O caqui é originário da China, de onde foi levado, há milênios, para outros países asiáticos. No Japão fez tanto sucesso que se transformou na fruta nacional do Ano-Novo, data que lá coincide com a colheita. Trazido do Oriente, ele chegou à América no final do século XIX, sendo introduzido no Brasil em 1890.
Foi apenas na década de 1920, pelas mãos dos imigrantes japoneses, que o caqui passou a ser mais intensamente cultivado no Brasil. Hoje, o maior produtor nacional é o estado de São Paulo, com 1 milhão de pés. E nos últimos anos a produção tem se desenvolvido de tal forma que o Brasil já está até exportando a fruta, ao lado de outros grandes produtores e exportadores, como Estados Unidos, Espanha e Israel.
Ficha do Ingrediente
Nome científico Diospyros kaki L.
Composição nutricional por
100 g (dependendo da variedade):
Calorias ..........................86,7 kcal
Carboidratos ........................20,9 g
Proteínas ............................0,46 g
Lipídios ..............................0,17 g
Fibras .....................................1 g
Cálcio ...................................4 mg
Vitamina A (retinol) ...........250 mcg
Vitamina B1(tiamina) ..........50 mcg
Vitamina B2 (riboflavina) ....45 mcg
Niacina .............................0,8 mg
Vitamina C (ác. ascórbico) 17,1mg
Potássio ........................124,2 mg
Os diversos tipos
Há uma infinidade de tipos de caqui. No Japão estão catalogados mais de oitocentos e na China fala-se em milhares. Mas de modo geral pode-se dizer que existem duas grandes variedades: taninosos e não-taninosos.
Os taninosos você conhece bem. São aqueles que, por possuir grande teor de tanino, "amarram" na boca quando não estão totalmente maduros. Preferidos dos brasileiros, têm a polpa macia, a forma esférica achatada e coloração quase vermelha. Como são muito delicados e de vida curta, têm de ser colhidos antes de totalmente maduros. Você compra e deve consumir logo, senão eles perdem sabor e textura. Na geladeira conservam-se no ponto por mais ou menos uns três dias. Mas atenção: só lave na hora de consumir. Os principais tipos de caqui taninoso cultivados no Brasil são o Taubaté, o Pomelo e o Rubi.
E os caquis não-taninosos? São aqueles com polpa mais firme, mais amarelos quando maduros e que podem ser consumidos sem nenhum tratamento. Muito doces, duram cerca de dez dias e são cada vez mais procurados no Brasil, inclusive para saladas, cortados em tiras bem fininhas. As principais variedades produzidas no Brasil são a Fuyu, a Jiro e a Fuyuhana. A Fuyu é a espécie não-taninosa mais cultivada no país e a mais vendida para o exterior.
Há ainda um terceiro grupo de caquis - o dos caquis variáveis -, que tanto podem ter polpa amarela e não possuir sementes nem tanino, como ter polpa escura com sementes e tanino. As principais variedades desse tipo de caqui são a Rama Forte, a Giombo e a Kaoru.
A saúde agradece
Como a grande maioria das frutas, o caqui tem boas quantidades de sais minerais e vitaminas (especialmente A, C e do Complexo B).Conheça alguns benefícios destas vitaminas:
Vitamina A - Ajuda a manter a boa visão, contribui para a saúde da pele e mucosas e promove o crescimento.
Vitamina C - Ajuda na cicatrização, aumenta a resistência a infecções e auxilia na absorção de ferro pelo organismo, quando ingerida juntamente com alimentos ricos nesse mineral.
Os diversos tipos
Vitaminas do Complexo B - Ajudam a transformar em energia os nutrientes que ingerimos e contribuem para a formação de células e órgãos.
sábado, 27 de março de 2010
Caqui: uma delícia do oriente
Postado por Rejane Cardoso às 11:57 0 comentários
Marcadores: Bioquímica, Nutrição
Cientistas detectam nova forma biológica de produzir oxigênio
Até agora eram conhecidos três formas biológicas de se produzir oxigênio: a fotossíntese e outros dois regimes em que as células produzem oxigênio, normalmente para o seu próprio uso interno, recorrendo a enzimas que quebram substâncias que contenham oxigênio, como os cloratos.
Cientistas decifraram a sequência genética completa da Methylomirabilis oxyfera
Porém, recentemente foi descoberta uma bactéria capaz de produzir oxigênio através de um novo truque metabólico que lhe permite consumir o metano encontrado em sedimentos pobres em oxigênio, anuncia a “Science”.
Esta nova via proporciona outras possibilidades para a compreensão de como e onde o oxigénio pode ser criado, sendo que, de acordo com Ronald Oremland, um geomicrobiologista americano que não está envolvido neste estudo, estes resultados poderão mesmo ter implicações na criação de oxigênio noutras partes do sistema solar.
Katharina Ettwig, microbiologista da Radboud University Nijmegen (Holanda), e a sua equipe estudaram bactérias localizadas em sedimentos pobres em oxigênio, retirados de canais e valas de drenagem perto de zonas agrícolas na Holanda. Descobriram assim que, em alguns casos, estes organismos, que foram apelidados de Methylomirabilis oxyfera, conseguiam consumir metano, um processo que requer oxigênio, apesar da escassez deste elemento químico no seu ambiente.
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| A Methylomirabilis oxyfera consegue sobreviver na lama, um ambiente inóspito para outras bactérias que consomem metano |
O próximo passo que estes cientistas pretendem dar é isolar a enzima ou as enzimas que possibilitam a produção de oxigênio e explicar o seu funcionamento, pois ao produzirem o seu próprio oxigênio, as bactérias podem tirar proveito de um método de energia muito mais eficiente ao consumir metano, pelo que podem crescer e proliferar mais rapidamente.
Não é claro ainda se esta nova forma de produção de oxigénio é uma adaptação biológica recente ou se é antiga e surgiu quando a atmosfera da Terra era rica em metano e pobre em oxigénio.
Postado por Rejane Cardoso às 11:34 0 comentários
Corações de peixes-zebra que se auto-regeneram podem ser exemplo para mamíferos
Investigadores descobriram que são os cardiomiócitos que permitem a regeneração
Coração de peixe-zebra regenera-se no espaço de um mês
Os cientistas acreditam que os mamíferos não estão tão distantes desse processo. Os corações humanos são incapazes de se regenerar. Depois de um ataque cardíaco, o músculo saudável é substituído por tecido com cicatrizes que não volta a contrair-se. No entanto, antes da bomba cardíaca se esgotar, as células do coração entram num estado de hibernação para tentarem salvar-se.
Este comportamento sugere que a regeneração nos mamíferos pode não ser uma utopia, acredita Juan Carlos Izpisúa, um dos investigadores. Até agora, todas as tentativas de recuperar corações em humanos depois de um ataque cardíaco centram-se na utilização de células mãe provenientes da gordura, do músculo cardíaco ou da medula óssea.
A maneira pela qual a natureza trata o coração danificado parece ser muito mais simples. A ideia seria tentar imitar o que acontece no peixe-zebra. Evitar o implante de células exteriores e tentar ativar a regeneração endógena pela diferenciação dos cardiomiócitos já existentes. Isso poderia ser feito, por exemplo, utilizando compostos químicos.
A equipe de investigação começou já à procura de moléculas para um dia dar “impulso” à natureza e permitir o uso de medicação.
Fonte: Ciência Hoje PT
Postado por Rejane Cardoso às 11:19 0 comentários
Marcadores: Farmacologia
sexta-feira, 26 de março de 2010
África: Origem do Homem
Na África, na região que atravessa a Etiópia, o Quênia e a Tanzânia, foram encontrados os mais antigos fósseis de ancestrais humanos, como diversos fósseis de Australopithecus, que viveu no continente desde pelo menos 7 milhões de anos, bem como da espécie mais evoluída do Homo habilis (desde antes de 3 milhões de anos) e do Homo erectus (desde 2 milhões de anos). Ali viveram, diversas linhagens paralelas de nossos ancestrais, que entrelaçaram até desembocarem no homem moderno. Existem fortes indícios de terem sido os descendentes do Homo erectus os primeiros e povoarem outros continentes, pois até agora, já foram encontrados fósseis dessa espécie em várias regiões da Europa, em Java, na China, no Iraque etc. Do Homo erectus teriam evoluído o homem de Neanderthal (denominação dos fósseis encontrados desde 1856 na gruta de Neanderthal, perto de Düsseldorf, Alemanha), o homem de Cro-Magnon (denominação dos fósseis encontrados em 1868 em Cro-Magnon, Dordogne, na França) e a espécie humana atual com todas as suas variações, em um processo ocorrido ao longo dos últimos 500 mil anos.
Fósseis do homem moderno conhecido como Homo sapiens sapiens, tem sido encontrados em diversas partes do mundo, mas alguns pesquisadores apontam como os mais antigos, os da África, que datam de 200 mil anos, ao passo que os de outros lugares teriam menos de 100 mil anos. Entre esses achados africanos destacam-se os da África do Sul (região de Klaisies River Mouth) e os de Kanjera, no Quênia. Adimitindo-se essa origem africana do homem moderno, acredita-se que, há cerca de 100 mil anos, indivíduos Homo sapiens sapiens empreenderam uma nova migração, dessa vez para todas as outras partes do mundo, suplantando ou incorporando outras linhagens. Colaborando com essa versão, certas pesquisas genéticas, apoiadas em estudos de DNA, ressaltam “que todos os indivíduos investigados descendem de um só ancestral – de uma única Eva –, que viveu na África entre 143 mil e 285 mil anos. As teorias da origem humana suscitam muitas divergências entre os estudiosos, assim como a determinação de rotas migratórias e datas – quanto a essa última polêmica, há os que defendem, com base em pesquisas genéticas, ser de aproximadamente 500 mil anos a origem da “Eva africana”.
Postado por Rejane Cardoso às 15:40 2 comentários
Marcadores: evolução e genética
Cientistas identificam novo ancestral do homem na Sibéria
Cientistas alemães identificaram o que pode ser um novo ancestral do homem a partir da análise genética de ossos encontrados em uma caverna na Sibéria, segundo um estudo publicado na edição desta quarta-feira da revista científica Nature.
O fóssil, encontrado na caverna Denisova, nas montanhas Altai, em 2008, seria de um dedo da mão de um hominídeo de cerca de seis anos que viveu na Ásia Central entre 30 mil e 48 mil anos atrás.
Os cientistas do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária de Leipzig, na Alamenha, fizeram uma análise do DNA mitocondrial do fóssil e compararam com o código genético de humanos modernos e do homem de Neandertal.
Os resultados sugerem que o material corresponde a uma migração procedente da África desconhecida até agora e distinta das protagonizadas a partir do continente africano pelos antepassados do homem de Neandertal e dos humanos modernos.
X-Woman
O DNA não é o mesmo dos seres humanos ou neandertais, duas espécies que viveram na área na mesma época. Testes sugerem que o DNA do fóssil siberiano pertence a uma nova espécie, não sendo igual ao de outros hominídeos conhecidos.
O material genético encontrado no fóssil seria muito novo para ser descendente do Homo erectus, que partiu da África em direção à Ásia há cerca de 2 milhões de anos ou muito antigo para descender do Homo heidelbergensis, que teria se originado há cerca de 650 mil anos.
"Quem quer que tenha carregado esse genoma mitochondrial para fora da África há cerca de um milhão de anos é alguma criatura nova que ainda não havia aparecido no nosso radar", disse o professor Svante Paabo, co-autor do estudo, ao lado do cientista Johannes Krause.
A pesquisa contribui para um cenário mais complexo da humanidade durante o final do período Pleistoceno, quando os humanos modernos deixaram a África para colonizar o restante do mundo.
Já é conhecido que os humanos podem ter vivido simultaneamente com os Neandertais na Europa, aparentemente por mais de 10 mil anos. Mas em 2004, pesquisadores descobriram que uma espécie anã dos humanos, conhecida como "Hobbit", viveu na ilha das Flores, na Indonésia, até 12 mil anos atrás - muito tempo depois de os humanos modernos terem colonizado a área.
Convivência
A pesquisa contribui para um cenário mais complexo do período Pleistoceno, quando os humanos modernos saíram da África para colonizar o restante do mundo.
O professor Clive Finlayson, diretor do Museu Gibraltar, já disse que havia "uma série de populações humanas espalhadas por partes da África, Eurásia e Oceania".
"Alguns teriam sido geneticamente relacionados, se comportando como subespécies, enquanto outras populações mais extremas podem ter se comportado como espécies com nenhum ou pouco cruzamento híbrido", disse.
Neandertais aparentemente viveram na caverna Okladnikov, nas montanhas Altai, há cerca de 40 mil anos. Uma equipe de pesquisadores liderada pelo professor Anatoli Derevianko, da Academia Russa de Ciências, também encontrou provas da presença de humanos modernos que viveram na região no mesmo período.
"Outra questão intrigante é se pode ter havido convivência e interação não apenas entre Neandertais e humanos modernos na Ásia, mas também, agora, entre essas linhagens e a recém descoberta", afirmou o professor Chris Stringer, pesquisador de origens humanas do Museu de História Natural de Londres.
"A distinção entre os padrões do DNA mitocondrial sugere, até agora, que houve pouco ou nenhum cruzamento entre espécies, mas serão necessárias mais dados de outras partes do genoma dos fósseis para que se chegue a conclusões definitivas", afirmou.
Segundo ele, o estudo é "um desenvolvimento instigante".
Fonte: BBC Brasil
Postado por Rejane Cardoso às 15:28 0 comentários
quarta-feira, 24 de março de 2010
Estudo ainda em fase experimental indica que algina reduz absorção de gordura
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| Algas marinhas contêm algina |
Os investigadores esperam utilizar esta fibra em vários produtos no sentido de trazer benefícios para a saúde. A ideia é introduzi-la em alimentos de consumo diário, como pão, bolachas ou iogurtes.
No laboratório, os cientistas utilizaram um intestino artificial para as experiências. Testaram a eficácia de mais de 60 fibras naturais, medindo a quantidade de gordura absorvida.
O próximo passo será recrutar voluntários para estudarem se os resultados do laboratório podem ser reproduzidos em pessoas e se esse tipo de comida pode ser aceitável como parte da dieta comum. Os investigadores já experimentaram adicionar este ingrediente ao pão e os resultados foram animadores.
Esta investigação faz parte de um projecto de três anos do Conselho de Investigação de Ciências Biológicas e Biotecnológicas do Reino Unido. O projecto vai de encontro aos novos regulamentos da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar, que determinam que as informações contidas nos rótulos dos produtos devem ser comprovadas cientificamente.
Postado por Rejane Cardoso às 07:23 0 comentários







