demonstram que níveis elevados de colesterol podem afetar o micro ambiente da medula óssea, mobilizando maior número de células da medula óssea para o sangue periférico. Esta descoberta, por Sérgio Dias e a sua equipe, um grupo externo do Instituto Gulbenkian de Ciência, é publicada na última edição da revista científica «Blood» e poderá ter implicações no transplante de órgãos e no estudo da progressão do câncer.
Os progenitores das células sanguíneas desenvolvem-se na medula óssea, onde maturam em micro ambientes específicos, denominados nichos, antes de sair para o sangue periférico, duma forma muito controlada. É do conhecimento geral que fatores externos afectam esses nichos e consequentemente a produção de células 'maduras' do sangue. Por exemplo, pacientes com níveis elevados de colesterol (hipercolesterolemia) têm mais células sanguíneas periféricas e mais plaquetas sanguíneas (trombocitose).

O grupo de Neoangiogénese, no Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil, utilizou um modelo de ratinho que mimetiza a hipercolesterolemia para demonstrar que o colesterol interfere com o equilíbrio dos nichos celulares da medula óssea, e conduz a que um número elevado de células saiam da medula óssea para a periferia.

Esta descoberta pode ter implicações no transplante de órgãos e em doenças derivadas da medula óssea. Segundo Sérgio Dias, “esta é a primeira vez que se estabelece uma relação directa entre o colesterol e a mobilização de células da medula óssea. Num cenário de transplantação, acreditamos que os doentes com níveis elevados de colesterol poderão estar menos ‘receptivos’, visto que mais células sanguíneas estão a circular nos vasos periféricos. Estes doentes poderão beneficiar de terapias que controlem os níveis de colesterol.”

O investigador acrescenta que “além disso, como o colesterol mobiliza células da medula óssea, prevemos que isso crie mais espaço onde células malignas se podem expandir e disseminar para outros órgãos”.

domingo, 6 de dezembro de 2009

O que é dor?

Os gregos antigos acreditavam que a dor fosse uma emoção. Hoje, embora ainda possamos chorar de dor ou morrer de felicidade quando ela se vai, a ciência classifica a dor como uma sensação. Assim como outros sentidos - olfato ou paladar - a dor necessita de órgãos especiais para a detecção e informação ao SNC. Estes receptores para a dor foram chamados de nociceptores - um trocadilho com a palavra "nocivo".

A busca por estes receptores foi uma luta contínua na ciência. Nem todos foram plenamente estudados, ainda, mas a grande parte dos mecanismos associados ao início e propagação dos impulsos da dor ja é conhecida. Os nociceptores são ativados por, basicamente, 4 tipos de estímulo: mecânico, elétrico, térmico ou químico. A ativação dos nociceptores é, em geral, associada a uma série de reflexos, tais como o aumento do fluxo sanguíneo local, a contração de musculos da vizinhança, mudanças na pressão saguínea e dilatação da pupila. Uma das primeiras descobertas foi a da ação das prostaglandinas sobre os nociceptores. Quando um tecido é injuriado, tal como por uma infecção ou queimadura solar, as suas células liberam prostaglandinas e leucotrienos, que aumentam a sensibilidade dos nociceptores. Hipersensibilizados, os nociceptores são capazes de transformar em dor qualquer impulso, mesmo que mínimo: lembra-se de como doi simplesmente o toque sobre a pele queimada? Este fenômeno é um mecanismo de defesa do organismo e é conhecido como hiperalgesia.

Varios fármacos interferem com o ciclo de produção das prostaglandinas, tal como a aspirina, e reduzem a sensibilização destes tecidos. O bloqueio da sintese ou ação dos leucotrienos também é um alvo dos analgésicos farmacêuticos.


A velocidade de condução do impulso nervoso é diretamente relacionada ao diâmetro da fibra. A dor aguda e súbita é transmitida pelas fibras A, enquanto que a dor persistente e mais lenta é transmitida pelas fibras C.

Os nociceptores são ligados ao SNC por intermédio de fibras nervosas, de três tipos. Fibras Aa, Ad e C. As fibras-Aa têm cerca de 10 mm de diâmetro e são envoltas por uma grossa camada de mielina. Elas conduzem impulsos nervosos na velocidade de 100 metros/segundo. Elas transimitem, também, outros estimulos não dolorosos. As fibras-Ad têm menos do que 3 mm de diâmetro e são encapadas com uma fina camada de mielina. Elas transmitem mais lentamente do que as anteriores: apenas 20 metros/segundo. As mais lentas, entretanto, são as fibras-C; estas fibras não são encapsuladas e têm, no maximo, 1 mm de diâmetro. A transimissão ocorre a não mais do que 1 metro/segundo. Todas as fibras levam os impulsos até a corda espinhal; esta, conduz a informação até o tálamo. Então, é neste momento que a dor é detectada: quando a informação atinge o tálamo.


slideshow://dor.impulso.transmissão

O processo evolucionário nos lotou de nociceptores pelo o corpo inteiro. Algo óbvio, pois a sensação da dor é algo extremamente benéfico e importante para nos alertar da injuria ou moléstia, instruindo-nos a tomar atitudes no sentido de corrigir esta situação indesejada. Hannibal  LecterEntretanto, a mais notória excessão é o cérebro: no cérebro não existe nociceptores. Este orgão é completamente insensível à dor. Isto explica a famosa cena do filme Hannibal, onde o personagem Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) degusta, lentamente, porções do cérebro do seu rival Krendler (Ray Liotta), o qual parece ameno ao episódio e, inclusive, prova um pouco da iguaria. A meninge (membrana que encapsula o cérebro), entretanto, é repleta de nociceptores.



Tipos de Dor




Substância natural pode dar fim às dores crônicas

Pesquisadores americanos descobriram que substâncias presentes em cactus africanos e na pimenta são uma esperança para este mal.
Pesquisadores de uma universidade americana encontraram na natureza uma esperança para o fim das dores crônicas.
Substâncias presentes em cactus africanos e na pimenta já foram testadas com sucesso em ratos de laboratório. A próxima etapa é fazer a experiência em seres humanos como mostra
Pimenta que arde na boca, que queima a pele. Pimenta que compõe ditado popular. Quem nunca disse que ela nos olhos dos outros é refresco?
O doutor Louis Premkumar, pesquisador da Universidade de Illinois do sul resolveu estudar essas sensações de queimação, de dor, causadas pela pimenta, para tentar descobrir uma forma de melhorar a vida daqueles que sofrem com dores crônicas.
As cobaias entraram em ação e o doutor Premkumar e sua equipe começaram a estudar o sistema nervoso dos ratos.
E os testes mostraram que quando os neurônios recebem uma pequena dose eles se ativam e vem a dor. Mas à medida em que dose aumenta eles vão ficando mais calmos e a dor vai sumindo.
Os cientistas descobriram que a pimenta só causa isso porque há neurônios que reagem a um ingrediemte dela, a capsaicina. Anestesias em geral, remédios à base de morfina, eles tiram a dor, dão sensação de dormência, mas eliminam alguns sentidos do corpo. Os efeitos duram pouco e por isso muitas vezes causam dependência.
O jeito foi encontrar um jeito mais potente. Depois de cinco anos de estudo os pesquisadores daqui de Springfield no estado de Illinois concluíram que existe um remédio para acabar com a dor. A dor, pelo menos, dos animais. E este remédio está numa planta encontrada no norte da África.
É a euphorbia resinifera, um cacto que tem a resiniferatoxina, substância conhecida como rtx. Ela é semelhante, mas até mil vezes mais forte que a capsaicina encontrada na pimenta.
“As pesquisas mostraram que uma super-dose da rtx congela o neurônio, bloqueia a transmissão da mensagem para o cérebro e a dor acaba. A resina do cactus africano deixou os ratos sem dor por cinco meses, mas o efeito pode durar até mais”, diz o cientista.
Na geladeira, em cada ampola, uma superdose da arma contra a dor. Por enquanto, contra a dor dos animais. Os testes em humanos estão começando. E o que esses pesquisadores querem é ver nas farmácias um remédio contra esse mal. Eles e aqueles que sofrem com a dor.