domingo, 1 de agosto de 2010

Declínio de fitoplâncton pode comprometer cadeia alimentar

Aquecimento global altera ecossistemas marinhos

Fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha
Fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha
Um estudo, publicado hoje na Nature, alerta que o decréscimo de fitoplâncton pode comprometer a cadeia alimentar nos oceanos, inclusive o consumo humano de peixe.
Os organismos microscópicos, que são a base da vida animal marinha, de camarões a baleias, estão a desaparecer em todo o mundo à taxa de um por cento ao ano.
Desde 1950, a massa de fitoplâncton desceu 40 por cento, provavelmente por causa do impacto do aquecimento global, ressaltaram os investigadores.
"O fitoplâncton é o combustível que move os ecossistemas marinhos", disse o autor do estudo, Daniel Boyce, professor da Universidade Dalhousie, no Canadá.
O ritmo deste declínio, maior nas regiões polares e tropicais coincidiu com o ritmo com que se aquecem as temperaturas da superfície dos oceanos, como resultado das mudanças climáticas.
Boris Worm, co-autor do estudo
Boris Worm, co-autor do estudo
Como todas as plantas, o fitoplâncton precisa de luz do sol e nutrientes para crescer. No entanto, os oceanos mais quentes ficam mais estratificados, criando uma zona morta na superfície.
"O fitoplâncton é uma parte crítica do sistema de suporte do planeta: Produz metade do oxigénio que respiramos, reduz o dióxido de carbono na superfície e sustenta toda a indústria pesqueira", explicou Boris Worm, co-autor do estudo.

Mundo mais quente

A investigação "não faz um bom prognóstico de ecossistemas pelágicos ou ecossistemas de mar aberto num mundo que, provavelmente, ficará mais quente", ressaltaram, em artigo David Siegel, cientista da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, e Bryan Franz, biólogo marinho do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA.

Derek Tittensor, investigador
Derek Tittensor, investigador
Em estudo, também publicado este mês na Nature, uma equipe de cientistas chefiada por Derek Tittensor, também de Dalhousie, descobriu a relação entre as temperaturas marinhas e a concentração de biodiversidade dos oceanos.
Em mais de onze mil espécies, de zooplâncton a baleias, o único fator ambiental vinculado a todas as espécies é a temperatura.
"Este vínculo sugere que o aquecimento dos mares, como o provocado pela mudança climática, pode alterar a distribuição de vida marinha", disse Tittensor através de comunicado.

Fonte: Ciência Hoje Pt

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Arqueólogos fazem descoberta «excepcional» em Stonehenge

Uma equipe de arqueólogos descobriu uma estrutura circular, presumivelmente neolítica, a cerca de 900 metros do monumento de Stonehenge. O achado já foi classificado como «excepcional» e é considerado a maior descoberta nos últimos 50 anos.

A estrutura, que consiste num círculo de buracos em volta de um conjunto de poços, está localizada a cerca de 900 metros de Stonehenge e «é provavelmente o primeiro grande monumento cerimonial descoberto nos últimos 50 anos».

Quem o diz é o professor de Arqueologia da Universidade de Birmingham, Vince Gaffney, que liderou a equipa responsável pela descoberta. Em declarações à BBC, Gaffney explicou que os poços deverão ter sido escavados para segurar um círculo de postes de madeira. «É o equivalente de madeira do Stonehenge», declarou.

Apesar de esta descoberta não dissipar todos os mistérios sobre o Stonehenge, Gaffney diz-se «certo» que novas descobertas serão feitas na área. «A ideia era que isto era só um campo deserto – agora já sabemos que existe um complexo de monumentos rituais em Stonehenge».

sábado, 17 de julho de 2010

Galinha surgiu antes do ovo

Enigma foi desvendado por investigadores ingleses
Enigma foi desvendado por investigadores ingleses

O enigma sobre o que surgiu primeiro, se o ovo ou a galinha, foi esclarecido por investigadores das Universidades de Sheffield e Warwich, no Reino Unido.

De acordo com os resultados obtidos, a galinha apareceu antes, na medida em que a formação da casca do ovo depende de uma proteína que só é encontrada nos ovários deste tipo de ave. Assim sendo, o ovo só pôde existir depois de ter surgido a primeira galinha.

A proteína em questão - ovocledidin-17 (OC-17) - actua como um catalisador para acelerar o desenvolvimento e cristalização da casca, cuja estrutura rígida é necessária para abrigar a gema e os seus fluidos de protecção, enquanto o pinto se desenvolve.

Nesta investigação foi utilizado um super computador – HECToR - para visualizar de forma ampliada a formação de um ovo. Este indicou que a OC-17 é fundamental no inicio da formação da casca, pois transforma o carbonato de cálcio em cristais de calcita, que compõem a casa do ovo.
Segundo Colin Freeman, do Departamento de Engenharia Material da Universidade de Sheffield, "há muito tempo que se suspeita de que o ovo surgiu primeiro, mas agora há provas científicas de que a galinha foi sua precursora."
John Harding, outro cientista da mesma universidade, considera que o estudo poderá servir como base para outras investigações. "Entender como funciona a produção da casca de ovo é interessante, mas também pode ser uma pista para a concepção de novos materiais e processos", referiu.

Cientistas criam mosquito incapaz de transmitir malária

Todos os anos, 250 milhões de pessoas são infectadas com o parasita que provoca a doença

«Anopheles stephensi» responsável pela transmissão do parasita que provoca a malária
«Anopheles stephensi» responsável pela transmissão do parasita que provoca a malária
Uma equipa de cientistas da Universidade do Arizona, Estados Unidos, conseguiu criar em laboratório um mosquito incapaz de transmitir o parasita Plasmodium falciparum que provoca malária. O estudo agora publicado na «PLoS Pathogens» dá conta da importância do êxito das experiências.

Os investigadores conseguiram que a manipulação genética fosse transmitida à descendência dos insectos modificados, o que pode ter consequências positivas para futuro quebrar o ciclo de transmissão da doença.

Por ano, 250 milhões de pessoas contraem malária através de picadas de mosquitos. A maior parte delas são crianças africanas. Esta doença, para a qual ainda não se encontrou um tratamento eficaz, mata um milhão de crianças com menos de cinco anos todos os anos. Muitas outras conseguem sobreviver mas podem sofrer graves danos cerebrais.
Não é a primeira vez que os cientistas tentam criar um mosquito incapaz de transmitir a doença. Mas até agora nenhuma das tentativas para erradicar o ciclo tinha resultado. Agora, afirma Michael Riehle, o que se procura é “eficácia a cem por cento, que nenhum parasita sobreviva para infectar humanos”.
No mosquito geneticamente modificado, o parasita Plasmodium falciparum, não consegue crescer. Para já, os exemplares estão fechados num centro de segurança máximo. No entanto, pode ser que no futuro esta espécie incapaz de transmitir a doença seja inserida nas populações selvagens. Assim, os seus descendentes não conseguirão transmitir o parasita.
As experiências foram realizadas com a espécie Anopheles stephensi, o mosquito que mais transmite a doença no Médio Oriente e no sul da Ásia. Existem ainda mais de 20 espécies diferentes do género Anopheles que funcionam como veículo de transmissão.

domingo, 4 de julho de 2010

Sumo de laranja reduz efeitos negativos da fast food

Antioxidantes ajudam a eliminar radicais livres

Sumo de  laranja elimina mais radicais livres no sangue
Sumo de laranja elimina mais radicais livres no sangue
Um estudo da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, demonstrou que o sumo de laranja é eficaz a neutralizar os efeitos negativos do consumo de fast fodd, refeições ricas em gordura e hidratos de carbono.

De acordo com a investigação, publicada no American Journal of Clinical Nutrition, as grandes quantidades de antioxidantes presentes no sumo de laranja, principalmente o flavonoíde naringenina e o antioxidante hesperidina, ajudam a prevenir os danos causados pelos radicais livres inflamatórios produzidos devido às agressões provocadas pelo consumo excessivo de gorduras.
Durante o estudo, liderado por Husam Ghanim, foi solicitado a três grupos de dez pessoas para ingerirem ao pequeno-almoço uma refeição de fast food de 900 calorias, composta por 81 gramas de hidratos de carbono e 51 gramas de gordura.

Os participantes tinham idades compreendidas entre os 20 e os 40 anos e estavam todos dentro do peso normal.

Laranja, glicose e água

Um dos grupos de voluntários bebeu 300 calorias de sumo de laranja à refeição, outro grupo ingeriu 300 calorias de bebida à base de glicose e um terceiro só bebeu água. Foram retiradas amostras de sangue a todos os voluntários, antes da refeição e uma, três e cinco horas após o pequeno-almoço.

Verificou-se que quem consumiu 300 calorias do sumo de laranja apresentou menores níveis de radicais livres no sangue (47 por cento) do que aqueles que beberam água (62 por cento) ou uma bebida à base de glicose (63 por cento).
Fonte: Ciência Hoje PT

Células estaminais têm potencial anti-cancerígeno

Testes realizados em animais com resultados positivos

Matriz extracelular das células estaminais inibe  crescimento de tumores
Matriz extracelular das células estaminais inibe crescimento de tumores
Um estudo publicado na revista Cancer Letters revelou que as células estaminais mesenquimais do sangue do cordão umbilical conseguem inibir o crescimento de células tumorais metastáticas em tumores agressivos.
De acordo com os autores, a matriz extracelular (proteínas e polissacarídeos secretadas) das células que são obtidas a partir do sangue do cordão umbilical induz nos tumores um aumento dos níveis de uma proteína com efeitos anti-tumorais. Simultaneamente, esta matriz promove a secreção de um outro factor que suprime uma via de sinalização celular muito importante na formação do cancro.

Nesta investigação, células tumorais de um cancro da mama foram expostas durante dois dias a células estaminais mesenquimais do sangue do cordão umbilical, tendo depois sido injectadas em fêmeas de ratos. Passados 43 dias, os volumes dos tumores no grupo tratado com células estaminais eram significativamente menores do que nos animais do grupo de controlo, tendo sido demonstrada a inibição do crescimento das células cancerígenas e da progressão do tumor.

Células tumorais e micro-ambiente

O cancro é uma doença complexa, na qual existe uma relação dinâmica entre as células tumorais e o micro-ambiente que as envolve. Nos tumores existem células estaminais cancerígenas que têm algumas características em comum com as normais.
Ambos os tipos de células estaminais são profundamente influenciados pelos respectivos micro-ambientes envolventes, o que dita o seu destino celular e comportamento. A compreensão do efeito inibitório do micro-ambiente das células estaminais mesenquimais pode vir a permitir o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas de combate ao cancro.
David Ferreira, responsável médico da Crioestaminal, afirma que “trata-se de um trabalho de investigação que vem clarificar a relação entre algumas substâncias da matriz extracelular, produzidas por células estaminais mesenquimais, com potencialidades inibitórias do crescimento tumoral, podendo assim contribuir na definição de novos alvos terapêuticos no tratamento do cancro.”